Gonzalo Rodríguez (automobilista)

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Gonzalo Rodríguez
Nacionalidade Uruguai Uruguaio
Origem Montevidéu
País Uruguai
Data de nascimento 22 de janeiro de 1972
Data de falecimento 11 de setembro de 1999 (27 anos)
Período em atividade 1999
de
Equipes Penske Racing
Corridas disputadas 1
Vitórias 0
Pódios 0
Outras competições
1997-1999
1996-1997
1994-1996
1993
Fórmula 3000 Internacional
Fórmula 3000 Britânica
Fórmula Renault Britânica
Fórmula Renaul Espanhola

Gonzalo Rodríguez, conhecido por Gonchi ou Gonzo (Montevidéu, 22 de janeiro de 1972 - Monterey, 11 de setembro de 1999) foi um automobilista uruguaio.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou a correr aos sete anos, no motociclismo, mas passou para o kart com 13 anos. Foi campeão nacional em 1985, 1986 e 1989, e nessa altura competiu no Campeonato do Mundo de karting de 1988, em Valence, na França. Ai conheceu e tornou-se amigo do brasileiro Rubens Barrichello. Mas os dois também competiram contra outros futuros pilotos de Fórmula 1, como o italiano Giancarlo Fisichella, o dinamarquês Jan Magnussen e o escocês David Coulthard. Nessa prova fez a volta mais rápida da corrida, mas perdeu a oportunidade de ganhar, devido a uma avaria.

Em 1989, passa para para a Fórmula 4 uruguaia, equipada com motores Renault, e num campeonato ultra-competitivo, torna-se num dos melhores, vencendo o campeonato por duas vezes e sendo o segundo classificado por outras duas. Corre algumas provas na Fórmula 3 sul-americana, e torna-se, em 1991, campeão uruguaio de Turismos, um título que em tempos tinha sido alcançado pelo seu pai.

F-Renault[editar | editar código-fonte]

Mas também se percebe que o Uruguai e a América do Sul se tornam muito pequenos para Gonchi. Em 1992, parte para a Espanha, com outro compatriota seu, Marcelo Bresciani, e torna-se vice-campeão no seu ano de estreia, vencendo em duas provas. Em 1993, passa para a Fórmula Renault, onde fica em terceiro lugar no campeonato, com apenas uma vitória. Mas quer paragens mais altas, e vai para a Inglaterra, na mesma F-Renault, numa jogada de "tudo ou nada", pois o compatriota Bresciani, sem dinheiro, decidira voltar ao Uruguai.


No campeonato de 1994, Rodríguez repete o feito da Espanha, ao ser terceiro no campeonato, e ganhando uma corrida. Era o "Rookie do Ano" na categoria. No final do ano, aventurou-se na Fórmula 3, no GP de Macau, onde deu nas vistas por ter causado um grande acidente numa das mangas do fim de semana competitivo.


Em 1995, faz a temporada na F-3, pela Alan Docking Racing, onde os resultados foram bons, vencendo uma das corridas do ano. Mas esta era uma corrida especial: era a corrida de suporte do GP da Inglaterra, em Silverstone. Continua em 1996, mas não consegue mais do que o 12º lugar no campeonato, e corre seis provas na rebatizada Fórmula 2, com antigos carros de Fórmula 3000, pela Edembridge Racing. Não ganhou corridas, mas chegou em segundo lugar em três dessas corridas.

Fórmula 3000[editar | editar código-fonte]

Vendo que era esse o seu futuro, em 1997 passa para a F-3000 europeia, pela Redman & Bright, com um Reynard-Ford. Mas os resultados iniciais foram pobres, e na época de 1998, passa para a Team Astromega, onde estes melhoraram significativamente. Era uma época onde estavam os melhores da América do Sul, o brasileiro Max Wilson e o colombiano Juan Pablo Montoya. Gonzo ganhou duas corridas e esteve na briga pelo título, mas a regularidade naquele ano não foi muito forte, e acabou a época na sétima posição.


O ano de 1999 era promissor para Gonchi. Continuou na Astromega, e começou o ano nos Turismos, onde ganhou uma corrida em Punta del Este. Quando a temporada começou, consegue a vitória mais prestigiante de todas: a vitória no GP de Mônaco. Consegue mais dois segundos lugares, em Nurburgring e Spa-Francochamps, na sua corrida final nesse campeonato. No final de Agosto, era o segundo classificado das séries, brigando pelo título com o alemão Nick Heidfeld e o dinamarquês Jason Watt (mestiço, assim como o inglês Lewis Hamilton).

Sondagem pela Benetton e a chegada à CART[editar | editar código-fonte]

Nessa altura, a Benetton o queria para fazer um teste. Mas, antes, faz um teste com a Penske Racing. Os resultados foram tão bons, que Roger Penske o chamou para correr uma prova em Belle Isle. Rodríguez aceitou, pois o calendário da Champ Car (então CART) não interferia com o da Formula 3000. Fez uma prova calma e classificou-se em 12º lugar, conseguindo o seu primeiro (e unico ponto), na sua primeira (e única) prova da CART.

No segundo fim de semana de Setembro, depois da prova de Spa-Francochamps, Rodríguez disputaria a prova de Laguna Seca, a contar para a CART, chamado uma vez mais pela Penske. O seu amigo (e rival) Montoya era o candidato ao título, e Rodríguez estava numa das equipas mais prestigiadas do plantel.

Morte na curva "Corkscrew" de Laguna Seca[editar | editar código-fonte]

A 11 de setembro de 1999, um Sábado, perto do meio dia, Gonzo tentava uma volta rápida num circuito que tentava conhecer melhor, quando os freios falharam a 250 km/h, na Curva "Corkscrew", mesmo local onde três anos antes, o italiano Alessandro Zanardi tinha feito uma das mais espectaculares ultrapassagens da história. O carro bateu na barreira de pneus, saltou para fora e ficou com os pneus virados para cima. Teve morte imediata, devido a fratura na base do crânio, com apenas 27 anos de idade.

A morte de Gonchi causou comoção no Uruguai, um país visto como uma potência menor no automobilismo, entalado entre a Argentina e o Brasil. Seu funeral foi seguido por mais de cinco mil pessoas em Montevidéu, sua cidade natal, que viam ali enterradas as esperanças de aquele que poderia ter sido o quarto uruguaio na F-1, depois de Eitel Cantoni, Óscar González e Alberto Uria.

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