Quaresma (filme)

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Quaresma
 Portugal
2003 • cor • 95 min 
Realização José Álvaro Morais
Produção Paulo Branco
Argumento José Álvaro Morais
Jeanne Waltz
Elenco Beatriz Batarda
Filipe Cary
Rita Durão
Género Drama
Idioma Português
Música Bernardo Sassetti
Direção de arte Isabel Branco
Direção de fotografia Acácio de Almeida
Edição Christine Maffre
Distribuição Medeia Filmes
Lançamento Portugal 3 de outubro de 2003
Página no IMDb (em inglês)

Quaresma (2003) é um filme português de José Álvaro Morais, a sua última obra. Nela permanece, como nas anteriores, o interesse pelo retrato de pessoas que contraditoriamente aceitam e rejeitam a terra em que nasceram.

Estreou em Lisboa, a 21 de Agosto de 2003.

Ficha sumária[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Antes de ir trabalhar para a Dinamarca, David, engenheiro especializado em energia eólica, desloca-se à terra natal, onde tem parentes que há muito não via, porque o seu avô morreu. Casado, pai de uma garota, terá em breve de partir com a mulher e a filha. Trava entretanto conhecimento com Ana, casada com um primo, mulher intrigante por quem se deixa seduzir e que lhe diz: «Se me amas tens que me adivinhar!». A relação, ardente, prolonga-se nas paisagens frias da Dinamarca.

«E a pergunta, a grande pergunta de todos os filmes de José Álvaro de Morais mantém-se: que país é este, que agarra as pessoas com tanta força ao mesmo tempo que lhes dá vontade de fugir?» (Luís Miguel Oliveira no dossier do filme para Festival de Cannes de 2003)

O retrato[editar | editar código-fonte]

Trata-se de um retrato de personagens da burguesia provinciana do meio rural do centro-norte de Portugal, com raízes num meio agreste e montanhoso, perto da Covilhã, na Serra da Estrela. O ambiente é de clausura, de horizontes fechados, de algo que não só impregna a natureza como se transmite e contamina a mentalidade das pessoas, de algo que não as larga mesmo quando optam pela fuga, mesmo quando deixam a sua terra de origem e mudam de país.

Retrato de uma odisseia «em circuito fechado», de «um road movie que anseia pela estrada que o confirme».

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Ana – Beatriz Batarda
  • David – Filipe Cary
  • Lúcia – Rita Durão
  • Gui – Ricardo Aibeió
  • Maria Carvalho – Laura Soveral
  • Maria Ester – Paula Guedes
  • Julieta – Teresa Madruga
  • Tio Vasco – Fernando Heitor
  • Maria Antónia – Rita Loureiro
  • Filomeno – Nuno Lopes
  • Senhor Fazenda – Cândido Ferreira
  • Pi – Pietro Romani
  • Presidente – Fernando Sena
  • Pipa – David Almeida
  • Soldado – João Baptista

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Produtor: Paulo Branco
  • Produção – Madragoa Filmes (Portugal) e Gemini Filmes (Paris)
  • Directora de produção – Patrícia Almeida
  • Chefe de produção – Alexandre Oliveira
  • Assistentes de produção – Paulo Belém e Nuno Milagre
  • Director de som – Philippe Morel
  • Montagem de som e misturas – Gérard Rousseau
  • Música original – Bernardo Sassetti
  • Fotografia – Acácio de Almeida
  • Assitentes de câmara – Edmundo Diaz e Sandra Meleiro
  • Montagem – Christine Maffre
  • Segundo montador – Paulo Milhomens
  • Decoração – Isabel Branco
  • Guarda-roupa – Sílvia Grabowski
  • Caracterização – Aracelli Fuente
  • Locais de filmagem – Castelo Novo e Dinamarca,
  • Rodagem – Primavera de 2002
  • Formato – 35 mm cor Dolby digital
  • Duração – 95’
  • Distribuição – Medeia Filmes (Lisboa) e Gémini Films (Paris)
  • Ante-estreia – Festival de Cannes, Maio de 2003
  • Estreia: Cinema King, em Lisboa, 21 de Agosto de 2003

Fesitvais[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Cannes (Quinzena dos Realizadores), 2003

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]