Mantra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde dezembro de 2009)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Portal A Wikipédia possui o
Portal do Ocultismo
Portal A Wikipédia possui o
Portal do Budismo

Mantra (do sânscrito Man mente e Tra controle) é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.

O mantra é uma formula mística e ritual recitada ou cantada repetidamente pelos fiéis de certas correntes budistas e hinduístas. O termo é uma palavra em sânscrito que significa ‘controle da mente’. O mantra é repetido de forma a auxiliar a concentração durante a meditação. São apresentados alguns mantras como ‘Namo Amito’ (glória a Buda), ‘Om Sri Shanaishwaraya Swaha’ (Om e saudações a Saturno, o planeta dos ensinamentos), entre outros.

>>Definição do iDicionário Aulete

Os mantras Tibetanos são entoados como orações repetidas. O budismo mahayana do Tibete usa mantras em tibetano, o zen-budismo do Japão os usa em japonês. John Blofeld encontrou em Hong Kong no começo do século XX mantras cuja língua ninguém sabia identificar, e que pareciam uma alteração de um original sânscrito.

Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Mecanismo de funcionamento[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. Blofeld, que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que não é necessário saber o significado das palavras ditas.

Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia: encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.

Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético - que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo - que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.

Muito comum é o apoio do japamala, uma espécie de rosário utilizado para contar a repetição de 108 vezes que um mantra geralmente deve ser entoado.

Alguns mantras comuns[editar | editar código-fonte]

  • Asa To Ma (Védico) - Considerado um dos mais belos Mantras do mundo
  • Om namah Shivaya (shivaísta)
  • Om namah shiva lingan (shivaísta)
  • Shiva Shiva maha dêva (shivaísta)
  • Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti (shivaista)
  • Om namah kundaliní (sânscrito)
  • Om mani padme hum (sânscrito)
  • Om namo bhagavate vasudevaya (do sânscrito)
  • Om tare tütare ture soha (tibetano)
  • Om tare tam soha (tibetano)
  • Nam myoho rengue kyo (Saddharma-pundarika Sutra em sânscrito)
  • [[Hare_Krishna#Maha-mantra|]] (sânscrito)..
  • Namerarenguékioh kioh namere klatisfas
  • Om bazara tamaku hakani yasha han

O Maha Mantra[editar | editar código-fonte]

A vibração transcendental estabelecida pelo canto do Maha Mantra Hare Krishna permite a purificação gradual dos corpos materiais, do mais denso ao mais sutil, e restabelece a consciência no seu estado original de sat cit ananda - eternidade, conhecimento e bem-aventurança.

O Kalishantarana Upanishads, recomenda de forma acertada que cantemos:

Naradah punan prapaccha tannama kimiti sa hovaca hiranyagarbah:

hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare hare rama hare rama rama rama hare hare

isti sodashkam namnam kalikalmasanasanam annatah parataropayah sarvavedesu drisyate sodasakalavritasya jivasyavaranaviasanam tatah prakasate param-brahma meghapaye raviasmimandaliveti (2)

Como vemos, primeiramente vem Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare e depois, hare rama hare rama rama rama hare hare

No Yoga e outros Darshanas[editar | editar código-fonte]

No Sanatana Dharma e nos seus principais Darshanas, (no Yoga chama-se Japa-Yoga ou Mantra-Yoga), o Mantra exerce importãncia singular por dois grandes motivos, primeiramente, por tratar-se de Angas, partes ou seqüências dos hinos dos livros sagrados (Vedas ou derivações autorizadas dos Mesmos, como os Upanishads), e também por se tratar de instruções na forma de palavras ditadas diretamente pelos Rishis ou sábios, ou devido aos Lilas do Senhor (ditados diretamente por Ele ou por seus emissários), e, em segundo, por tratar-se da personificação do Nome ou Nama do Senhor Supremo ou Brahman em Si mesmo, na forma escrita e articulada sonoramente. Os Mantras devem tão somente ser emitidos sob a restrita autorização do Guru ou Mestre Espiritual, de acordo com a forma que Este orientar. No mais das vezes, os Mantras são articulados na forma de Japa, ou repetição curta, com o uso de um Mala com 108 contas. Este processo pode ser em três níveis, a saber: sussurado, cantado ou mentalmente. Quanto mais desenvolvida a concentração do 'Sadhaka' (praticante), maior será a sua capacidade de mantralização na forma mental ou Manasika-Mantra. Há um processo chamado Ajapa-japa, que é a repetição de determinados Mantras conforme a respiração ou Pranayama.

O praticante deverá ter a devida reverência ou vênia espiritual para com o seu Guru, a Sampradaya ou família espiritual da qual Ele pertence, e jamais pensar que Nama (nome) e Rupa (forma) são distintos do Senhor em Si mesmo. Por conseguinte, um pretendente não deverá cantar Mantras sem a devida autorização do seu Mestre Espiritual, porque é mais danoso uma prática sem orientação do que nenhuma prática. Assim diz a tradição de Sadhu-Guru e Sastra (conforme a sabedoria dos mestres nas Escrituras). Hari Om Tat Sat

A cantora Madonna afundada em cabala e totalmente inspirada nessa cultura, não dispensou o uso dessas influências no disco Ray Of Light de 1998. Decidiu até incluir uma música totalmente cantada em sânscrito chamada Shanti/Ashtangi. O que poderia causar estranhamento por se tratar do ponto mais exótico do álbum, acabou agradando a muito fãs e críticos. A música traz alguns fragmentos do poema YOGA TARAVALI, que Madonna vinha estudando em suas aulas de Yoga.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]