Imperatriz Jito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Imperatriz Jito
Imperatriz Jito
Imperador de Flag of Japan.svg Japão
Período de governo 686 até 697
Antecessor(a) Imperador Temmu
Sucessor(a) Imperador Mommu
Vida
Nascimento 645
Morte 703 (58 anos)
linkWP:PPO#Japão

Imperatriz Jito (持統天皇, Jito-tennō?, 645-703) [1] foi a 41a Imperatriz do Japão, na lista tradicional de sucessão[2] .

Vida[editar | editar código-fonte]

Jito era a segunda filha do Imperador Tenji. Sua mãe era Ochi-no-Iratsume, filha do poderoso Udaijin Soga no Kura no Yamada no Ishikawa Maro no Ōomi. Era a esposa do Imperador Temmu, que era meio-irmão de Tenji com outra mulher, e ela o sucedeu no trono [3] .

Antes da sua ascensão ao trono, seu nome era Uno no sarara ou Uno no sasara , abreviadamente Uno [4] . Reinou de 686 a 697. Foi a terceira mulher a ascender ao Trono do Crisântemo [5] .

Jitō assumiu a responsabilidade pela administração da Corte, após a morte de seu marido, o Imperador Temmu, que também era seu tio. Ela ascendeu ao trono em 687, a fim de garantir a sucessão de seu filho, Kusakabe-shinnō. Ao longo desse período, governou o reino a partir do palácio Fujiwara no Miya na Província de Yamato [4] .

O Príncipe Kusabake foi nomeado Príncipe Herdeiro para suceder Jitō, mas ele morreu jovem. O filho de Kusabake, Karu-no-o que mais tarde se tornaria o Imperador Mommu , foi nomeado como sucessor de Jitō [4] .

Em 697, Jitō abdicou em favor de Mommu; e como um soberano aposentada, passou a ser ter o título de Daijō-tennō . Depois disso, seus sucessores imperiais quando se aposentaram tinham este o mesmo título após a sua abdicação. Jitō Continuou a deter o poder mesmo após sua abdicação, o que se tornou uma tendência persistente na política japonesa [3] .

Poeta de Waka reconhecida, teve sua obra foi incluída no Man'yōshū. Budista fervorosa ela foi a primeira soberana a pedir que fosse cremada à maneira budista, após sua morte [6] .

A Imperatriz Jito é tradicionalmente venerada em um memorial no santuário xintoísta em Nara. A Agência da Casa Imperial designa este local como Mausoléu de Jito. E é oficialmente chamado de Ochi-no-Okanoe no misasagi [1] .


Daijō-kan[editar | editar código-fonte]

Daijō Daijin : Príncipe Takechi no Miko (o terceiro filho do Imperador Temmu)[4] -- (654 - 696 )




Precedido por
Temmu
Japanese Imperial Seal.svg -- 41º Imperatriz do Japão
686 - 697
Sucedido por
Mommu




Referências

  1. a b Agência da Casa Imperial: Jito-tennō (41) (em japonês)
  2. Isaac Titsingh, "Jito" em Annales des empereurs du japon, (em francês) Paris: Royal Asiatic Society, Oriental Translation Fund of Great Britain and Ireland p. 59 OCLC 5850691.
  3. a b Kitabatake Chikafusa (traduzido por H. Paul Varley) A Chronicle of Gods and Sovereigns: Jinnō Shōtōki (em inglês). Nova York: Columbia University Press. p. 137 ISBN 0231049404
  4. a b c d Jien, The Future and the Past: A Translation and Study of the Gukanshō, an Interpretative History of Japan Written in 1219 (em inglês), University of California Press, 1979 pp. 269-270 ISBN 9780520034600.
  5. As imperatrizes que reinaram antes de Jito foram: a Suiko e a Kogyoku (também conhecida como Saimei); e as soberanas que reinaram após Jito foram (a) Gemmei, (b) Gensho, (c) Koken (Shotoku), (d) Meisho, e (e) Go-Sakuramachi. No período Meiji, Jingo foi excluída da lista tradicional de sucessão.
  6. Louis Frederic, Alvaro David Hwnag O Japão - Dicionário e Civilização, Globo Livros 2008, pp.543 ISBN 9788525046161

Ver também[editar | editar código-fonte]