Noz-de-cola

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Sementes e frutos de Cola.

A noz-de-cola (também chamada de abajá, café-do-sudão, cola, mukezu, obi, oribi e orobó) é o fruto das plantas pertencentes ao gênero Cola da subfamília Sterculioideae (Malvaceae). As espécies mais comuns são encontradas na África Ocidental e na Indonésia. O grupo contém um total de 125 espécies.

O extracto é produzido principalmente a partir de duas espécies, Cola nitida (Vent.) Schott et Endl. ou Cola acuminata (Beauv.) Schott et Endl., nomeadamente a partir das suas sementes. Delas é extraído quer cafeína, quer teobromina. Dados sugerem que as propriedades do extracto tem efeitos semelhantes, em termos de dose, ao da cafeína.[1]

Possuindo um gosto amargo e grande quantidade de cafeína, a noz-de-cola é usada por muitas culturas do oeste africano, tanto individualmente quanto em grupo. Muitas vezes é usada cerimonialmente ou dada para convidados.

A noz era utilizada originalmente para produzir refrigerantes de cola, mas foi substituída por aromatizantes artificiais visando a diminuir custos na produção em massa. Algumas exceções incluem a Red Kola da A.G. Barr plc, Harboe Original Taste Cola e Cricket Cola, a última feita de noz-de-cola e chá verde.

As sementes têm ação estimulante, regularizadora da circulação. Atuam como um tônico revigorante, excitante do sistema nervoso e muscular. É também antidiarreica e usada nos casos de anemia, convalescença de doenças graves, problemas estomacais e certas enxaquecas, e sobretudo nas perturbações funcionais do coração. As sementes contêm teobromina e cafeína, usadas por muitas pessoas como sucedâneo do cacau e do café.

A noz-de-cola cresce espontaneamente na África Ocidental e Central em climas quentes e úmidos. O uso de suas amêndoas difundiu-se na região norte da América Latina por intermédio dos escravos negros que mascavam colas para suportar trabalhos penosos. Depois foi levada a outros países com finalidades agroindustriais.

Com ela é feita o xarope de cola, utilizada para ser ingrediente de refrigerantes de cola.

A noz-de-cola era trazida para o sul da África através do comércio transaariano, por camelos.

Esta espécie distingue-se por suas amêndoas conterem dois cotilédones grandes e inteiros, brancos ou avermelhados.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (August 2009) "Food and Chemical Toxicology". Safety assessment of kola nut extract as a food ingredient 47 (8): 1725–1732 pp.. Elsevier. DOI:10.1016/j.fct.2009.04.019.
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