Alexandre Danilovitch Menchikov

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Retrato de Alexandre Menchikov

Alexandre Danilovitch Menchikov (16 de Novembro de 1672 - 2 de Novembro de 1729) foi um político e chefe militar da época do czar Pedro I, de quem era amigo. Foi de facto o dirigente político máximo da Rússia durante dois anos.

Chefe de governo[editar | editar código-fonte]

Menchikov no exílio

Em Janeiro de 1725, Pedro I morreu sem designar sucessor. Menchikov tomou partido da viúva deste, Catarina, sua antiga amante. Catarina foi coroada czarina graças à influência de Menchikov. Nesta época detinha o máximo de poder e Catarina entrega-lhe a direcção do governo. Cria o Alto Conselho Secreto, presidido por si e com outros cinco membros (o conde Fedor Apraxine, Pierre Tolstoï, Dimitri Golitsyne (Galitzine), Gabriel Golovkine e o barão André Ostermann), tem prioridade sobre o Senado Russo e sobre o Santo Sínodo para dirigir os destinos do Estado.

Menchikov também pretende assegurar para si e para a sua família um futuro tranquilo. Convence Catarina I a designar Pedro, filho de Alexis Petrovitch, como sucessor. Combina o noivado do herdeiro com a sua filha Maria. Quando a czarina morre, em Maio de 1727, é designado tutor do novo czar Pedro II, que o nomeia generalíssimo.

A sua arrogância será a causa da sua queda. Alexis Dolgorouki, novo membro do Alto Conselho Secreto, intriga com Pedro II e consegue persuadi-lo da sua desonestidade. Em 20 de Setembro é preso e retiram-lhe todos os títulos, confiscam-lhe os bens, e é levado a julgamento. Condenado ao exílio, é deportado em Beryozovo, na Sibéria. Morre em grande pobreza em 2 de Novembro de 1729. Da sua descendência o elemento mais famoso foi Alexander Sergeyvich Menshikov.

O Palácio Menchikov nas margens do rio Neva, em São Petersburgo.