Partido Comunista da União Soviética

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O Partido Comunista da União Soviética (em russo Коммунисти́ческая па́ртия Сове́тского Сою́за, КПСС) foi o nome usado pela corrente bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) de 1952 a 1991, ainda que a expressão Partido Comunista pertencesse ao nome do partido desde 1918, quando os bolcheviques se tornaram o Partido Comunista de Todas as Rússias. Em 1925 passou a chamar-se Partido Comunista da União (Всесоюзная коммунистическая партия (большевиков), ВКП(б)). Em 1934 tornou-se o Partido Comunista da União Soviética (Bolcheviques). Finalmente, em 1952 tornou-se, simplesmente, o Partido Comunista da União Soviética, nome que permaneceu até 1991.

Uma vez que a Terceira Internacional ou Komintern se formou em 1919, a estrutura marxista-leninista do PCUS foi copiada por outros de seus membros. Durante toda a história da Rússia soviética e da URSS, o Partido Comunista foi o partido governante e majoritário. Em conseqüência, a história do PCUS e da URSS se entrecruzam e se solapam

Estrutura[editar | editar código-fonte]

VKP(b)[editar | editar código-fonte]

Em 1919, foi criado um Politburo de cinco membros, para a gestão cotidiana do partido. Os cinco primeros membros foram Lenin, Lev Trotski, Lev Kamenev, Iosif Stalin e Nikolai Krestinski tendo Nikolai Bukharin, Grigori Zinoviev e Mikhail Kalinin como membros candidatos.

PCUS[editar | editar código-fonte]

O órgão de governo do PCUS era o Congresso do Partido que, em princípio, se reunia de modo anual. Suas reuniões se fizeram menos frequêntes, em particular com Stalin. Os Congressos do Partido elegiam o Comitê Central que, por sua vez, elegia o Politburo. Com Stalin no poder, o cargo mais importante foi o de secretário-geral, que era eleito pelo Politburo. Em 1952 o cargo de secretário-geral foi abolido, mas recriado no ano seguinte como primeiro secretário e o Politburo foi rebatizado como Presidium; Os nomes originais foram retomados por Leonid Brejnev em 1966.

Em teoria, o poder supremo no partido correspondia ao Congresso do Partido, mas na prática, a estrutura de poder se inverteu e, particularmente, depois da morte de Lenin o poder supremo estava nas mãos do secretário-geral.

Nos níveis mais baixos, a organização hierárquica do partido estava protagonizada pelos comitês do Partido ou partkoms (em russo партком). Um partkom era dirigido por um secretário do partkom (секретарь парткома). Em empresas, instituções e koljósé se denominava partkoms; em níveis mais elevados o nome dos comitês se abreviava segundo a mesma lógica: raikoms (райком) no nível raion, obkoms (обком) para os oblasts (anteriormente gubkoms (губком)), gorkom (горком) no nível municipal, etc.

A base do partido era a sua organização primária (первичная партийная организация), ou célula do partido (партийная ячейка). Se criava sem entidade, onde quer que houvesse ao menos três comunistas; o órgão de governo de uma célula era o bureau do partido (партийное бюро, партбюро). Esse partbureau era encabeçado por um secretário (секретарь партбюро).

Nas células menores do partido, os secretários eram trabalhadores da correspondente fábrica/hospital/escola/etc. Se a organização do partido era suficientemente grande, era encabeçada por um secretário exento (освобожденный секретарь), cujo salário estava a cargo do Partido.

Militância[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1930, os membros do partido sofreram expurgos, sob a direção de Stalin. Toda a Oposição de Esquerda, liderada por Trotsky, foi acusada de dissidência (por haver criado uma corrente interna dentro do partido, algo terminantemente proibido), e, alguns membros, de terrorismo. Alguns deles foram condenados a penas de prisão enquanto outros foram executados.

A militância no partido não estava aberta a todos. Para ser membro, a solicitação deveria ser aprovada por vários comitês. Se conseguia depois de superar uma série de fases: as crianças formavam parte do movimento de pioneiros até os 14 anos, depois passavam ao Komsomol, se como adulto provava seu adesião à disciplina do Partido ou dispunha dos contatos adequados, podia chegar a ser membro do Partido Comunista.

Em 1933, o partido tinha mais de três milhões e meio de membros e aspirantes, mas como resultado dos expurgos a militância ficou reduzida a menos de dois milhões em 1939.[carece de fontes?] Em 1986, o PCUS tinha mais de 19 milhões de membros — aproximadamente 10% da população adulta da URSS. Esta cifra equivalia aos funcionarios, diretores de fábrica, membros da KGB e demais oficiais que controlavam o aparato do Estado soviético. Este grupo era conhecido como apparatchiks.

Depois do desmembramento da União Soviética, a maioria de sua militância abandonou o Partido, que foi declarado ilegal e despojado de todos seus bens. Na Rússia, 500.000 militantes formaram o Partido Comunista da Federação Russa, que foi legalizado em 1993 e é hoje um dos principais partidos de oposição no país, enquanto outros partidos comunistas locais foram fundados nos países recém-surgidos, como Bielorrússia, Ucrânia ou Moldávia.

Órgãos principais[editar | editar código-fonte]