Maria Amélia de Bourbon-Nápoles
Maria Amélia Teresa de Bourbon-Duas Sicílias, também conhecida por Maria Amélia de Bourbon-Nápoles (Caserta, 26 de abril de 1782 — Claremont, 24 de março de 1866) foi a rainha dos franceses de 1830 até 1848. Era consorte do rei Luís Filipe I.
Biografia [editar]
A princesa Maria Amélia era a quinta filha de Fernando I das Duas Sicílias (na época de seu nascimento, seu pai era conhecido como Fernando IV de Nápoles) e de sua esposa, a arquiduquesa austríaca Maria Carolina da Áustria, a irmã favorita de Maria Antonieta, rainha de França.
Maria Amélia recebeu uma educação tão esmerada que era chamada de La Santa por seus familiares. Em 1798, a família real napolitana partiu para Palermo, e a princesa, juntamente com sua mãe, viveu na corte da Áustria entre 1800 e 1802. Em 1806, a família novamente deixou Nápoles para evitar as tropas do general André Masséna. Foi neste período que ela conheceu seu futuro marido, o exilado duque d'Orleães, Luís Filipe, que era descendente de Luís XIII da França e pretendente ao trono.
No dia 25 de novembro de 1809, eles se casaram em Palermo, na Itália.
Ao chegar na França, em 1814, o duque e a duquesa d'Orleães mal puderam instalar-se no Palácio Real em Paris por causa da Campanha de Waterloo, que os obrigou a voltar ao exílio. Maria Amélia e seus filhos refugiaram-se para a Inglaterra, onde passaram dois anos em Twickenham.
De volta à França em 1817, sua vida em Neuilly (que durou até 1828) foi o momento mais feliz de sua existência. Maria Amélia nunca se intrometeu nos assuntos políticos e, ao contrário de seu marido, o qual tinha opiniões liberais, era fortemente monarquista. Dedicou mais a sua atenção ao cuidado e à educação dos vários filhos, mesmo depois que as Revoluções de 1830 fizeram-na rainha dos franceses.
Durante seu segundo exílio, de 1848 até o fim de sua vida, Maria Amélia viveu em Claremont, uma propriedade campestre de Surrey, Inglaterra. Sua caridade e piedade foram admiradas pelos amigos ingleses dos Orleães. Faleceu aos oitenta e três anos.
Referências
- Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), uma publicação agora em domínio público.