Maria Amélia de Bourbon-Nápoles

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Maria Amélia
Princesa de Nápoles e Sicília
Maria Amélia em retrato de Louis Hersent (1777-1860).
Rainha Consorte dos Franceses
Período 09 de agosto de 1830 - 24 de fevereiro de 1848
Cônjuge Luís Filipe I de França
Descendência
Fernando Filipe
Luísa Maria
Maria de Orléans
Luís Carlos
Francisca
Clementina de Orléans
Francisco Ferdinando
Carlos de Orléans
Henrique
Antônio de Orléans
Nome completo
Maria Amélia Teresa
Casa d'Orleães (por casamento)
Bourbon (por nascimento)
Pai Fernando I das Duas Sicílias
Mãe Maria Carolina da Áustria
Nascimento 26 de abril de 1782
Reggia di Caserta, Caserta, Reino de Nápoles
Morte 24 de março de 1866 (83 anos)
Claremont House, Surrey, Inglaterra
Enterro Capela Real de Dreux, Dreux, França

Maria Amélia Teresa de Bourbon-Duas Sicílias, também conhecida por Maria Amélia de Bourbon-Nápoles (Caserta, 26 de abril de 1782 — Claremont, 24 de março de 1866) foi a rainha dos franceses de 1830 até 1848. Era consorte do rei Luís Filipe I.

Biografia[editar | editar código-fonte]

A princesa Maria Amélia era a quinta filha de Fernando I das Duas Sicílias (na época de seu nascimento, seu pai era conhecido como Fernando IV de Nápoles) e de sua esposa, a arquiduquesa austríaca Maria Carolina da Áustria, a irmã favorita de Maria Antonieta, rainha de França.

Maria Amélia recebeu uma educação tão esmerada que era chamada de La Santa por seus familiares. Em 1798, a família real napolitana partiu para Palermo, e a princesa, juntamente com sua mãe, viveu na corte da Áustria entre 1800 e 1802. Em 1806, a família novamente deixou Nápoles para evitar as tropas do general André Masséna. Foi neste período que ela conheceu seu futuro marido, o exilado duque d'Orleães, Luís Filipe, que era descendente de Luís XIII da França e pretendente ao trono.

No dia 25 de novembro de 1809, eles se casaram em Palermo, na Itália.

Ao chegar na França, em 1814, o duque e a duquesa d'Orleães mal puderam instalar-se no Palácio Real em Paris por causa da Campanha de Waterloo, que os obrigou a voltar ao exílio. Maria Amélia e seus filhos refugiaram-se para a Inglaterra, onde passaram dois anos em Twickenham.

De volta à França em 1817, sua vida em Neuilly (que durou até 1828) foi o momento mais feliz de sua existência. Maria Amélia nunca se intrometeu nos assuntos políticos e, ao contrário de seu marido, o qual tinha opiniões liberais, era fortemente monarquista. Dedicou mais a sua atenção ao cuidado e à educação dos vários filhos, mesmo depois que as Revoluções de 1830 fizeram-na rainha dos franceses.

Durante seu segundo exílio, de 1848 até o fim de sua vida, Maria Amélia viveu em Claremont, uma propriedade campestre de Surrey, Inglaterra. Sua caridade e piedade foram admiradas pelos amigos ingleses dos Orleães. Faleceu aos oitenta e três anos.

Referências

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