Hepialidae

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Como ler uma caixa taxonómicaHepialidae
Phymatopus hecta

Phymatopus hecta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Glossata
Família: Hepialidae
Géneros
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Hepialidae é uma família de insectos da ordem Lepidoptera, popularmente conhecidas como mariposas.

Taxonomia e sistemática[editar | editar código-fonte]

A família Hepialidae constituem, de longe, o grupo mais diversificado e primitivo de Lepidoptera da subordem Exoporia. Há 60 gêneros e pelo menos 587 espécies atualmente reconhecidas dessas mariposas primitivas registradas em todo o mundo. Os gêneros Fraus (endêmica da Austrália), Gazoryctra (nos continentes boreais), Afrotheora (África do Sul), e Antihepialus (África) são também consideradas como sendo um dos mais primitivos, contendo quatro gêneros e cerca de 51 espécies, na qual, são oriundas do sul de Gondwana e são distintas do grupo Hepialidae[1] . Os gêneros mais diversos são os Oxycanus, com 73 espécies, os Endoclita com 60 espécies, os Thitarodes com 51 espécies e o gênero Cibyra com 50 espécies, seguindo a relação dos gêneros Exoporia[1] ,[1] . Muitos das relações entre os gêneros, ainda não estão bem estabelecidos; veja abaixo, uma lista ordenada por sinônimos, e da caixa taxonômica.

Morfologia e identificação[editar | editar código-fonte]

A família Hepialidae é considerado muito primitiva, possuindo um certo número de diferenças estruturais, que as diferenciam de outras mariposas, que são, as antenas muito curtas e a falta de uma Probóscide (tromba) funcional (veja Kristensen, 1999: 61-62 para detalhes).[2] . Como outros do gênero Exoporia, o esperma é transferido para o ovo por um canal externo entre o "ostium" e o ovipório. Outros tipos de mariposas possuem uma cloaca comum[1] . Estas mariposas são "homoneurous", ou seja, possuem as asas dianteiras similares com as asas traseiras e às vezes, estas mariposas são incluídas como membros 'honorários' da ordem Macrolepidoptera, de tão arcaicas que elas são. Estritamente falando, são classificadas como Basal (filogenética) e constituem também um tipo de Microlepidoptera, pois as hepialide podem ser encontradas numa faixa de traças muito pequenas,com uma envergadura de 250 mm, como por exemplo as mariposas do gênero Zelotypia[1] . Devido ao seu tamanho, que por vezes são grandes e com padrões de cores marcantes, elas têm recebido uma atenção mais popular e taxonômica do que as mariposas "micros". Muitas espécies exibem um forte dimorfismo sexual com os machos menores, o que é mais comum do que nas fêmeas, mas nas grandes altitudes, foram encontradas fêmeas de mariposas do gênero Pharmacis e Aoraia que tinham redução das asas "brachypterous"[3] .

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Abantiades latipennis, Tasmania, Australia

As mariposas da família das Hepialidae, estão distribuídas em grandes áreas em todo o mundo, exceto na Antártida, e surpreendentemente não são encontradas na ilha de Madagáscar, nas ilhas do Caribe e na África. Fica-se especulando se as ausências são reais, porque recentemente foram descobertas mariposas do gênero Aenetus cohici, na Nova Caledónia[4] . Nas regiões orientais e Neotropicais, as hepialidaes diversificaram nas florestas tropicais, mas isso não parece o caso na Região afro-tropical[1] . Elas não são encontradas nas ilhas da Oceania, com a exceção do gênero Phassodes no Fiji e Samoa Ocidental, e algumas espécies no Japão e Ilhas Curilas.O tipo nomenclatural da espécie Eudalaca sanctahelena é derivada da remota ilha de Santa Helena (território[1] ).

Comportamento[editar | editar código-fonte]

As mariposas Phymatopus hecta são crepuscular, formam leks (aglomeração de machos para disputarem fêmeas) e possuem uma Convergência evolutiva do gênero Ogygioses (Palaeosetidae)[2] . Na maioria dos gêneros, os machos voam rapidamente para as fêmeas virgens que os estão chamando através de seu feromônio. Em outros gêneros, são as fêmeas virgens que "montam" nas asa posteriores dos machos[5] , emitindo um almiscarado feromônio através das escamas de seu metatórax.

Biologia[editar | editar código-fonte]

As fêmea não põe seus ovos em um local específico, mas dispersa eles durante o voo, às vezes em grande número (29.000 foram registrados de uma única fêmea do gênero Trictena[6] , que é provavelmente um recorde para um inseto Lepidóptera). As larvas [1] se alimentam de diversas maneiras. Provavelmente, todos do gênero Exoporia, ocultam as larvas, fazendo túneis de seda em todos os tipos de substratos. Algumas espécies se alimentam de folhas jovens, fungos [2], musgos, vegetação em decomposição, samambaias, Gimnospérmica e plantas monocotiledôneas e Dicotiledôneas[1] [7] . Existe muito pouca evidência do uso de plantas hospedeiras, ao passo que uma espécie sul-africana, a Leto venus, está restrita à árvore Virgilia capensis, podendo ser um caso de espécies generalistas e especialista[1] . A maioria se alimentam de raizes finas subterrâneas, pelo menos nos estágios iniciais, alimentam-se também, em túneis feitos nos caules ou tronco de suas plantas hospedeiras. As pupa s tem espinhas dorsais nos segmentos abdominais e no membros inferiores de algumas subordem de mariposas, as Heteroneuras[2] .

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

A Medicina chinesa faz uso considerável de "múmias" de lagartas atacadas pelo fungo Cordyceps, produzindo um ingredientes caros[1] [8] [9] . Os Witchetty grub (o que às vezes são lavas hepialidae), é uma fontes de alimentos popular, especialmente entre os aborígenes australianos. Na América do Sul e América Central[10] , algumas espécies de larvas das mariposas da família hepialidae, são também comestíveis. No entanto, as espécies Wiseana, Oncopera, Oxycanus, Fraus e Dalaca são consideradas pestes de plantações na Australia, Nova Zelândia e América do Sul[1] .

Gêneros[editar | editar código-fonte]

Fontes [3] e identificação[11] [12] :

Literatura citadas[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i j k Nielsen, E.S., Robinson, G.S. and Wagner, D.L. 2000. Ghost-moths of the world: a global inventory and bibliography of the Exoporia (Mnesarchaeoidea and Hepialoidea) (Lepidoptera) Journal of Natural History, 34(6): 823-878.Abstract
  2. a b c Kristensen, N.P., (1999). The non-Glossatan Moths. Ch. 4, pp. 41-62 in Kristensen, N.P. (Ed.). Lepidoptera, Moths and Butterflies. Volume 1: Evolution, Systematics, and Biogeography. Handbook of Zoology. A Natural History of the phyla of the Animal Kingdom. Band / Volume IV Arthropoda: Insecta Teilband / Part 35: 491 pp. Walter de Gruyter, Berlin, New York.
  3. Sattler, K. (1991). A review of wing reduction in Lepidoptera. Bulletin of the British Museum of Natural History (Entomology), 60: 243-288.
  4. http://www.sciencebuff.org/aenetus_cohici.php
  5. Mallet, J. 1984. Sex roles in the ghost moth Hepialus humuli (L.) with a review of mating in the Hepialidae (Lepidoptera). Zoological Journal of the Linnean Society, 79: 67-82.
  6. Tindale, N.B. (1932). Revision of the Australian ghost moths (Lepidoptera Homoneura, family Hepialidae). part 1, Records of the South Australian Museum, 4: 497-536.
  7. Grehan, J.R. 1989. Larval feeding habits of the Hepialidae (Lepidoptera) Journal of Natural History, 23(4): 803-824.
  8. Wu, Y. and Yuan, D. (1997). Biodiversity and conservation in China: a view from entomologists. Entomologica Sinica, 4: 95-111.
  9. 403 Forbidden
  10. Ramos-Elorduy, J. (2002). Edible insects of Chiapas, Mexico. Ecology of Food and Nutrition, 41(4): 271-299.
  11. Chinery, M. (1986). Collins Guide to the Insects of Britain and Western Europe. (Reprinted 1991)
  12. Skinner, B. (1984). Colour Identification Guide to Moths of the British Isles

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Kristensen, N.P., (1999). The non-Glossatan Moths. Ch. 4, pp. 41–62 in Kristensen, N.P. (Ed.). Lepidoptera, Moths and Butterflies. Volume 1: Evolution, Systematics, and Biogeography. Handbook of Zoology. A Natural History of the phyla of the Animal Kingdom. Band / Volume IV Arthropoda: Insecta Teilband / Part 35: 491 pp. Walter de Gruyter, Berlin, New York.
  • Nielsen, E.S., Robinson, G.S. and Wagner, D.L. 2000. Ghost-moths of the world: a global inventory and bibliography of the Exoporia (Mnesarchaeoidea and Hepialoidea) (Lepidoptera) Journal of Natural History, 34(6): 823-878.

lista genérica[editar | editar código-fonte]

  • Fraus Walker, 1856
    • =Hectomanes Meyrick, 1980
    • =Praus; Pagenstacher, 1909
  • Gazoryctra Hübner, [1820]
    • =Garzorycta; Hübner, [1826]
    • =Gazoryctes; Kirby, 1892
  • Afrotheora Nielsen and Scoble, 1986
  • Antihepialus Janse, 1942
    • =Ptycholoma; Felder, 1874
  • Bipectilis Chus and Wang, 1985
  • Palpifer Hampson, [1893]
    • =Palpiphorus; Quail, 1900
    • =Palpiphora; Pagenstacher, 1909
  • Eudalaca Viette, 1950
    • =Eudalacina Paclt, 1953
  • Gorgopis Hübner, [1820]
    • =Gorcopis; Walker, 1856
  • Metahepialus Janse, 1942
  • Dalaca Walker, 1856
    • =Huapina Bryk, 1945
    • =Maculella Viette, 1950
    • =Toenga Tindale, 1954
  • Callipielus Butler, 1882
    • =Stachyocera Ureta, 1957
  • Blanchardinella Nielsen, Robinson & Wagner, 2000
    • =Blanchardina Viette, 1950, nec Labbe, 1899
  • Calada Nielsen and Robinson, 1983
  • Puermytrans Viette, 1951
  • Parapielus Viette, 1949
    • =Lossbergiana Viette, 1951
  • Andeabatis Nielsen and Robinson, 1983
  • Druceiella Viette, 1949
  • Trichophassus Le Cerf, 1919
  • Phassus Walker, 1856
  • Schausiana Viette, 1950
  • Aplatissa Viette, 1953
  • Pfitzneriana Viette, 1952
  • Cibyra Walker, 1856
  • Cibyra (Pseudodalaca Viette, 1950)
  • Cibyra (Gymelloxes Viette, 1952)
  • Cibyra (Alloaepytus Viette, 1951)
  • Cibyra (Aeptus) Herrich-Schäffer, [1858]
  • Cibyra (Thiastyx Viette, 1951)
  • Cibyra (Schaefferiana Viette, 1950)
  • Cibyra (Paragorgopis Viette, 1952)
  • Cibyra (Hepialyxodes Viette, 1951)
  • Cibyra (Xytrops Viette, 1951)
  • Cibyra (Cibyra Walker, 1856)
  • Cibyra (Lamelliformia Viette, 1952)
  • Cibyra (Tricladia Felder, 1874)
    • =Pseudophassus Pfitzner, 1914
    • =Parana Viette, 1950
  • Cibyra (Pseudophilaenia Viette, 1951)
  • Cibyra (Philoenia Kirby, 1892)
    • =Philaenia auctt.
  • Cibyra (Yleuxas Viette, 1951)
  • Phialuse Viette, 1961
  • Roseala Viette, 1950
  • Dalaca auctt., nec Walker, 1856
  • Pfitzneriella Viette, 1951
  • Aoraia Dumbleton, 1966
    • =Trioxycanus Dumbleton, 1966
  • Triodia
    • =Alphus Wallengren, 1869, nec Dejean, 1833
  • Korscheltellus Börner, 1920
  • Pharmacis Hübner, [1820]
  • Thitarodes Viette, 1968
    • =Forkalus Chu and Wang, 1985
  • Phymatopus Wallengren, 1869
    • =Hepiolopsis Börner, 1920
    • =Phimatopus; auctt.
  • Phymatopus auctt. nec Wallengren, 1869
  • Hepialus Fabricius, 1775
    • =Hepiolus Illiger, 1801
    • =Epialus Agassiz, 1847
    • =Epiolus Agassiz, 1847
    • =Tephus Wallengren, 1869
    • =Trepialus; Latreille, [1805]
  • Zenophassus Tindale, 1941
  • Sthenopis auctt. nec Packard, [1865]
  • Endoclita; Felder, 1874
    • =Endoclyta, Felder, 1875
    • =Hypophassus, Le Cerf, 1919
    • =Nevina, Tindale, 1941
    • =Sahyadrassus, Tindale, 1941
    • =Procharagia, Viette, 1949
  • Neohepialiscus Viette, 1948
  • Elhamma Walker, 1856
    • =Perissectis Meyrick, 1890
    • =Pericentris; Pagenstacher, 1909
    • =Zauxieus Viette, 1952
    • =Theaxieus Viette, 1952
  • Jeana Tindale, 1935
  • Cladoxycanus Dumbleton, 1966
  • Wiseana Viette, 1961
    • =Porina Walker, 1956, nec d'Orbigny, 1852
    • =Gorina; Quail, 1899
    • =Goryna; Quail, 1899
    • =Philpottia Viette, 1950, nec Broun, 1915
  • Heloxycanus Dugdale, 1994
  • Dumbletonius; auctt
    • =Trioxycanus Dumbleton, 1966
  • Dioxycanus Dumbleton, 1966
  • Napialus Chu and Wang, 1985
  • Hepialiscus Hampson, [1893]
  • Parahepialiscus Viette, 1950
  • Xhoaphryx Viette, 1953
  • Aenetus Herrich-Schäffer, [1858]
    • =Charagia Walker, 1856
    • =Phloiopsyche Scott, 1864
    • =Oenetus; Kirby, 1892
    • =Choragia; Pagenstacher, 1909
    • =Oenetes; Oke, 1953
  • Leto Hübner, [1820]
    • =Ecto; Pagenstacher, 1909
  • Zelotypia Scott, 1869
    • =Xylopsyche Swainson, 1851
    • =Leto; auctt
  • Oncopera
    • =Oncoptera Walker, 1890
    • =Paroncopera Tindale, 1933
    • =Onchopera; Birket-Smith, 1974
    • =Onchoptera; Birket-Smith, 1974
  • Trictena Meyrick, 1890
  • Bordaia Tindale, 1932
    • =Bordaja; Chu and Wang, 1985
  • Abantiades Herrich-Schäffer, [1858]
    • =Pielus Walker, 1856
    • =Rhizopsyche Scott, 1864
  • Oxycanus Walker, 1856
    • =Porina Walker, 1856
    • =Gorina; Quail, 1899
    • =Goryna; Quail, 1899
    • =Paraoxyxanus Viette, 1950
  • Phassodes Bethune-Baker, 1905

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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