Sete Fontes de S. Victor

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Sete Fontes, Braga: duas mães de água vandalizadas com graffitis e sem o brasão de armas (foi colocado novamente em 2014).
Sete Fontes: canal subterrâneo composto por elementos graníticos inteiros, ocos, com macho e fêmea nas extremidades para se interligarem.
Sete Fontes: interior da Fonte Gémea do Dr. Alvim.
Sete Fontes: interior da Mina do Dr. Sampaio.

As Sete Fontes localizam-se na freguesia de São Victor, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal. Constituem-se num antigo sistema de abastecimento de água à cidade.

História[editar | editar código-fonte]

As Sete Fontes remontam à época da invasão romana da península Ibérica, nomeadamente da fundação de "Bracara Augusta", como testemunham algumas escavações arqueológicas.

O atual sistema foi construído por ordem do então Arcebispo de Braga, D. José de Bragança, no século XVIII.

Ao assumir o cargo, como uma das suas primeiras medidas, D. José de Bragança logo no dia 21 de agosto de 1703 foi "pedir esclarecimentos à Câmara do estado dos muros da cidade e sobre o estado do fornecimento da água".[1] À época já haviam sido descobertos vários mananciais de água potável no atual lugar das Sete Fontes e em Montariol.

A exemplo do seu irmão, João V de Portugal, que mandara construir em Lisboa o Aqueduto das Águas Livres, D. José determinou que, em Braga, a partir daqueles lugares, se iniciassem as obras de Engenharia Hidráulica necessárias para trazer a água até à cidade.

A obra abasteceu Braga até 1913, quando a água do rio Cávado chegou até aos reservatórios de Guadalupe.

Em 1934 o caudal do antigo sistema foi estimado em 500 000 litros por dia.

Ainda hoje existem casas onde a água das Sete Fontes chega, numa forma de antigo Direito chamada "penas de água" (medida do diâmetro da torneira).

A maioria das fontes, fontanários e chafarizes da cidade ainda são abastecidas por este sistema.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde de 29 de maio de 2003.

Características[editar | editar código-fonte]

O manancial é constituído por sete fontes, quatro delas com edificações de planta circular em pedra aparelhada e teto em abóbada ("mães d'água"), a que se somam minas abertas na pedra com condutas e galerias. A conduta principal nasce na primeira "mãe d'água" e prossegue, captando as águas das demais minas e mães d'água até ao Areal, onde existia a última mãe d'água. Esta última e parte do canal, foram destruídas em nossos dias por uma construtora civil para dar lugar a blocos habitacionais. O canal prossegue pela rua do Areal, Largo de Monte d'Arcos, Rua de São Vicente, Rua dos Chãos até ao atual Largo de São Francisco, onde existia uma mãe d'água distribuidora para as ruas da cidade, hoje escritório de uma companhia de seguros.

Referências

  1. Livro de Vereações Camarárias de 1737-1748, folha 136.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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