Panambi

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Município de Panambi
"Cidade das Máquinas"
Kaufhaus, na Praça Central

Kaufhaus, na Praça Central
Bandeira de Panambi
Brasão de Panambi
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de dezembro de 1954 (59 anos)
Gentílico panambiense
Prefeito(a) Miguel Schmitt-Prym (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Panambi
Localização de Panambi no Rio Grande do Sul
Panambi está localizado em: Brasil
Panambi
Localização de Panambi no Brasil
28° 17' 34" S 53° 30' 07" O28° 17' 34" S 53° 30' 07" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Ijuí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Condor, Santa Bárbara do Sul, Pejuçara, Bozano e Ajuricaba.
Distância até a capital 370 km
Características geográficas
Área 490,859 km² [2]
População 38 068 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 77,55 hab./km²
Altitude 418 m
Clima subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,820 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 737 936,873 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 19 292,97 IBGE/2008[5]
Página oficial

Panambi é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 28º 17' 33" sul e a uma longitude 53º 30' 06" oeste, estando a uma altitude de 418 metros. Sua população estimada em 2004 era de 34 268 habitantes. Possui uma área de 491,48 km². Situa-se no Planalto Rio-Grandense. Possui um campus da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, cuja reitoria se localiza em Ijuí. Em 2010, recebeu campus do Instituto Federal Farroupilha, com investimentos na ordem de 5 000 000 de reais em prédios para a instalação de quatro cursos superiores gratuitos. O município é conhecido pelas alcunhas de "Cidade das Máquinas" e "Vale das Borboletas Azuis". "Cidade das máquinas" foi um cognome recebido em 1945.

Panambi é terra natal da modelo Caroline Trentini, do religioso luterano Elio Eugênio Müller e da modelo e apresentadora Francine Piaia.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Panambi" é um termo tupi que significa "Vale das borboletas", através da junção dos termos panama (borboleta) e 'y (rio).[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Ponte sobre o rio Caxambu
Trecho da rodovia BR-285 em Panambi

Até o advento dos colonizadores de origem europeia, a partir do século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era habitada por índios guaranis e caingangues.

A origem da atual cidade foi a compra de terras do município de Cruz Alta por um alemão, trazendo colonos da mesma origem que já estavam no Rio Grande do Sul. Assim, em 1899, foi fundada a colônia Neu-Württemberg.

Somente em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, vieram, para a região, colonos naturais de Württemberg, na Alemanha. Eram 178 famílias.

A colonização chamada de Neu Württemberg ("Nova Württemberg") foi obra de um cidadão da Alemanha, Hermann Meyer, que, em expedição realizada ao Mato Grosso, tomou conhecimento através de Carlos Dhein da existência de terras férteis no Rio Grande do Sul e, para promover os trabalhos da colonização, mantinha aqui um administrador remunerado, o próprio Carlos Dhein.

A colonização tinha em vista imigrantes de Württemberg, na Alemanha, mas sabe-se que a grande ocupação posterior foi feita por famílias das antigas colônias da região de Estrela e Santa Cruz.

Em 1901, a cidade de Neu Württemberg trocou sua denominação para Elsenau, em homenagem à esposa de Hermann Meyer, que se chamava Else. Em 1938, a cidade trocou seu nome para Pindorama. Em 1944, passou a chamar-se Tabapirã. No mesmo ano, adotou seu atual nome, Panambi.

Em 15 de dezembro de 1954, a cidade conseguiu sua emancipação de Cruz Alta e Palmeira das Missões[7] .

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.42
  7. http://www.panambi.rs.gov.br/index.php?list=1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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