Maria Vitória dal Pozzo

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D. Maria Vitória dal Pozzo
Rainha consorte de Espanha
Princesa della Cisterna (de cortesia)
Duquesa de Aosta
Rosa de Turín.jpg
Governo
Consorte Amadeu I, rei de Espanha
Vida
Nascimento 19 de agosto de 1847
França Paris, Reino da França
Morte 8 de novembro de 1876 (29 anos)
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Sanremo, Reino de Itália
Pai Carlos Emanuel dal Pozzo, 5.° príncipe della Cisterna
Mãe Condessa Luísa van Mérode

Maria Vitória dal Pozzo della Cisterna (nascida Maria Vittoria Carlotta Enrichetta Giovanna dal Pozzo della Cisterna; Paris, 9 de agosto de 1847 - Sanremo, 8 de novembro de 1876) foi uma nobre italiana e belga, embora por nascimento seja francesa. Era filha de Carlos Emanuel dal Pozzo, 5.° príncipe della Cisterna, 5.° príncipe de Berigualdo, 6.° marquês de Voghera, 6.° conde de Reano, 8.° conde de Ponderano, 8.° conde de Bonvicino, 6.° conde de Neive e 6.° conde de Perno, e da sua esposa, Luísa Carolina Ghislaine van Mérode, condessa van Mérode. Embora não fosse a herdeira do título nobiliárquico de príncipe della Cisterna, Maria Vitória usava o mesmo enquanto solteira, de cortesia.

Nascida em Paris, foi duquesa consorte de Aosta (1863-1876) e rainha consorte de Espanha (1870-1873), por seu casamento com o rei Amadeu I, da Casa de Saboia. Sua mãe era neta do príncipe de Rubempré e da princesa de Grimberghe, e pertencia a uma tradicional família nobre da Bélgica: os van Mérode.Casamentos às vezes são mais felizes em novelas do que na vida real, mas, independente de qual seja a sua infelicidade matrimonial – ou o seu medo dela –, poucas histórias são mais trágicas do que o casamento da princesa Maria Vittoria dal Pozzo.

O noivo era o príncipe Amadeu de Savóia, mas o rei italiano Victor Emmanuel, pai de Amadeu, era totalmente contra a união. O rei acreditava que seu filho merecia muito mais do que Maria Vittoria poderia oferecer, sem contar no fato de que esse casamento não havia sido planejado assim que Amadeu nasceu, como era mais tradicionalmente aceito.

Mesmo com a oposição do pai, Amadeu casou-se com Maria, no dia 30 de maio de 1867, em um evento que é considerado o mais amaldiçoado da História. Tudo começou quando a costureira responsável pela confecção do vestido da noiva se enforcou no dia do casamento – o vestido não estava pronto. Maria entrou em desespero, afinal, ela insistia em casar com uma roupa nova, que ainda não tivesse sido vista por todos.

O fato é que Maria decidiu se casar mesmo sem estar com o vestido ideal e, a passeata que sairia do palácio em direção à Igreja, um dos comandantes das tropas morreu de insolação. O soldado foi substituído e a “procissão” parou diante dos portões do castelo que, por algum motivo, simplesmente não abriam. O porteiro do palácio foi encontrado morto em uma piscina de sangue.

Ainda assim o casamento aconteceu e, durante a festa, um dos padrinhos foi fazer um brinde ao casal e deu um tiro em sua própria cabeça. Quando a festa acabou, muitos convidados tomaram trens para voltar para suas casas. O trem que continha os convidados do casamento bateu contra uma parede.

Muita tragédia? Imagina! Falta falar ainda a respeito do responsável por fazer o contrato de casamento, que teve um acidente vascular cerebral – AVC ou, popularmente, “derrame” – e morreu em seguida. Cinco pessoas morreram, portanto, no fatídico dia.

Maria e Amadeu permaneceram casados por mais 10 anos, até o dia em que ela morreu em trabalho de parto, aos 29 anos.


Amadeu e Maria Vitória tiveram três filhos:

Maria Vitória faleceu em Sanremo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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