Partido Africano da Independência de Cabo Verde

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Partido Africano da Independência de Cabo Verde
(PAICV)
Presidente José Maria Neves
Fundação 20 de janeiro de 1981 (33 anos)
Sede Av. Amílcar Cabral, Praia, Cabo Verde
Ideologia Atualmente:
Socialismo democrático,
Social-democracia.
Anteriormente:
Marxismo-leninismo,
Socialismo,
Nacionalismo de esquerda
Antecessor PAIGC (1956-1980)
Afiliação internacional Internacional Socialista[1]
Assembleia Nacional de Cabo Verde
38 / 72
Espectro político Centro-esquerda
Ala jovem JPAI
Ala feminina FNM-PAI
Cores Vermelho, verde e amarelo e branco
Site http://paicv.cv.domainselected.com/

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde, conhecido também pela sigla PAICV é um partido de centro-esquerda, de ideologia social-democrata, em Cabo Verde. Os seus membros são apelidados de "tambarinas"[2] , e identificam-se com a cor amarela[3] .

É um dos principais partidos do país, sendo o responsável pelo processo que culminou na independência de Cabo-Verde e na condução política nos primeiros anos de existência deste país.

História[editar | editar código-fonte]

Antecessor[editar | editar código-fonte]

Em 1956, seu antecessor, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi fundado pelo líder nacionalista Amílcar Cabral. O PAIGC lutou para derrubar o Império Português, unificar Cabo Verde e Guiné-Bissau, e do uso de seu vanguardismo para avançar a revolução socialista.

A partir de 1961, o PAIGC lutou uma campanha de guerrilha, em colaboração com seu grupo partido fraterno de cúpula, a CONCP, durante a Guerra Colonial Portuguesa. Em 1973, o PAIGC já controlava a Guiné-Bissau, enquanto a própria Revolução dos Cravos em Portugal em 1974 dissolveu efetivamente o império, saindo de Cabo Verde no ano seguinte.

Após as Guerras de Libertação Nacional, o PAIGC estabeleceu um governo socialista em ambos os países, tendo Luís Cabral, irmão do falecido Amilcar Cabral, como Secretário-Geral.

Fundação do PAICV[editar | editar código-fonte]

Na sequência de um golpe militar na Guiné-Bissau que derrubou Luís Cabral, em Novembro de 1980, a secção cabo-verdiana do partido tornou-se no PAICV em Janeiro de 1981. O então Secretário-Adjunto (e então Presidente de Cabo Verde) Aristides Pereira tornou-se Secretário-Geral do PAICV[4] .

Democracia Multipartidária[editar | editar código-fonte]

Num congresso extraordinário do partido, em Fevereiro de 1990, o PAICV aprovou a introdução da democracia multipartidária. A. Pereira deixou o cargo de Secretário-Geral do PAICV em julho de 1990, e o então primeiro-ministro, Pedro Pires, substituiu-o em agosto de 1990. O PAICV conquistou 23 dos 79 lugares da Assembleia Nacional em Janeiro de 1991 nas eleições parlamentares multipartidárias, perdendo contra o Movimento para a Democracia (MpD). Posteriormente, A. Pereira foi derrotado na eleição presidencial de Fevereiro de 1991, e novamente o PAICV saiu derrotado em dezembro de 1991 nas eleições autárquicas. Num congresso do partido em agosto de 1993, P. Pires foi substituído como Secretário-Geral por Aristides Lima, e foi, em vez disso, eleito Presidente do PAICV[4] .

O PAICV conquistou 21 dos 72 lugares da Assembleia Nacional em dezembro de 1995 as eleições parlamentares[4] . Num congresso PAICV em setembro de 1997, P. Pires enfrentou José Maria Neves, numa disputa de liderança[5] , e P. Pires foi eleito com 68% dos votos[6] . Pedro Pires abandonou o cargo de Presidente PAICV, em 2000, em preparação para uma candidatura presidencial nas eleições do ano seguinte[7] e foi sucedido por J. M. Neves[4] .

Eleições presidenciais de 2001[editar | editar código-fonte]

Na eleição presidencial realizada em 11 e 25 de fevereiro de 2001, o candidato apoiado pelo PAICV, P. Pires, que conquistou 46,52% dos votos na primeira volta, derrotou por uma margem estreita de apenas 12 votos o candidato apoiado pelo MpD, Carlos Veiga na segunda volta.

Eleições legislativas de 2006[editar | editar código-fonte]

Na eleição legislativa realizada em 22 de janeiro de 2006, o PAICV ganhou 52,28% dos votos populares e 41 dos 72 lugares na Assembleia Nacional.

Na eleição presidencial realizada em 12 de fevereiro de 2006, Pedro Pires derrotou novamente Carlos Veiga, ganhando 50,98% dos votos.

Eleições legislativas de 2011[editar | editar código-fonte]

Na eleição legislativa realizada em 06 de Fevereiro de 2011, o PAICV ganhou 51% dos votos populares e 38 dos 72 lugares na Assembleia Nacional.

Afiliação[editar | editar código-fonte]

O PAICV, proclama-se como um partido de "orientação política africana", em contraste com o MpD um tanto ou quanto neoliberal.

O partido é um membro de pleno direito da Internacional Socialista[4] [8] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Member Parties of the Socialist International - Socialist International]
  2. Site Oficial do PAICV - Procurar www.paicv.cv. Página visitada em 2011-02-07.
  3. Site Oficial do PAICV - Comício em Achada Santo António supera todas as expectativas www.paicv.cv. Página visitada em 2011-02-07.
  4. a b c d e Political Parties of the World (6th edition, 2005), ed. Bogdan Szajkowski, page 113.
  5. "Cape Verde: Opposition party congress opens", Radio Renascenca, Lisbon (nl.newsbank.com), September 19, 1997.
  6. "Cape Verde: Former PM elected leader of main opposition PAICV party", Radio Renascenca, Lisbon (nl.newsbank.com), September 22, 1997.
  7. "Cape Verde: Town council leader to run for PAIGC party leadership", RDP Africa web site (nl.newsbank.com), May 29, 2000.
  8. List of member parties of the Socialist International in Africa.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]