Palácio do Raio

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Palácio do Raio, Braga.

O Palácio do Raio, também referido como Casa do Mexicano localiza-se na freguesia de São José de São Lázaro, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal. É um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade, em estilo barroco joanino.

Na fachada sobressai a exuberância da decoração, desde logo da porta central ricamente trabalhada e também das 11 janelas dividas pelos dois pisos. Os ornatos são assimétricos, dando ao edifício uma dinâmica e um dramatismo que são comuns na obra do arquitecto André Soares.

A obra teve depois uma segunda campanha, nos finais do século XIX, altura em que foram colocados os azulejos que dão o tom azul à fachada, bem como uma porta de vidros coloridos que separa o átrio da caixa de escadas. É desta altura também a pintura dos tectos e da caixa de escadas, atribuída a Pereira Júnior, um artista que trocou Lisboa por Braga, depois de ter pintado também parte da decoração do edifício da Câmara da capital.

História[editar | editar código-fonte]

Constitui-se em um palácio, erguido entre 1754-1755 por encomenda de João Duarte de Faria, poderoso comerciante de Braga, com projeto do arquitecto bracarense André Soares.

O imóvel foi vendido em 1853 por José Maria Duarte Peixoto, a Miguel José Raio, visconde de São Lázaro, ficando desde então conhecido como "Palácio do Raio". O visconde, nascido em Braga, fizera fortuna no Brasil. Em 1863, abriu a rua em frente ao palácio, para permitir uma melhor visão da sua casa e poder construir duas habitações para as suas filhas.

Com o seu falecimento, em 1882 os herdeiros venderam o palácio ao Banco do Minho que, por sua vez, o revendeu, no ano seguinte (1883) à Santa Casa de Misericórdia, que nela instalou alguns serviços do Hospital de São Marcos.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1956.

Futuro[editar | editar código-fonte]

Atualmente o palácio está devoluto.

No futuro será o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, recebendo espólio da instituição e dos cuidados de saúde na região, para isso vai ser integralmente reabilitado para acolher o núcleo museológico, bem como o acervo documental da instituição.

Do seu acervo farão parte, máquinas e aparelhos usados nos cuidados médicos, bem como outros utensílios dos antigos hospitais. As obras devem começar em abril de 2014. A iniciativa tem um orçamento de 4,2 milhões de euros que vão ser usados na reabilitação integral do edifício.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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