Orizânia

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Município de Orizânia
Orizania1.JPG

Bandeira desconhecida
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 1997
Gentílico Não disponível
Localização
Localização de Orizânia
Localização de Orizânia em Minas Gerais
Orizânia está localizado em: Brasil
Orizânia
Localização de Orizânia no Brasil
20° 30' 21" S 42° 12' 36" O20° 30' 21" S 42° 12' 36" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Microrregião de Carangola IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes São João do Manhuaçu, Santa Margarida, Divino, Luisburgo
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 121,550 km² [2]
População 7 284 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 59,93 hab./km²
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,648 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 30 068,755 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 279,64 IBGE/2008[5]
Página oficial

Orizânia é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.Sua população estimada em 2008 era de 15.026 habitantes.O município encontra-se a 35 km da cidade de Carangola.

Localizada perto da cidade de Divino.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Orizânia é baseado na palavra latina oryza, ae: arroz. Com o acréscimo de -ânia pretende significar "terra do arroz".

História[editar | editar código-fonte]

A origem do atual município data de meados do século XIX. A sede original da vila era Santo Antônio do Arrozal, distando poucos quilômetros do atual centro do Município. Outrora Orizânia foi conhecido como Quilombo. Poucos são os registros escritos sobre a denominação de Quilombo, mas a história oral registra que nas montanhas onde nasce o rio Carangola viviam escravos fugidios e ex-escravos alforriados ou libertos.

Dentre os poucos registros que consignam o primeiro nome do lugar está a obra publicada postumamente de Antônio de Souza Costa.

Ainda hoje é possível ouvir dos septagenários e octanegários referência ao nome do lugar como Quilombo. Reforça a expressão a origem do vocábulo Carangola que é de origem africana, em cujo culto se encontra a entidade chamada Exu Carangola e a região de Carangole na Angola.

Em torno da Igreja de São Sebastião cresceu a vila que se tornou o atual município de Orizânia, tendo o antigo juntamento de casa que se traduzia no incipiene centro urbano até o final do século XIX se desconstituído, mantendo-se até hoje o nome de Santo Antônio do Arrozal. O despovoamento de Santo Antônio do Arrozal, que fica há cerca de 2 km do atual centro do município, deu lugar ao surgimento de um novo centro urbano. A Vila foi então denominada Alto Carangola, e, depois, Arrozal. Em 1890 o ex-povoado foi elevada a distrito, mas pertencendo ao Município de Manhuaçu. No ano seguinte, 1891, foi transferido para o Município de Carangola. Vários foram seus nomes até chegar ao atual, originário do latim (Oryz = arroz).

A transferência do distrito de Manhuaçu para Carangola decorreu de melhor mapeamento da Serra da Onça, que divisa as águas da Bacia do Manhuaçu do Bacia do Carangola. O rio Manhuaçu desagua no rio Doce que tem o estuário no Estado do Espírito Santo. O rio Carangola desagua em Itaperuna no rio Muriaé e este no rio Paraíba do Sul em Campos do Goytacazes chegando finalmente no Oceano Atlântico no Estado do Rio de Janeiro.

As nascentes dos Rios Manhuaçu e Carangola distam uma da outra menos de 2 km. Cada qual num lado da Serra da Onça e desaguam uma ao norte do Estado do Espírito Santo e outra no Rio de Janeiro. Tais bacias dagua contornam a Serra do Caparaó.

A etimologia de Orizânia ligada ao plantio de arroz é a oficial, embora haja quem busque a origem da palavra na extinta tribo indígena não Tupi, proveniente da Bahia, dos Orizes, cujo membro era Oriz.[6] Pouco provável a origem nas tribos indígenas provenientes de onde hoje é a Bahia, pois a região do Vale do Carangola era habitada pelos índios Puris e, posteriormente à ocupação de Campos dos Goytacazes pelos colonizadores, pelos índios Coroados.

Com a emancipação do município Divino em 1943, Orizânia passou à categoria de distrito deste novo município, de quem se emancipou em 21 de dezembro de 1995.[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população registrada pelo IBGE no Censo 2010 é de 7.284 habitantes[8] . O rio Carangola nasce no município. Por esta razão, Orizânia já se chamou Alto Carangola, nome que aparece no mapa oficial do estado de Minas Gerais de 1927.

Distâncias

Demografia[editar | editar código-fonte]

Com a abertura da Rio-Bahia em 1929 Orizânia, pela proximidade com a rodovia desenvolveu-se, tornando-se a principal concentração populacional da nascente do Rio Carangola.

Política[editar | editar código-fonte]

O primeiro prefeito de Orizânia, eleito em 1996 para o mandato 1997/2001 foi Zenith Inácio de Souza, eleito pela coligação PSDB/PMDB com 1.588, num colégio eleitoral de 3851 eleitores e reeleito em 2000, com 2.424 votos, para o mandato 2001/2005. Em 2004 foi eleito o prefeito Ébio José Vitor para o mandato 2005-2009 e reeleito nas eleições de 2008 para o mandato de 2009-2013. O prefeito Ébio José Vitor é descendente do Capitão Pedro Vitor, chefe político residente em Pedra Bonita.

Creca é Prefeito em Orizânia pelo PPS na coligação A Força do Povo Continua - Afpc. Eleito com 3.498 votos (72,59%). Vice: Gilmar do Nelcino

Administração[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Orizânia conta com ensino fundamental e médio, destacando-se a Escola Municipal Dr. Xenofonte Mercadante. O nome dado à escola homenageia advogado do município-pólo de Carangola e pai do intelectual carangolense Paulo Mercadante.

Economia[editar | editar código-fonte]

  • Principais produtos agícolas: café, arroz, milho e banana.
  • Pecuária: gado leiteiro e de corte (em pequena quantidade) e suinicultura.

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • A cidade de Orizânia oferece estrutura para a prática de esportes radicais possuindo estradas e trilhas para práticas de direção off-road, turismo rural e montanhismo. O relevo é composto por montanhas.

Orizânia, em decorrência da atividade agrícola teve prejudicada sua fauna e flora. Foi grande o desmatadamento feito por gerações passadas. Poucas são as matas no Município e um incêndio começado em Orizânia em meados de 2007 estendeu-se por semanas até chegar a Indaiá, sem que sequer os responsáveis fossem punidos. Apesar do descaso das autoridades, há um grande esforço da comunidade local no sentido de preservar as florestas, que são um patrimônio da cidade, imprescindível para a qualidade da vida humana e das outras espécies, bem como para a defesa dos mananciais.

Cultura, mito e fantasia[editar | editar código-fonte]

Sobre Gídio, O Monstro do Quilombo, assim escreveu o Jornal Estado de Minas de 30 de dezembro de 1934:

“No lugarejo ´Quilombo´, na estrada que vai de Manhuaçu ao Divino do Carangola, o pequeno lavrador Egídio Fagundes, retornando a casa à tardinha, de uma das contínuas viagens erráticas aos arredores, deita-se e dorme., deixando preso, à estaca, arreado mascando freio, o animal, sem ao menos a ração rotineira, pois o assíduo freqüentador das bibocas não faltaria a um pagode naquela noite, habitualmente promovido por ´mutirões´, festejando o remate de barracos onde a clássica aguardente faz as honras de estilo do mesmo modo que transforma as batucadas em desfecho sangrento...”.[9] Ao acordar pergunta à sua mãe pelo cavalo e recebe a resposta de que o soltara, pois estava sedento e faminto. Egídio Fagundes, segundo edição do jornal Estado de Minas de 30 de Dezembro de 1934, sem pestanejar “calça as esporas de ferro, atirando brutalmente em posição de quadrúpede a mãe indefesa, cavalgando-a e a açoita impiedosamente num giro pelo terreiro, fazendo verter no pó o sangue sagrado daquele corpinho pálido, alquebrado pelos anos e pela subnutrição, mal coberto de uma chita desbotada, marcada de remendos, pés ao chão, cabelos desgrenhados, cortado pelas rosetas do mais desalmado de todos os peões da história.” [10] Passados oito dias Egídio Fagundes começou a transformar-se num monstro. Perdeu as forças musculares. Aquietou-se esquálido a um canto do esquálido casebre de chão, “fazendo-se irreconhecível antagonista da luz”. Cresceram-lhe as unhas como as de uma fera, os cabelos cresceram e pelos brotaram por todo corpo cobrindo-o de alto a baixo e da casinha à margem da estrada, na saída da Rua em direção a Santo Antônio do Arrozal, “apenas se ouvia um urro terrificante e prolongado”. Desta forma, o lavrador Egídio Fagundes transformou-se em Gídio, O homem-bicho ou O Monstro do Quilombo.[11]

Personalidades do Vale do Carangola[editar | editar código-fonte]

Ocupação e povoamento: da colônia aos dias atuais[editar | editar código-fonte]

Ocupação primitiva da região onde se situa Orizânia[editar | editar código-fonte]

O Vale do Carangola, a começar pelo aflunte do rio, era habitada pelos índios Coroados e Puris que haviam sido expulsos do litoral pelos colonizadores. As perseguições obrigaram esses índios a deixarem o litoral e a se embrenharem nas matas do Rio Paraíba, e, à medida que o povoamento avançava, eles subiram gradativamente pelos afluentes e sub-afluentes Pomba, rio Muriaé e rio Carangola. Saint Hilaire escreveu [12] que na ocupação de Campos dos Goytacazes os bravos morreram e os demais fugiram para as matas de Minas. Para sobreviverem em um meio ambiente desconhecido, adotaram novas formas de vida. Os cabelos, por exemplo, que eram longos quando viviam no litoral, foram cortados devido à floresta densa, surgindo, daí, as denominações dadas pelos exploradores portugueses de “Arrepiados” e “Coroados”.[13]

Ocupação no período colonial[editar | editar código-fonte]

Durante o período colonial a área geográfica do Vale do Carangola pertenceu à Capitania Hereditária do Espírito Santo. No século XVII, o governador da Capitania do Rio de Janeiro concedeu as primeiras sesmarias no vale dos rios Paraíba, Pomba e Muriaé até o sudeste de Minas Gerais, na atual região da Zona da Mata. Os sesmeiros da região entre os Campos dos Goitacazes, Macaé e Carangola foram os irmãos Gonçalo, Manuel e Duarte Corrêa de Sá. Com a criação da Capitania de Minas Gerais e suas três primeiras vilas no século XVIII, surgiram as jurisdições territoriais. A Vila do Ribeirão do Carmo (atual Mariana) incorporou a área geográfica constituída pelos sertões dos rios Pomba e Doce, o que incluía toda a Zona da Mata. ”.[13] Portanto, primitivamente, a área geográfica do Vale do Carangola pertenceu a Mariana. Ainda hoje as congregações marianas detém influência na região e o calendário mariano, chamado Folha Mariana é lido na região.

Primeiros povoadores do Vale do Carangola[editar | editar código-fonte]

Não se sabe exatamente a data da chegada dos primeiros povoadores de Carangola. Entretanto, a partir das primeiras décadas do século XIX, aventureiros começam a passar pela região em busca de novas terras. Uma versão diz que, no ano de 1805, a Vila de Arrepiados foi sitiada por duas vezes pelos índios Arrepiados,[13] e que, para levantar ambos os cercos, o Capitão João Fernandes de Lana, ou Lannes, financiou, armou e comandou duas “bandeiras” contra os índios. A outra versão afirma que José Lannes Dantas Brandão, vindo de São João Batista do Presídio, atual Visconde do Rio Branco, veio se refugiar nestas paragens, tendo se apossado das terras banhadas pelo Rio São Mateus. A tradição oral afirma que “os Lannes” embrenharam-se pela floresta e chegaram ao local acampando às margens de um córrego onde está atualmente o Jardim da Praça Coronel Maximiano em Carangola[14] . Não há como fixar uma data exata, mas supõe-se que tenha ocorrido durante a primeira década do século XIX, entre 1805 e 1810. Em 1820, o Guarda–Mor Manoel Esteves de Lima abriu uma picada na Serra dos Arrepiados que, passando por Carangola, penetrou na província do Espírito Santo e atingiu o litoral pela Vila de Itapemirim. Em 1833, o tenente Coronel José Batista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. Há indícios de que, em 1842, já existia um núcleo de povoamento em Carangola, que se chamava Arraial Novo, mudando o nome a partir desta data em homenagem aos vencidos na Batalha de Santa Luzia. Em 1842, com a derrota dos liberais liderados por Teófilo Ottoni, na Batalha de Santa Luzia os moradores do povoado de Arrial Novo, hoje Carangola mudaram o nome do lugar para Santa Luzia do Carangola em homenagem aos vencidos e para expressar solidariedade ao espírito liberal e democrático daqueles que lutaram na proximidades do Rio das Mortes. Em 1848, Manoel Francisco Pinheiro e José Gonçalves de Araújo introduziram na região a cultura do café, plantando os primeiros exemplares em Caiana.

Orizânia no mapa da Capitania das Minas Gerais de 1780[editar | editar código-fonte]

Nos mapas da Capitania de Minas Gerais, de 1780, já consta o Rio Carangola com esse nome e o traçado ali delineado demonstra que o cartógrafo tinha conhecimento exato do curso desse rio. Mas constitui ainda uma incógnita, se algum aventureiro, ou bandeirante, esteve ou ao menos passou por Carangola durante o século XVIII, ainda que fosse a Zona Proibida[14] Antes da delimitação do povoado e construção da praça a localidade onde se situa a sede da cidade já tinha importância no trajeto dos que vinham das Minas Gerais com destino a Campos dos Goytacazes ou Capitania do Espírito Santo. Há registro de paragem de tropa na rua onde hoje se situa a Igreja cuja continuidade é o trecho final da Rua José Rodrigues Damasceno.

Orizânia na rota do descaminho do ouro[editar | editar código-fonte]

Durante o século XVIII, a Zona da Mata, onde está situado o Vale do Carangola, era interditada à exploração econômica, constituía a chamada Zona Proibida para evitar o contrabando do ouro produzido no centro da Capitania. A medida governamental visava obter um melhor controle, de forma que o ouro escoasse para o Rio de Janeiro somente através do Caminho Novo. Havia, inclusive, vigilância para evitar penetrações.[14]

Mesmo assim, algumas penetrações foram empreendidas por ordem de alguns governadores. Duas dessas, entretanto, aproximaram-se do Vale do Carangola.

Em 1734, Matias Barbosa da Silva, o grande explorador e um dos abridores da Picada Goiáz, por ordem do Conde das Galvêias, atingiu as Escadinhas da Natividade, fundando, então, o presídio do Abre Campo. Dessa forma, um núcleo de povoamento foi instalado a menos de seis léguas do Alto da Fumaça, nascente do Rio Carangola.

Vindo das Minas Gerais, passando por Abre Campo, após 40Km o viajante cruzava a Serra da Onça transpondo a Bacia do Rio Doce, onde se encontram as nascentes do Riacho de São Domingos, afluente do Rio Matipó, e do Rio Manhuaçu, atingindo – do outro lado - a nascente do Rio Carangola, onde se situa Orizânia. Para chegar a Campos dos Goytacazes, na Capitania do Rio de Janeiro bastava ao viajante seguir o curso do rio.

Presença libanesa em Orizânia[editar | editar código-fonte]

Em Divino e na Vila de Santo Antônio do Arrozal, pertencente à Orizânia, foi forte a presença de imigrantes libaneses. A maioria dos sírio-libaneses desconhecia o Brasil até a visita de D. Pedro II ao Oriente Médio no ano de 1876. D. Pedro II aprendera o idioma árabe com o barão Gustavo Schreiner, representante da Áustria no Rio de Janeiro e foi visitar o Oriente Médio. Quando chegou ao porto de Beirute em um navio de bandeira brasileira, jornais e revistas fizeram vários artigos sobre o Brasil, até então desconhecido naquela região.

A região onde hoje se situa o Líbano e a Síria compunha o Império Turco Otomano, que ali se estabelecera desde a Tomada de Constantinopla em 1453. Até a chega de D. Pedro II a Beirute os libaneses pensavam que a América eram apenas os Estados Unidos, diz o brasileiro Roberto Khatlab, pesquisador do setor de imigração libanesa da Universidade de Notre Dame, em Beirute, e autor do livro Mahjar - Saga Libanesa no Brasil.

Os libaneses começaram a chegar ao Brasil, sobretudo nos portos do Rio de Janeiro e São Paulo, a partir de 1880 visando substituir a mão-de-obra escrava diante do processo de abolição. Eram na sua maioria cristãos da região norte do Líbano. Embora estivessem fugindo da opressão otomana, num momento de lutas de libertação que marcaram o fim daquele império, eram por aqui chamados de turcos, porque usavam passaporte otomano.

Um grande número de imigrantes libaneses se instalou em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas igualmente nas cidades mineiras de Teófilo Otoni e no Vale do Carangola na cidade de Divino e na Vila de Santo Antônio do Arrozal.[15]

A Gazeta de Carangola[16] na edição comemorativa do centenário da cidade, em 1982, transcreve matéria datada de 1901 que registrou acontecimento, em Divino, denominado Revolução dos Turcos, quando vários indivíduos de ascendência libanesa foram mortos.

Igualmente há registro de assassinatos dos “turcos” em Santo Antônio do Arrozal, o que é apontado como causa de declínio daquela comunidade. Dentre as famílias originárias de Damasco, atual capital da Síria, em Divino, tem-se a família Damasceno, da qual era membro o tabelião José Rodrigues Damasceno homenageado em nome de rua no Município de Orizânia e descedente o Juiz de Direito e Cientista Político João Batista Damasceno.

Influência libanesa na culinária do Vale do Carangola[editar | editar código-fonte]

Dentre as receitas culinárias decorrentes da presença libanesa no Vale do Carangola encontra-se uma iguaria chamada mucia. No Brasil, somente nesta região do Estado de Minas Gerais se produz e consome tal iguaria, tal como é feita. Trata-se de um embutido, tipo lingüiça, no qual o intestino grosso do porco é recheado com os miúdos do animal, cozidos, picados e temperados. A mucia, diferentemente da mussela ou do chourisso não contém sangue. Trata-se de de uma receita que expressa o dogna dos cristãos maronitas, que não ingerem sangue animal. Os cristãos marotinas vieram para o Brasil com o auxílio da Igreja Católica, fuginda da perseguição muçulmana do Império Turco Otomano.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Costa, Antônio de Souza. A história de Antônio. Minasgraf Editora, 2003

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, 10a Ed., Editora Civilização Brasileira S.A.
  7. Orizânia - Histórico biblioteca.ibge.gov.br (2009). Visitado em 26 de junho de 2012.
  8. IBGE Censo 2010: [1] (dados preliminares), acessado em 31 de dezembro de 2010
  9. Andrade, Paula F. História sentimental de Manhuaçu. Manhuaçu: Livraria e Gráfica Expansão Cultural Ltda, s/d, pág. 95
  10. Andrade, Paula F. História sentimental de Manhuaçu. Manhuaçu: Livraria e Gráfica Expansão Cultural Ltda, s/d, pág. 96
  11. Peixoto, Yone Maria Fonseca das Neves et. al. Folclore da zona da mata de minas gerais. Juiz de Fora: Conselho Estadual de Cultura de Minas Gerais, 1978.
  12. Hilaire, Saint. Viagens pelo Interior do Brasil
  13. a b c Mercadante, Paulo. Os sertões do Leste - Estudo de uma região: a mata mineira. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1973.
  14. a b c Mercadante, Paulo. Crônica de uma comunidade cafeeira – Carangola: o vale e o rio. Belo Horizonte: Editora Itatiaia Limitada, 1990.
  15. Costa, Antônio de Souza. A história de Antônio. Minasgraf Editora, 2003, pág. 27
  16. Gazeta de Carangola - Edição comemorativa do centenário: 1882-1982.