Príncipe de sangue

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Coroa Heraldica de um Príncipe de sangue.
Luís IX de França ou São Luis (1214-1270), alguns de seus descendentes foram denominados desde o século XV de Príncipes de sangue.
Luis Antônio de Borbón-Condé, Duque de Enghien (1772-1804). Último descendente agnático da Casa de Condé. Morreu fuzilado por ordem de Napoleão.
Luís Francisco II de Bourbon-Conti (1734-1814). Último representante de sua linhagem, morreu sem filhos e exiliado na Espanha.

A denominação de Príncipe de Sangue, sua forma feminina era Princesa de sangue (em francês: Prince du sang e Princesse du sang ) é a forma como se refere os Príncipes da Casa Real Francesa.

Ele era o primogênito pertencente, de forma legitima, em linha masculina, do Monarca Francês reinante ou de tempos passados. Ele era o posto mais elevado na Corte, após a Família Real durante o antigo regime francês e a Restauração Bourbônica.

Em algumas Monarquias Europeias, mas principalmente no Reino da França, esta denominação foi uma classificação específica de Direito próprio e de uso superior aos outros títulos.

Origem[editar | editar código-fonte]

A expressão Príncipe de Sangue surgiu no século XV para qualificar os descendentes de São Luís pertencentes à Casa Real Francesa. Assim eram aptos a suceder ao Trono com a extinção dos membros da Família Real reinante. Tal denominação sucedeu a expressão Príncipes das Flores de Lis (em francês: princes des fleurs de lys) e Príncipes de Sangue da França (em francês: princes du sang de France).

Um Príncipe de Sangue ocupou o Trono, em 1589, com o fim dos Reis pertencentes a Casa de Valois. NO entanto, Felipe VI, o Afortunado, que sucedeu Carlos IV, foi o primeiro dos Valois que não era um Príncipe de Sangue, mas sim um Filho da França quando ascendeu a Coroa.

Desde a sua criação existiram duas grandes linhagens de Príncipes de Sangue, a partir do século XV, os valois e os Bourbons.

Precedência[editar | editar código-fonte]

Os Príncipes de Sangue tinha, desde 1576, com o Rei Henrique III toda precedência entre os pares, devido a seu nascimento, em qualquer cerimônia eclesiástica. A prioridade era o grau de consanguinidade.[1] .

Primeiro Príncipe de Sangue[editar | editar código-fonte]

O Primeiro Príncipe de Sangue apareceu em 1595. [2] Ele estava, hierarquicamente, após os Filhos e Netos da França., de acordo com a Ordem Dinástica da Legislação Básica do Reino da França, desde que não tivesse nenhum título nobiliárquico grande no estangeiro. Assim, Luís de Orlénans , filho do Regente Felipe d'Orléans foi nomeado Primeiro Príncipe de Sangue, após o falecimento de O Grande Condé.

Estilo[editar | editar código-fonte]

O Primeiro Príncipe de Sangue, que era o primeiro na Ordem de Sucessão do Trono, era chamado por uma denominação específica Monsier o Príncipe (em francês: Monsieur le Princ). O filho mais velho deste era conhecido como Monsier O Duque (em francês: Monsieur le Duc).

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Os Príncipes de Sangue tinha o tratamento de Alteza Sereníssima. O Rei Carlos X concedeu a seu primo Luís Filipe de Orléans o tratamento de Alteza, membro da Casa de Orléans, por Decisão Régia de 21 de setembro de 1824.[1] .

Referências

  1. a b Philippe de Montjouvent, Éphéméride de la Maison de France de 1589 à 1848, éd. du Chaney, 1999, p. 38.
  2. Philippe de Montjouvent, Éphéméride de la Maison de France de 1589 à 1848, éd. du Chaney, 1999, p. 48.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Elias, Norbert. La Sociéte de cour. Calmann-Lévy, 1975.
  • Lettres de Madame, duchesse d'Orléans, née princesse Palatine. Paris, 1981.
  • Le Roy Ladurie, Emmanuel. Saint-Simon au la système de la Cour. Librairie Arthème Fayard, 1997.
  • Saint-Simon, duque de. Mémoires. Ed. Gallimard, La Pléiade, 1983.

Ver também[editar | editar código-fonte]


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Príncipe de sangue
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