Motor W12

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Em Engenharia Mecânica, motor W12 é uma configuração de motor a explosão de doze cilindros distribuidos em quatro fileiras de três cilindros cada.

O motor W12, originariamente desenvolvido pela Volkswagen, é mais compácto que os V12, os quais são constituídos de duas longas bancadas de 6 cilindros.

O W 12 da Volksvagem podem gerar até 650 cv (cavalo-vapor) ou 412 kw a 6.100 rpm e 66,22 kgfm de torque, este motor basicamente é formado por dois VR6 unidos pelo virabrequim único. O ângulo, entre os dois "V6" é de 72 graus e 15 graus para o ângulo interno dos "V6". O resultado é um motor de 12 cilindros compacto, propiciando no caso do Continental GT uma frente proporcionalmente pequena, favorável tanto em termos estéticos como de distribuição de peso e equilíbrio dinâmico do carro e já é encontrado em alguns países o Golf W12 com esse motor que acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos.

Houve também uma tentativa malsucedida de implantar esse tipo de motor na F1. A equipe Life financiou a criação de um motor W12 para a Temporada de Fórmula 1 de 1990. Mas, quando pronto, fornecia apenas 375 cv, a metade dos melhores da época, os Honda. O carro, o F190, que foi projetado pelo brasileiro Ricardo Divila, foi mal planejado e ainda por cima era perigoso demais para o piloto. O carro da equipe, na pré-qualificação, tomava de 15 a 30 segundos do líder. Isso quando ele não marcava tempos até 3 minutos mais lentos, e isso aconteceu no México. A equipe fez uma tentativa de usar motores V8 no fim da temporada, ainda assim, eles não salvaram a equipe, que fechou as portas faltando 3 corridas para o fim.