Palácio Caldeira de Castel-Branco Barahona

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Palácio Caldeira de Castel-Branco Barahona ou simplesmente Palácio Barahona é um palácio situado em Portugal.

[editar] História

Palácio construído para servir de residência à família e descendência de D. Francisco Cordovil Caldeira de Castel-Branco, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Comendador da Ordem de Cristo, filho segundo da ilustre casa dos senhores destes apelidos, cujo primitivo solar era o palácio brasonado da Rua da Figueira, em Portalegre, e de sua mulher D. Maria José de Barros Castelo-Branco Barba Mouzinho e Mattos, senhora de vários morgadios e representante da familia Barba Mouzinho e Mattos, de Castelo de Vide e Marvão.

Encontra-se localizado no actual Largo Serpa Pinto, em Portalegre, dando o seu jardim para o castelo, que também integrava o património da família Caldeira de Castel-Branco. É de arquitectura civil neoclássica com notórias afinidades com o Palácio da Brejoeira, apresentando a frontaria ladeada por torreões encimados por platibanda com balaústres e um corpo central saliente, ladeado de pilastras almofadadas e encimado por frontão curvo. Na fachada ostenta uma pedra de armas dos Mattos, de lavra seiscentista.

Neste palácio nasceram, entre outros, D. Maria Ana de Mesquita Marçal Cary Rebelo Palhares Caldeira Castel-Branco,Viscondessa de Alter pelo casamento com seu primo D. António Mendo Caldeira de Castel-Branco Cotta-Falcão; Inácio Cardoso de Barros Castel-Branco Barba Mouzinho e Mattos, D. Maria Inês de Barahona Caldeira de Castel-Branco, casada com o Almirante João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira (avós de D. Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho - 10º Marquês de Angeja, 13.º Conde de Vila Verde, 5.º Conde de Peniche, 4.º Visconde de Andaluz, etc..) e a Marquesa D. Maria do Carmo Zuzarte de Sárrea Caldeira de Castel-Branco, casada com D. António Pedro Maria da Luz de São Paio Melo e Castro Moniz Torres e Lusignan, 3º marquês e 7º conde de São Paio.

O palácio manteve-se na propriedade da família até meados da década de oitenta do século XX, altura em que a família se viu na contigência de o vender, mal-grado a destruição a que foi votado com as violentas ocupações da Revolução de Abril.

Neste edifício está instalado, desde 1993, o Arquivo Distrital de Portalegre, organismo dependente do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo.


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