Grande Guerra do Norte

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A Grande Guerra do Norte foi uma guerra travada entre uma coligação composta pelo Império Russo, Reino da Dinamarca e Noruega e Saxônia-Polónia (a partir de 1715 também Prússia e Hanover) de um lado, e o Império Sueco no outro lado, entre 1700 e 1721. Começou com um ataque coordenado pela coligação em 1700 contra a Suécia, e terminou em 1721 com a conclusão do Tratado de Nystad, e o Tratado de Estocolmo. Um dos resultados desta guerra foi o fim do Império Sueco.

Entre os principais combates deste longo conflito destacam-se as batalhas de Narva, Lesnaia e Poltava.

[editar] A aliança anti-sueca

A aliança entre a Dinamarca, Rússia, Polónia e Saxônia deu-se no maior segredo, durante o outono de 1699. Naquela época o governante (dito "Eleitor") da Saxônia era também rei da Polónia. Em 12 de fevereiro de 1700, tropas saxônicas atacaram a cidade sueca de Riga e outras fortificações na Livônia. No dia 20 de março Frederico IV a Dinamarca interveio militarmente contra o ducado de Holstein-Gottorp, aliado da Suécia, dando início à guerra. A Rússia, por sua vez, não demoraria a assediar o porto sueco de Narva, completando a ofensiva geral.

[editar] A contra-ofensiva sueca

As primeiras Campanhas de Carlos XII (1700-1706)

A Suécia possuía um excelente exército, de cerca de 77 mil homens. O rei sueco Carlos XII lançou-se primeiro contra a Dinamarca, contando com a ajuda de navios holandeses e ingleses (nações favoráveis à independência do ducado de Holstein-Gottorp). Desembarcando na ilha onde se situa a capital dinamarquesa, Carlos XII em pouco tempo forçou Frederico IV a se retirar do conflito, assinando o Tratado de Traventhal, em 8 de agosto de 1700. Sem perder muito tempo, Carlos XII lançou-se então contra os russos. Desembarcando o seu pequeno exército na Livônia, ele marchou sobre esta Narva em pleno inverno e bateu os 40 mil russos que cercavam a cidade. Em seguida, movido por um ódio pessoal contra Augusto II, invadiu a Polónia e, em 1704, submeteu a Saxônia. Conseguiu, também, depor Augusto II do trono da Polónia e colocar um polaco no seu lugar. Em lugar de se voltar contra a Rússia de Pedro o Grande, Carlos XII deixou-se ficar na Saxônia durante dois anos, consumindo os recursos locais e levantando um grande exército de mercenários. Esta sua inacção permitiu ao czar Pedro fundar a cidade de São Petersburgo (1703) e capturar pequenas guarnições suecas ao longo do Báltico. Abastecido com recursos tirados da Saxônia e com um exército de 42 mil homens, o rei sueco deixou as terras de Augusto II em agosto de 1707, disposto a atacar a Rússia. O czar Pedro fez algumas propostas de paz, mas foram ignoradas. Após expulsar as forças russas posicionadas no leste da Polónia, Carlos XII invadiu a Rússia. O exército de Pedro o Grande havia evoluído desde a batalha de Narva mas, ainda assim, foi derrotado em Lesnaya. Os suecos, por outro lado, começaram a sofrer problemas de abastecimento e o seu principal comboio foi interceptado e destruído. Buscando resolver este problema e também evitar o rigor do inverno russo, Carlos XII rumou para a Ucrânia, onde recebeu o auxílio do hetman Ivan Mazepa. Esta estratégia não teve sucesso e em 1709 teve sua marcha interrompida pela pequena fortificação de Poltava, onde foi derrotado decisivamente. Com apenas 1.500 homens, o rei da Suécia teve que fugir na direção da Moldávia onde, durante cinco anos, ficou sob o controle do governo do Império Otomano. Durante a sua ausência, a Suécia sofreu sucessivas derrotas, que selaram o destino do país. O retorno de Carlos XII (1714) deu um temporário impulso ao esforço de guerra, mas o rei acabaria por ser morto em 1718. A guerra finalmente terminou em 1721. A Suécia perdeu grande parte do território que conquistara durante o século XVII e perdeu para sempre o papel de potência europeia.

[editar] Bibliografia

TARLE, Evgueni - La Guerre du Nord, Edições de Moscou, U.R.S.S., 1966

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