Banco Opportunity
O Banco Opportunity (nome oficial: Opportunity Asset Management) é um banco brasileiro sediado no estado do Rio de Janeiro.
Foi fundado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, por Daniel Valente Dantas. O Banco Opportunity é um banco múltiplo com carteiras de investimento e comercial.
Dentro das atividades permitidas pela carteira de investimento, o Banco Opportunity é focado em serviços relacionados com a administração de recursos de terceiros. Suas atividades de tesouraria para administração de recursos próprios não têm o objetivo de assumir riscos, uma vez que é voltada exclusivamente para aplicação do seu caixa em operações compromissadas, lastreadas em títulos públicos federais, não exercendo atividades de captação de recursos via emissões de títulos próprios.
O banco se mantém como uma empresa familiar, controlada por Dantas, ainda que seu nome não figure na relação oficial de sócios. Nela aparecem Verônica Dantas, seu ex-marido Carlos Rodemburg, Arthur Carvalho e Dório Ferman, o único fora do círculo familiar .O atual presidente do Banco Opportunity, e verdadeiro acionista majoritário, é o Sr. Dório Ferman.
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[editar] Opportunity perde cerca de um bilhão de reais em 48 horas
Informa o próprio Opportunity que entre terça 8 de julho de 2008 e quarta-feira 9, os fundos de investimento do banco amargaram saques “de cerca de 6,2% do patrimônio total administrado. Os fundos geridos pelo banco de Daniel Dantas somam algo como 16,1 bilhões de reais. Ou seja: em 48 horas, foram resgatados 998,2 milhões de reais. A cifra corresponde ao total da captação entre janeiro e dezembro de 2007[1].
[editar] Justiça determina o bloqueio de Fundo de Daniel Dantas
Após receber um alerta do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre operações supostamente "irregulares no mercado financeiro" de Dantas, a Justiça Federal de São Paulo determinou, no dia 11 de setembro de 2008, o bloqueio de um fundo de investimento, no valor de R$ 535,8 milhões, que pertencem ao banqueiro e a outras quatro pessoas.
De acordo com o Ministério Público Federal, esse bloqueio cria uma nova linha de investigação da Operação Satiagraha para apurar os supostos crimes de gestão fraudulenta e de evasão de divisas atribuídos ao banqueiro e seu Grupo Opportunity[2]
[editar] Diretores foram presos
Dez diretores do Banco Opportunity foram presos no dia 8 de julho de 2008 pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, além de Daniel Dantas: Veronica Dantas, irmã de Dantas; Maria Amália Coutrim, diretora do banco e que trabalha há mais de dez anos com Dantas; e Humberto Braz, que durante o processo de briga pela BrasilTelecom fazia lobby pró-Dantas. Todos estão foram transferidos do Rio de Janeiro para São Paulo.[3]
[editar] Habeas corpus
No dia seguinte às prisões o Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, considerou "desnecessária" a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal, e concedeu habeas corpus a todos os intergrantyes do grupo Opportunity: Daniel Dantas, Verônica Dantas Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade. Essa decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta[4]
[editar] De volta à prisão
Daniel Dantas foi preso novamente na tarde do dia 10 de julho de 2008, quinta-feira, horas depois de ser solto por um habeas corpus concedido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Ele foi preso no Rio de Janeiro. O pedido foi feito pelo mesmo juiz, Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A prisão foi efetuada num escritório na avenida Nove de Julho, em São Paulo. Dantas voltou, algemado pessoalmente pelo delegado Protógenes Queiroz, para a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo às 16h50.
A nova ordem de prisão foi solicitada pela Polícia Federal em São Paulo "em razão de documentos encontrados nas buscas realizadas na última terça-feira" e também por uma testemunha que fortaleceu "a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações". Segundo o Ministério Público Federal, o depoimento de Hugo Chicaroni, preso na terça-feira, motivou o novo pedido de prisão do banqueiro[5].
Dantas foi libertado por um segundo habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, que lancou duras críticas contra a atuacão do juiz de Sanctis e do delegado Protógenes, ambos responsáveis pela Satiagraha.
[editar] Banco Central suspeita de lavagem de dinheiro
O Banco Central do Brasil está processando o Opportunity por suspeita de lavagem de dinheiro. Indícios da suposta prática criminosa foram levantados numa fiscalização feita em 2007 pelo Departamento de Combate a Ilícitos Financeiros e Supervisão de Câmbio e Capitais Internacionais (Decic).
Confirmando essas suspeitas preliminares, a Justiça Federal de São Paulo, no dia 11 de setembro de 2008, determinou o bloqueio de um fundo de investimento, no valor de R$ 535,8 milhões, que pertencem ao banqueiro e a outras quatro pessoas[2].
[editar] Referências
- ↑ Opportunity perde cerca de R$ 1 bilhão em 48 horas. SOUZA, Josias. 11 de julho de 2008, 01h33
- ↑ a b Justiça bloqueia fundo de Daniel Dantas com R$ 535,8 milhões. Folha Online, 11 de setembro de 2008 às 03h49
- ↑ JARDIM, Lauro. Dantas: o alto-comando todo está preso. Veja Online, 8 de julho de 2008
- ↑ STF decide pela liberação de Daniel Dantas e mais 10 pessoas. Folha Online, 09/07/2008 - 23h48
- ↑ Banqueiro Daniel Dantas é preso novamente pela PF. Ultimas Notícias, UOL News, 10/07/2008 - 15h54, Atualizado às 18h11