Olympe Mancini

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Olímpia Mancini por Mignard

Olympe (ou Olímpia) Mancini, Condessa de Soissons, (Roma, 11 de julho de 1637Bruxelas, 9 de outubro de 1708) foi um cortesã ítalo-francesa. Sobrinha do Cardeal Mazarino, teve uma vida tumultuada na Corte de França à época do reinado do Rei Luís XIV, entre amores e complôs, até cair em desgraça, em 1680.

Recém-chegada à Corte[editar | editar código-fonte]

Olímpia Mancini era filha do Barão Michele Mancini e de Geronima Mazzarini, irmã do Cardeal Mazarino. Era irmã de Laure-Victoire, Paul, Philippe, Alphonse, Marie-Anne, Hortense e Marie Mancini.

O Cardeal Mazarino faz vir suas sobrinhas para a França, assim como seu irmão Filipe, em setembro de 1647, com a finalidade de casá-las. Olímpia não era particularmente bela mas seu encanto repousava sobre seus "olhos cheios de fogo".

Depois de um breve exílio devido à Fronda, ela retorna à Corte, onde agrada particularmente à Rainha Mãe Ana d'Áustria, que toma as "Mazarininhas" sob sua proteção. O próprio Rei Luís XIV, ainda bastante jovem, corteja as jovens, antes do tio Mazarino casar todas as irmãs de Olímpia, com exceção de Maria Mancini.

O favor do Rei[editar | editar código-fonte]

O jovem monarca começa a cortejar Olímpia, "a perola das preciosas", a partir de 1654. Por ela, organiza muitas festas onde "a fazia sempre dançar", e os cortesãos afirmavam que "tais prazeres eram feitos apenas para ela".

Alguns chegaram a prever apressadamente um casamento com o jovem Luís XIV, mas não contavam com Ana d'Áustria, sua mãe, que proibiu o casamento.

Foi então decidido pelo Cardeal Mazarino que Olímpia se casaria com Eugène-Maurice de Savoie-Carignan, Conde de Soissons, em fevereiro de 1657. Aparentemente a ligação de Olímpia com o Rei Luís XIV não se partiu com o casamento. O filho mais velho de Olímpia, Louis-Thomas, seria supostamente filho natural do rei, já que nasceu em Agosto de 1657, apenas seis meses após o casamento de Olímpia com Eugène-Maurice.

Olímpia ficou extremamente enciumada com a nova paixão do Rei por sua irmã Maria. Ela não compartilhou de sua desgraça após o casamento do rei com a Infanta Maria Teresa de Espanha e permaneceu na Corte com seu marido e filhos, conservando a estima do monarca.

Intrigas e complôs[editar | editar código-fonte]

Henriqueta Ana Stuart, duquesa de Orleans.

A condessa tornou-se então amiga da cunhada do rei Henriqueta da Inglaterra, conhecida como "Madame". Luís XIV e Henriqueta, supostos amantes, faziam longos passeios pelos bosques, à noite, em companhia de Olímpia, o que fazia murmurar a Corte e principalmente a Rainha Maria Teresa de Espanha. Alguns afirmavam que Olímpia, ávida por intrigas, está na origem do favor do rei por Louise de La Vallière, por fazê-la de "biombo" ("paravent") aos amores ilícitos do Rei e de "Madame". A idéia era que a Corte pensasse que Luís XIV cortejava Louise enquanto, na verdade, cortejava a cunhada. O estratagema teria se voltado contra elas e Luís teria caído de amores por Louise e se desviado de Henriqueta. Esta resolveu empregar seu tempo, com a cumplicidade de Olímpia, em destronar Louise de La Vallière. A Condessa de Soissons teria revelado à rainha o adultério do Rei Luís XIV e de Louise, mas Maria Teresa não teria tido força suficiente para opor-se aos desejos do Rei.

Um caso comprometedor[editar | editar código-fonte]

Olímpia permaneceu então esquecida, até o célebre "Caso dos Venenos", de 1679. Foi então acusada de frequentar a mulher conhecida como "La Voisin" e outras adivinhas e foi considerada "profunda em crimes e doutora em venenos". A condessa teria decidido envenenar Louise de La Vallière, apesar desta ter-se recolhido ao Carmelo há anos, temendo que o Rei a fizesse voltar para a Corte. Ela teria chegado a ameçar o Rei Luís XIV que "se ele não voltasse para ela, arrepender-se-ia". Olímpia foi também suspeita de envenenar o próprio marido, bem como Marie Louise d'Orléans, filha de Henriqueta da Inglaterra e sobrinha de Luís XIV.

Desgraça[editar | editar código-fonte]

Em 23 de Janeiro de 1680, Olímpia foi convidada a abandonar a Corte imediatamente. Apesar de clamar inocência, Olímpia estava definitivamente comprometida, assim como várias outras damas da Corte, neste caso e foi obrigada a exilar-se. Ela instala-se a princípio em Bruxelas e percorre toda a Europa, juntando-se a suas duas irmãs, Marie e Hortense, na Espanha. Visita a Inglaterra todos os anos, voltando sempre a sua residência em Bruxelas. Lá morreu em 9 de Outubro de 1708.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

História da França

Ícone de esboço Este artigo sobre História da França é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.