Avenida Luís Viana Filho

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Avenida Luís Viana Filho
Salvador,  Bahia,  Brasil
Foto de Avenida Luís Viana Filho
Vista aérea da Avenida Paralela, na altura do Imbuí, em cujo canteiro central será construída a segunda linha metroviária.
Nome coloquial Avenida Paralela
Tipo Avenida, via estrutural
Inauguração 1974
Extensão 18 km
Início Avenida Carybé
Cruzamentos Avenida São Cristóvão, Avenida Dorival Caymmi, Avenida Orlando Gomes, Avenida 29 de Março, Avenida Pinto de Aguiar, Avenida São Rafael, Avenida Jorge Amado, Avenida Edgar Santos, Avenida Luís Eduardo Magalhães
Fim Avenida Tancredo Neves
Lugares que atravessa Centro Administrativo da Bahia, Parque de Pituaçu, Estádio de Pituaçu, Parque Tecnológico da Bahia, Estação Mussurunga, Parque de Exposições de Salvador

A Avenida Luís Viana, chamada erroneamente de "Avenida Luís Viana Filho", e mais conhecida como Avenida Paralela ou simplesmente Paralela, é uma importante via pública da cidade de Salvador, Bahia.[1] O nome é uma homenagem ao ex-governador da Bahia Luís Viana, inaugurada pelo seu filho, então deputado Luís Viana Filho.

Com dezoito quilômetros de extensão, a Paralela liga a região do Iguatemi à divisa de Salvador com Lauro de Freitas. Junto à BR-324, conformam os eixos estruturantes do sistema viário soteropolitano.[2]

Ao longo da avenida encontram-se importantes polos atratores de fluxo, como o Parque Tecnológico da Bahia, o Estádio de Pituaçu, o Centro Administrativo da Bahia (CAB), câmpus universitários.[2]

Às margens da Paralela estão uma das mais importantes áreas ambientais da cidade, que abriga espécies em extinção da fauna (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e flora.

A Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos imobiliários, por isso tornando-a o maior eixo de desenvolvimento de Salvador.

História[editar | editar código-fonte]

A avenida foi construída no contexto das intervenções urbanas viárias da década de 1970 em Salvador. Em alternativa à Estrada Velha do Aeroporto (EVA), um novo caminho foi aberto aos bairros e praias mais ao norte da cidade, como Pituaçu e Itapuã.[3] Dessa forma, novos bairros surgiram e se consolidaram: Mussurunga, Bairro da Paz, Patamares, Imbuí, Pituaçu, Sussuarana, São Rafael, São Marcos, Trobogy, Nova Brasília, Fazenda Grande.[2] Não foram só os novos bairros, a Avenida Luís Viana, implantada em 1974, contribuiu para a mudança da estrutura da cidade, criando outro núcleo urbano, além do centro tradicional, ao passo que na mesma década foram construídas as avenidas de vale (Vale do Bonocô, Contorno, Suburbana, Vale do Canela, Magalhães Neto, Vale dos Barris, Antônio Carlos Magalhães, Garibaldi, Juracy Magalhães e Vale do Ogunjá), o CAB, o Polo de Camaçari e instituída a Região Metropolitana de Salvador (RMS).[4]

No início do século XXI, iniciou-se a saturação do entorno da Paralela. O tráfego tornou-se bastante intenso por ser o corredor de acesso das rodovias BA-099 e BA-526, trazendo os veículos da RMS, ao Centro de Salvador. O trafego também se avoluma com deslocamentos intramunicipais entre os bairros mais a nordeste e ao novo centro Camaragibe. Soma-se à situação o crescimento dos lançamentos imobiliários no entorno da avenida focados nas classes média e alta (tipicamente motorizadas ao menos com uma unidade). Desde então, medidas têm sido propostas para o desafogamento do tráfego.[3] Os últimos planos diretores urbanos confirmam a Avenida Paralela como vetor de crescimento da cidade, rumo a Lauro de Freitas e Camaçari, no sentido nordeste.[2]

Obras de esgotamento sanitário no canteiro central da Avenida Paralela.

Durante a administração do prefeito João Henrique Carneiro, foi lançado “Salvador Capital Mundial: A cidade do nosso futuro”, que dentre outras coisas, propôs a implantação de duas outras vias urbanas com trajetos parecidos, mas com extremos (início e fim) distintos. Foram a Avenida Atlântica, entre a orla atlântica e a Paralela, e a Linha Viva, entre a BR-324 e a Paralela.[3] [2]

Dentro do projeto do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, a Paralela foi definida como boa parte do caminho a ser percorrido, no canteiro central da avenida, pela linha 2 do metrô.[5]

Pela administração do prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto, o projeto da Linha Viva foi retomado[6] e foi divulgado o projeto de faixa exclusiva aos ônibus conectando o Iguatemi ao Aeroporto[7] . Para isto, em 2014, foi aplicado o conceito da Máxima Utilização do Leito Viário (MULV) e à via foi acrescida a quinta faixa de rolamento, sendo a dos ônibus maior que as demais.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. <Bahia Negócios: http://www.bahianegocios.com.br/energiacombustivel/iluminacao-da-philips-na-avenida-paralela-em-salvador-reduz-o-consumo-de-energia-em-ate-50/> , <Jornal da Instalação: http://www.jornaldainstalacao.com.br/index.php?id_secao=1&noticia=12125>
  2. a b c d e Tribuna da Bahia (26 de setembro de 2012). Projeto quer desafogar a Paralela. Página visitada em 30 de janeiro de 2014.
  3. a b c MAGALHÃES, Patrícia (13 de abril de 2011). Universo Paralela Revista M².. Página visitada em 30 de janeiro de 2014.
  4. AZEVEDO, Michelle Conceição Marcelino de. Centro Administrativo da Bahia: Implicações sociourbanas na cidade de Salvador. Página visitada em 30 de janeiro de 2014.
  5. G1 BA (29 de dezembro de 2011 às 20h18min). Câmara de Salvador aprova projeto de implantação do metrô na Paralela (em português). Página visitada em 30 de dezembro de 2011.
  6. ISABEL, Alessandro (16 de abril de 2013). Linha Viva de João é retomada por Neto Bocão News.. Página visitada em 30 de janeiro de 2014.
  7. MOTA, Alexandro (14 de novembro de 2013). Viaduto será construído em frente ao Shopping Iguatemi para passagem de BRT Correio24horas.. Página visitada em 30 de janeiro de 2014.
  8. Transalvador implanta 5ª faixa na Paralela