Roberto Vidal Bolaño

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Roberto Vidal Bolaño (Santiago de Compostela, 1950Santiago de Compostela, 11 de Setembro de 2002) foi um autor e ator de teatro galego.

Vida[editar | editar código-fonte]

Começou no mundo teatral com o grupo Antroido, com o qual o ator representaria as suas primeiras obras. Com Antroido acudiria às Amostras de Teatro Abrente de Ribadavia (1973-1980), amostras nas quais se deu a conhecer como dramaturgo e cenógrafo (com o pseudônimo de Julia Brens).

Vidal Bolaño foi um dos maiores artífices da profissionalização do teatro galego. Após ser despedido em 1977 dum emprego bancário, este dramaturgo trabalhou para converter o Grupo Antroido na primeira companhia teatral galega.

Também foi um dos primeiros diretores que participaram do teatro institucional, levando ao cenário (com o Centro Dramático Galego) em 1984 a sua obra Agasallo de sombras.

Cultivou, além da dramática, o audiovisual, realizando roteiros para a Televisão da Galiza e a Televisión Española. Também levou à pantalha contos de grandes escritores galegos do século XX, como Ánxel Fole (Cara de Lua) e Eduardo Blanco Amor (O Noxo), e mesmo chegou a participar como ator em séries televisivas de prestígio.

Em 2001, representa com o Centro Dramático Galego a Rosalia que Ramón Otero Pedrayo escrevera em 1958.

As suas últimas atuações seriam para o grupo "Teatro do aqui", a sua companhia nos últimos anos.

Obra[editar | editar código-fonte]

A obra de Roberto Vidal Bolaño está marcada pela estética da derrota e a crítica da modernidade. Talvez influído por Ramón Otero Pedrayo, defende certa recuperação do popular. Cultivou igualmente, como Otero, o teatro histórico, arredor da figura de Rosalía de Castro, obras que constituem verdadeiros ensaios sobre a sua vida e obra. Porém, uma das suas maiores influencias foi o teatro de Valle-Inclán, a quem menciona várias vezes ao longo da sua obra.

As suas obras recolhem e misturam as correntes estéticas do realismo, simbolismo, surrealismo e expressionismo. São peças as suas nas quais se cuida o diálogo com o público.

Representações Destacadas[editar | editar código-fonte]

  • Laudamuco, Señor de Ningures (1976)
"Bailadela da morte ditosa" en Ribeira.

Obras Escritas Destacadas[editar | editar código-fonte]

Entre as suas obras, destacam-se:

  • Laudamuco, Señor de Ningures (1976)
  • Bailadela da morte ditosa (1980)
  • Agasallo de Sombras (1992)
  • Días sen Gloria (1992)
  • Saxo Tenor (1993)
  • As Actas Escuras (1994)
  • Rastros (1998)
  • O Día que os Chífanos Deixaron de Zoar

Ensaio[editar | editar código-fonte]

  • Perspectivas do Teatro Galego Actual (2002)

Prêmios e menções honoríficas[editar | editar código-fonte]

  • Abrente (1976), con Laudamuco Señor de ningures.
  • Abrente (1978) Menção Especial (Memorias de Mortos e Ausentes).
  • Abrente (1980), com Bailadela da Morte Ditosa
  • O Facho (1977). Menção honorífica com Xaxara, Paniogas, Tarelo, o Rapaz e o Cachamon ou Trocar en Rato Pequeno o Meirande Xigantón".
  • O Facho (1979) Menção honorífica con Ruada das Papas e do Unto.
  • Medalla de ouro (Prêmio cidade de Valladolid) (1983-1984) por unha adaptação teatral de textos de Xosé Luís Méndez Ferrín.
  • Prêmio Rafael Dieste
  • Prêmio Álvaro Cunqueiro
  • Prêmio Xacobeo (1992)
  • Prêmio Eixo Atlântico
  • Prêmios Max de Teatro (2001) (melhor texto de teatro em língua galega)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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