Olympe Mancini

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Olympe Mancini
Condessa de Soissons
Retrato por Pierre Mignard
Cônjuge Eugénio Maurício de Saboia
Descendência
Luís Tomás de Soissons
Filipe de Saboia
Luís Júlio de Saboia
Emanuel Felisberto, Conde de Dreux
Príncipe Eugénio, Governador dos Países Baixos espanhóis
Maria Joana de Saboia, Mademoiselle de Soissons
Luísa Felisberta, Mademoiselle de Dreux
Francisca, Mademoiselle de Dreux
Casa Casa de Saboia (por casamento)
Pai Michele Lorenzo Mancini
Mãe Geronima Mazzarini
Nascimento 11 de julho de 1637
Roma, Itália
Morte 9 de outubro de 1708
Bruxelas, Bélgica
Olímpia Mancini por Mignard

Olympe (ou Olímpia) Mancini, Condessa de Soissons, (Roma, 11 de julho de 1637Bruxelas, 9 de outubro de 1708) foi um cortesã ítalo-francesa. Sobrinha do Cardeal Mazarino, teve uma vida tumultuada na Corte de França à época do reinado do Rei Luís XIV, entre amores e complôs, até cair em desgraça, em 1680.

Recém-chegada à Corte[editar | editar código-fonte]

Olímpia Mancini era filha do Barão Michele Mancini e de Geronima Mazzarini, irmã do Cardeal Mazarino. Era irmã de Laure-Victoire, Paul, Philippe, Alphonse, Marie-Anne, Hortense e Marie Mancini.

O Cardeal Mazarino faz vir suas sobrinhas para a França, assim como seu irmão Filipe, em setembro de 1647, com a finalidade de casá-las. Olímpia não era particularmente bela mas seu encanto repousava sobre seus "olhos cheios de fogo".

Depois de um breve exílio devido à Fronda, ela retorna à Corte, onde agrada particularmente à Rainha Mãe Ana d'Áustria, que toma as "Mazarininhas" sob sua proteção. O próprio Rei Luís XIV, ainda bastante jovem, corteja as jovens, antes do tio Mazarino casar todas as irmãs de Olímpia, com exceção de Maria Mancini.

O favor do Rei[editar | editar código-fonte]

O jovem monarca começa a cortejar Olímpia, "a perola das preciosas", a partir de 1654. Por ela, organiza muitas festas onde "a fazia sempre dançar", e os cortesãos afirmavam que "tais prazeres eram feitos apenas para ela".

Alguns chegaram a prever apressadamente um casamento com o jovem Luís XIV, mas não contavam com Ana d'Áustria, sua mãe, que proibiu o casamento.

Foi então decidido pelo Cardeal Mazarino que Olímpia se casaria com Eugène-Maurice de Savoie-Carignan, Conde de Soissons, em fevereiro de 1657. Aparentemente a ligação de Olímpia com o Rei Luís XIV não se partiu com o casamento. O filho mais velho de Olímpia, Louis-Thomas, seria supostamente filho natural do rei, já que nasceu em Agosto de 1657, apenas seis meses após o casamento de Olímpia com Eugène-Maurice.

Olímpia ficou extremamente enciumada com a nova paixão do Rei por sua irmã Maria. Ela não compartilhou de sua desgraça após o casamento do rei com a Infanta Maria Teresa de Espanha e permaneceu na Corte com seu marido e filhos, conservando a estima do monarca.

Intrigas e complôs[editar | editar código-fonte]

Henriqueta Ana Stuart, duquesa de Orleans.

A condessa tornou-se então amiga da cunhada do rei Henriqueta da Inglaterra, conhecida como "Madame". Luís XIV e Henriqueta, supostos amantes, faziam longos passeios pelos bosques, à noite, em companhia de Olímpia, o que fazia murmurar a Corte e principalmente a Rainha Maria Teresa de Espanha. Alguns afirmavam que Olímpia, ávida por intrigas, está na origem do favor do rei por Louise de La Vallière, por fazê-la de "biombo" ("paravent") aos amores ilícitos do Rei e de "Madame". A idéia era que a Corte pensasse que Luís XIV cortejava Louise enquanto, na verdade, cortejava a cunhada. O estratagema teria se voltado contra elas e Luís teria caído de amores por Louise e se desviado de Henriqueta. Esta resolveu empregar seu tempo, com a cumplicidade de Olímpia, em destronar Louise de La Vallière. A Condessa de Soissons teria revelado à rainha o adultério do Rei Luís XIV e de Louise, mas Maria Teresa não teria tido força suficiente para opor-se aos desejos do Rei.

Um caso comprometedor[editar | editar código-fonte]

Olímpia permaneceu então esquecida, até o célebre "Caso dos Venenos", de 1679. Foi então acusada de frequentar a mulher conhecida como "La Voisin" e outras adivinhas e foi considerada "profunda em crimes e doutora em venenos". A condessa teria decidido envenenar Louise de La Vallière, apesar desta ter-se recolhido ao Carmelo há anos, temendo que o Rei a fizesse voltar para a Corte. Ela teria chegado a ameçar o Rei Luís XIV que "se ele não voltasse para ela, arrepender-se-ia". Olímpia foi também suspeita de envenenar o próprio marido, bem como Marie Louise d'Orléans, filha de Henriqueta da Inglaterra e sobrinha de Luís XIV.

Desgraça[editar | editar código-fonte]

Em 23 de Janeiro de 1680, Olímpia foi convidada a abandonar a Corte imediatamente. Apesar de clamar inocência, Olímpia estava definitivamente comprometida, assim como várias outras damas da Corte, neste caso e foi obrigada a exilar-se. Ela instala-se a princípio em Bruxelas e percorre toda a Europa, juntando-se a suas duas irmãs, Marie e Hortense, na Espanha. Visita a Inglaterra todos os anos, voltando sempre a sua residência em Bruxelas. Lá morreu em 9 de Outubro de 1708.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

História da França

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