Temporada de furacões no Atlântico de 2009

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Temporada de furacões no Atlântico de 2009
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Primeiro sistema1 formado: 1-L - 28 de Maio de 2009
Sistemas ativos1: Temporada encerrada
Total de tempestades nomeadas: 9
Total de furacões: 3
Grandes furacões (Cat. 3+): 2
Tempestade mais forte: Bill - 215 km/h, 943 mbar
Número de sistemas1 que atingiram terras emersas: 4
Danos totais: 174,6 milhões de dólares (valores em 2009)
ECA Total: 50.8
Fatalidades confirmadas: 15 diretas, 10 inddiretas
1Inclui depressões tropicais e depressões subtropicais

A temporada de furacões no Atlântico de 2009 foi um evento no ciclo anual de formação de ciclones tropicais. A temporada começou em 1° de junho de 2009 e terminou em 30 de Novembro de 2009. Estas datas delimitam convencionalmente o período de cada ano quando a maioria dos ciclones tropicais tende a se formar na bacia do Atlântico.

A atividade da temporada de furacões no Atântico deste ano ficou abaixo da média, com um total de nove tempestades nomeadas e três furacões. Pela primeira vez desde 2006, nenhum sistema trouxe ventos equivalentes a um furacão (> 120 km/h em um minuto sustentado) para os Estados Unidos, e apenas quatro tempestades atingiram a costa americana neste ano. A falta de atividade foi devido ao surgimento do El Niño durante o verão do hemisfério norte, causando o surgimento de forte cisalhamento do vento, que inibe a formação e o desenvolvimento de ciclones tropicais

A temporada começou de forma antecipada com o desenvolvimento da depressão tropical Um em 28 de maio. Porém, nos dois meses seguintes, a bacia do Atlântico ficou inativa. Em 12 de agosto, a tempestade tropical Ana formou-se nas proximidades do Cabo Verde. Ana foi o ciclone tropical dotada de nome de formação mais tardia no Atlântico desde a 1992, na ocasião da formação do furacão Andrew. A tempestade tropical Claudette se formou em 16 de agosto e se tornou a primeira tempestade da temporada a atingir os Estados Unidos, na manhã seguinte. O furacão Bill se tornou o primeiro furacão e o primeiro grande furacão da temporada. O furacão Fred foi mais forte ciclone no extremo sul e leste no Atlântico Norte desde que os registros de dados do Centro Nacional de Furacões (NHC) iniciaram, e Fred tornou-se apenas o terceiro grande furacão conhecido a leste do meridiano 35°W. A atividade ciclônica de setembro ficou abaixo da média na bacia nesta temporada, com apenas a formação de duas tempestades, Erika e Fred. A energia acumulada (ACE) em setembro atingiu o menor valor para o mês desde 1994. Ida foi o ciclone tropical que causou mais efeitos à sociedade de toda a temporada, quando afetou a América Central e os Estados Unidos em novembro.

Previsões para a temporada[editar | editar código-fonte]

Previsões para a atividade tropical da temporada de 2009
Fonte Data Tempestades
nomeadas
Furacões Grandes
furacões
UEC Média (1950–2000)[1] 9,6 5,9 2,3
NOAA Média (1950–2005)[2] 11,0 6,2 2,7
Máxima atividade 28 15 8
Mínima atividade 4 2 0
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
UEC 10 de dezembro de 2008 14 7 3
UEC 7 de abril de 2009 12 6 2
NOAA 21 de maio de 2009 9-14 4-7 1-3
UEC 2 de junho de 2009 11 5 2
UKMET 18 de junho de 2009 6 N/D N/D
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Atividade atual 9 3 2

As previsões para a atividade de furacões são emitidas antes de cada temporada de furacões pelos grandes especialistas Philip J. Klotzbach, pelo Dr. William M. Gray e seus associados na Universidade do Estado do Colorado (UEC). Suas previsões são separadas àquelas feitas pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

A equipe de Klotzbach (liderada formalmente pelo Dr. Gray) definiu a média de números de tempestades formadas por temporada (definida entre 1950 e 2000) em 9,6 tempestades tropicais, 5,9 furacões e 2,3 grandes furacões (sistemas que igualam ou ultrapassam a intensidade de um furacão de categoria 3 na escala de furacões de Saffir-Simpson). Uma temporada normal, como definida pela NOAA, tem em média 9 a 12 tempestades tropicais, 5 a 7 furacões e 1 a 3 grandes furacões.[1] [2]

Previsões emitidas antes da temporada[editar | editar código-fonte]

Em 7 de dezembro de 2008, a equipe de Klotzbach emitiu sua primeira previsão geral para a temporada de 2009, prevendo uma temporada com atividade tropical acima da média, com 14 tempestades tropicais, 7 furacões e 3 grandes furacões.[1] Quatro meses depois, em 7 de abril de 2009, a equipe de Klotzbach emitiram uma previsão atualizada para a temporada de 2009, prevendo uma temporada com atividade tropical perto da média, com 12 tempestades tropicais dotadas de nome, 6 furacões e 2 grandes furacões (furacões com intensidade igual ou superior a categoria 3 na escala de furacões de Saffir-Simpson). A equipe de cientistas atribuiu a diminuição do número de sistemas tropicais previstos à alta probabilidade da formação de um fraco El Niño durante a temporada.[3] Em 21 de maio, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) liberou sua previsão para a temporada de 2009, prevendo uma temporada ligeiramente mais ativa, com 9 a 14 tempestades tropicais dotadas de nome, 4 a 7 furacões e 1 a 3 grandes furacões (intensidade equivalente a categoria 3 ou mais na escala de furacões de Saffir-Simpson).[4]

Previsões emitidas durante a temporada[editar | editar código-fonte]

Em 2 de junho, a equipe de Klotzbach emitiu mais uma previsão para a temporada de 2009, diminuindo ligeiramente a sua previsão anterior, com 11 tempestades tropicais dotadas de nome, 5 furacões e 2 grandes furacões. Em 18 de junho, a Met Office, agência oficial de meteorologia do Reino Unido, também emitiu a sua previsão para a temporada de 2009, prevendo apenas 6 sistemas tropicais dotados de nome, que se formariam entre julho e novembro de 2009..[5]

Tempestades[editar | editar código-fonte]

Depressão tropical Um[editar | editar código-fonte]

Um
Depressão tropical  (EFSS)
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Duração 28 de Maio de 2009—29 de Maio de 2009
Intensidade 30 nós (56 km/h, 35 mph) 1 min, 1006 hPa (mbar)

Em 28 de Maio, o Centro Nacional de Furacões (NHC) começou a emitir avisos sobre a depressão tropical Um.[6] A depressão formou-se a cerca de 640 quilômetros a leste-nordeste de Outer Banks, Carolina do Norte. Com condições meteorológicas relativamente favoráveis, foi previsto que a depressão iria se fortalecer para uma tempestade tropical no início da madrugada de 29 de Maio, antes de sua dissipação em águas mais frias águas logo a seguir. No entanto, o sistema não atingiu a intensidade de tempestade tropical forte, e ao invés disso, começou rapidamente a se enfraquecer mais tarde naquele dia.[7] A depressão tornou-se extratropical por volta das 17:00 AST (2100 UTC) daquele mesmo dia,[8] e foi absorvida por uma zona frontal pouco depois. Sua trajetória, formação e época de formação foram relativamente semelhantes à formação da tempestade tropical Um de 1940.[9]

Tempestade tropical Ana[editar | editar código-fonte]

Ana
Tempestade tropical  (EFSS)
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Duração 11 de Agosto de 2009—17 de Agosto de 2009
Intensidade 35 nós (65 km/h, 40 mph) 1 min, 1003 hPa (mbar)

Em 11 de agosto, a depressão tropical Dois formou-se oeste de Cabo Verde. O Centro Nacional de Furacões (NHC) previu que a depressão iria se tornar rapidamente uma tempestade tropical.[10] Porém, em 13 de agosto, a intrusão de ar mais seco e o cisalhamento do vento horizontal levou à degenração da depressão para uma área de baixa pressão remanescente.[11] Dias depois, o sistema voltou a mostrar sinais de organização com a ligeira melhora das condições meteorológicas, e voltou a se tornar uma depressão tropical no início da madrugada de 14 de agosto.[12] Horas depois, a depressão setornou a primeira tempestade tropical dotada de nome da temporada,[13] e avisos de tempestade tropical foram emitidos para a maior parte das Ilhas de Sotavento das Pequenas Antilhas.[14]

Em 16 de agosto, Ana enfraqueceu-se para uma depressão tropical novamente, após um avião caçador de furacão ter encontrado um sistema mal organizado.[15] Com base nas informações coletadas pelo avião caçador de furacões, o NHC previu que Ana iria se dissipar nos dias vindouros. Naquela madrugada, Ana seguiu pela maior parte das ilhas de Sotavento das Pequenas Antilhas com pouca variação de intensidade. Porém, a intrusão de ar seco e o cisalhamento do vento degeneraram mais uma vez Ana para uma área de baixa pressão remanescente enquanto o sistema seguia próximo a Porto Rico.[16]

Furacão Bill[editar | editar código-fonte]

Bill
Categoria 4  (EFSS)
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Duração 15 de Agosto de 2009—24 de Agosto de 2009
Intensidade 115 nós (213 km/h, 132 mph) 1 min, 943 hPa (mbar)

No final de 12 de agosto, uma forte onda tropical associado a uma área de baixa pressão deixou a costa oeste da África com grande quantidade de umidade.[17] Mais tarde naquele dia, a onda ficou mais bem organizada e gerou uma circulação ciclônica de baixos níveis. No entanto, a perturbação não apresentava áreas de convecção profunda significativas. Naquela noite, as áreas de convecção ficaram mais concentradas. No entanto, as condições meteorológicas ficaram mais desfavoráveis com o aumento do cisalhamento do vento. Em 14 de agosto, a perturbação se intensificou, e suas bandas de tempestade ficaram mais proeminentes e organizadas, indicando que a perturbação estava em processo de organização e intensificação. No dia seguinte, a perturbação se tornou a terceira depressão tropical da temporada.[18] Ainda naquele dia, a depressão se intensificou para a tempestade tropical "Bill".[19] Com boas condições meteorológicas, Bill continuou a se intensificar continuamente, e se tornou o primeiro furacão da temporada em 17 de agosto.[20] A partir de então, Bill começou a sofrer rápida intensificação, e atingiu a intensidade equivalente a categoria 3 na escala de furacões de Saffir-Simpson no dia seguinte, se tornando o primeiro grande furacão no Oceano Atlântico desde o furacão Paloma em 2008.[21] A tendência de intensificação continuou, e Bill se tornou um furacão de categoria 4 na manhã (UTC) de 19 de agosto, quando atingiu seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 215 km/h.[22]

Bill manteve seu pico de intensidade por cerca de 24 horas antes de encontrar condições meteorológicas ligeiramente menos favoráveis e começar a se enfraquecer consequentemente.[23] Bill continuou a seguir para nordeste, e então para norte, entre as Bermudas e a costa leste dos Estados Unidos enquanto se enfraquecia gradualmente. Durante a madrugada (UTC) de 24 de agosto, Bill fez landfall na península de Avalon, leste do Canadá, e se tornou um ciclone extratropical logo depois. Com isso, o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema ainda naquela manhã (UTC).[24]

Bill provocou fortes ressacas na costa leste dos Estados Unidos. Pelo menos duas pessoas morreream indiretamente quando foram levadas para o mar pelas fortes correntes de retorno no estado americano de Maine.

Tempestade tropical Claudette[editar | editar código-fonte]

Claudette
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Claudette 2009 track.png
Duração 15 de Agosto de 2009—17 de Agosto de 2009
Intensidade 45 nós (83 km/h, 52 mph) 1 min, 1006 hPa (mbar)

A quarta depressão tropical da temporada formou-se ao largo da costa oeste da Flórida, Estados Unidos, no leste do golfo do México, em 16 de agosto.[25] A perturbação organizou-se rapidamente a partir da interação de uma onda tropical e uma área de baixa pressão de altos níveis, e a formação de um ciclone tropical significativo não era prevista até momentos antes da formação da depressão.[26] Baseado em dados de um radar meteorológico da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em Tallahassee, Flórida, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou a depressão para a tempestade tropical "Claudette" ainda naquele dia.[27] Seguindo para norte-noroeste, Claudette fez landfall na Ilha Santa Rosa, Flórida, em 17 de agosto, com ventos máximos sustentados de 85 km/h.[28]

Mais tarde naquele dia, o NHC emitiu seu último aviso sobre Claudette assim que a tempestade seguia para o interior dos Estados Unidos e se enfraqueceu para uma depressão tropical.[29] No dia seguinte, o sistema remanescente de Claudette se dissipou totalmente sobre o estado americano de Alabama.

Tempestade tropical Danny[editar | editar código-fonte]

Danny
Tempestade tropical  (EFSS)
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Duração 26 de Agosto de 2009—29 de Agosto de 2009
Intensidade 50 nós (93 km/h, 58 mph) 1 min, 1006 hPa (mbar)

Em 26 de agosto, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou uma área de perturbações meteorológicas a leste das Bahamas diretamente para uma tempestade tropical, atribuindo-lhe o nome "Danny".[30] Com condições meteorológicas razoáveis, Danny continuou a se intensificar gradualmente assim que seguia para noroeste, e atingiu seu pico de intensidade durante a madrugada (UTC) de 27 de agosto, com ventos máximos sustentados de 85 km/h.[31]

A partir de então, o forte cisalhamento do vento começou a afetar negativamente a tempestade, que começou a se enfraquecer.[32] O NHC emitiu seu aviso final sobre Danny assim que o sistema se enfraqueceu para uma depressão tropical e começou a sofrer transição extratropical a leste dos Estados Unidos.[33]

Tempestade tropical Erika[editar | editar código-fonte]

Erika
Tempestade tropical  (EFSS)
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Duração 1 de Setembro de 2009—3 de Setembro de 2009
Intensidade 45 nós (83 km/h, 52 mph) 1 min, 1004 hPa (mbar)

Em 1 de setembro, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou uma área de perturbações meteorológicas a leste das Pequenas Antilhas diretamente para uma tempestade tropical, atribuindo-lhe o nome "Erika".[34] Com condições meteorológicas marginais para o seu desenvolvimento, Erika logo alcançou seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 95 km/h.[35]

Seguindo para oeste-noroeste, Erika começou a se enfraquecer assim que encontrava condições meteorológicas menos favoráveis.[36] Erika continuou a se enfraquecer assim que adentrou o mar do Caribe, e se enfraqueceu para uma depressão tropical durante a noite (UTC) de 3 de setembro.[37] A tendência de enfraquecimento de Erika continuou, e o sistema se degenerou para uma área de baixa pressão remanescente no início da madrugada (UTC) de 4 de setembro. Com isso, o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema.[38]

Erika causou chuvas fortes nas Ilhas de Sotavento das Pequenas Antilhas,[39] [40] em Porto Rico[41] e na Ilha de São Domingos (Haiti e República Dominicana).[42] Contudo, não houve relatos de danos significativos associados à tempestade.

Furacão Fred[editar | editar código-fonte]

Fred
Categoria 3  (EFSS)
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Duração 7 de Setembro de 2009—12 de Setembro de 2009
Intensidade 105 nós (194 km/h, 121 mph) 1 min, 958 hPa (mbar)

O furacão Fred formou-se de uma onda tropical que deixou a costa da África em 6 de setembro. Com condições meteorológicas favoráveis, o sistema se intensificou para uma depressão tropical logo a sul do arquipélago de Cabo Verde no dia seguinte.[43] Logo em seguida, no início da madrugada de 8 de setembro, a depressão se intensificou para uma tempestade tropical, e o Centro Nacional de Furacões, atribuiu-lhe o nome "Fred".[44] As boas condições meteorológicas persistiram e Fred continuou a se intensificar gradualmente, e o sistema se tornou um furacão no início da madrugada de 9 de setembro.[45] A partir de então, Fred começou a sofrer rápida intensificação, e se tornou um furacão de categoria 2 na escala de furacões de Saffir-Simpson poucas horas depois,[46] e um grande furacão quando alcançou a intensidade de um furacão de categoria 3 no início daquela tarde (UTC).[47] Fred se tornou o mais intenso ciclone tropical a leste do meridiano 35°W naquele momento, quando alcançou seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 195 km/h.[47]

A partir de então, Fred começou a se enfraquecer assim que encontrou condições meteorológicas menos favoráveis.[48] A tendência de enfraquecimento do sistema continuou, e Fred se enfraqueceu para uma tempestade tropical durante a noite (UTC) de 11 de setembro.[49] Na noite seguinte, Fred já não mais apresentava áreas de convecção profunda associadas, e o NHC desclassificou o sistema naquele momento para uma depressão tropical e emitiu seu aviso final sobre o sistema.[50]

Depressão tropical Oito[editar | editar código-fonte]

Oito
Depressão tropical  (EFSS)
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Duração 25 de Setembro de 2009—26 de Setembro de 2009
Intensidade 30 nós (56 km/h, 35 mph) 1 min, 1008 hPa (mbar)

Em 25 de setembro, uma área de perturbações meteorológicas associada a uma onda tropical se intensificou para uma depressão tropical a oeste de Cabo Verde, segundo o Centro Nacional de Furacões.[51] No entanto, a depressão não foi capaz de se intensificar e começou a se enfraquecer numa região com condições meteorológicas desfavoráveis. Com isso, o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema na noite (UTC) de 26 de setembro.[52]

Tempestade tropical Grace[editar | editar código-fonte]

Grace
Tempestade tropical  (EFSS)
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Duração 5 de outubro de 2009—6 de outubro de 2009
Intensidade 55 nós (102 km/h, 63 mph) 1 min, 986 hPa (mbar)

A tempestade tropical Grace formou-se a nordeste do arquipélago de Açores em 4 de outubro de uma área de baixa pressão extratropical.[53] Nenhum ciclone tropical jamais havia se formado tanto a nordeste e a leste no Oceano Atlântico em toda a era dos satélites. Além disso, Grace foi o terceiro ciclone tropical a ficar ativo nas proximidades da Europa, o primeiro sendo um sistema tropical em 1842 e o segundo sendo o Furacão Vince, que atingiu a Península Ibérica em 2005. Seguindo rapidamente para norte-nordeste, Grace atingiu seu pico de intensidade no início da madrugada (UTC) de 5 de outubro, com ventos máximos sustentados de 100 km/h.[54]

Logo em seguida, a tempestade fundiu-se com um sistema frontal, e o Centro Nacional de Furacões (NHC) emitiu seu aviso final sobre o sistema na madrugada (UTC) de 6 de outubro.[55]

Tempestade tropical Henri[editar | editar código-fonte]

Henri
Tempestade tropical  (EFSS)
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Duração 6 de outubro de 2009—8 de outubro de 2009
Intensidade 45 nós (83 km/h, 52 mph) 1 min, 1005 hPa (mbar)

Durante a noite (UTC) de 6 de outubro, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou uma área de perturbações meteorológicas a várias centenas de quilômetros a leste das Pequenas Antilhas diretamente para uma tempestade tropical, e lhe atribuiu o nome "Henri".[56] Com condições meteorológicas apenas marginalmente favoráveis, Henri logo atingiu seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 85 km/h.[57]

Logo em seguida, o aumento do cisalhamento do vento começou a enfraquecer a tempestade. Durante a manhã de 8 de outubro, Henri se enfraqueceu para uma depressão tropical,[58] e se degenerou para uma área de baixa pressão remanescente naquela noite (UTC). Com isso, o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema.[59]

Furacão Ida[editar | editar código-fonte]

Ida
Categoria 2  (EFSS)
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Duração 4 de novembro de 2009—10 de novembro de 2009
Intensidade 90 nós (167 km/h, 104 mph) 1 min, 978 hPa (mbar)

Em 4 de novembro, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou uma área de perturbações meteorológicas no sul do mar do Caribe, ao largo da costa da Costa Rica para a depressão tropical 11.[60] Seguindo lentamente para oeste-noroeste, a depressão se intensificou para a tempestade tropical "Ida" mais tarde naquele dia.[61] Ida tornou-se o terceiro furacão da temporada no início da tarde (UTC) de 5 de novembro. naquele momento, Ida também atingiu seu primeiro pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 120 km/h.[62]

Horas mais tarde, Ida se enfraqueceu para uma tempestade tropical assim que começou a se interagir com a costa da Nicarágua. Ida fez landfall na costa leste da Nicarágua pouco depois[63] e se enfraqueceu para uma tempestade tropical,[64] e para uma depressão tropical logo em seguida.[65] Seguindo para norte, Ida voltou a seguir sobre o mar do Caribe na noite (UTC) de 6 de novembro e se intensificou rapidamente, voltando a ser uma tempestade tropical na manhã (UTC) de 7 de novembro,[66] e um furacão na manhã seguinte.[67] Ida continuou a se intensificar assim que seguia para o canal de Iucatã, tornando-se um furacão de categoria 2 mais tarde naquele dia.[68] Ida atingiu seu segundo pico de intensidade, com ventos de até 165 km/h.[69]

A partir de então, Ida começou a se enfraquecer assim que encontrou águas mais frias e cisalhamento do vento no golfo do México.[70] Ida se enfraqueceu para uma tempestade tropical na noite (UTC) de 9 de novembro.[71] O sistema atingiu a costa do Alabama, Estados Unidos, no início da tarde (UTC) de 10 de novembro, e se tornou um ciclone extratropical horas depois. Com isso, o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema.[72]

Em El Salvador, as fortes chuvas de Ida causaram severas enchentes e deslizamentos de terra, causando pelo menos 124 fatalidades indiretas. No entanto, meteorologistas americanos afirmam que as chuvas fortes em El Salvador foram provocados por outra perturbação tropical no Pacífico.[73] Nos Estados Unidos, Ida e seu sistema remanescente causou pelo menos 11 fatalidades.[74] [75] [76]

Nomes das tempestades[editar | editar código-fonte]

Os nomes seguintes serão usados para dar nomes a tempestades que se formam em 2009 no oceano Atlântico norte. Os nomes não retirados nesta lista serão utilizados novamente na temporada de 2015. Esta lista é a mesma usada em 2003, exceto por Fred, Ida e Joaquin, que substituíram Frances, Isabel e Juan, respectivamente.[77]

  • Henri
  • Ida
  • Joaquin (sem usar)
  • Kate (sem usar)
  • Larry (sem usar)
  • Mindy (sem usar)
  • Nicholas (sem usar)
  • Odette (sem usar)
  • Peter (sem usar)
  • Rose (sem usar)
  • Sam (sem usar)
  • Teresa (sem usar)
  • Victor (sem usar)
  • Wanda (sem usar)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Furacão Catrina Portal da
meteorologia

Referências

  1. a b c Philip J. Klotzbach and William M. Gray (7 de Dezembro de 2008). Extended Range Forecast of Atlantic Seasonal Hurricane Activity and U.S. Landfall Strike Probability for 2009 (em inglês) Colorado State University. Visitado em 3 de janeiro de 2009.
  2. a b Climate Prediction Center (8 de Agosto de 2006). BACKGROUND INFORMATION: THE NORTH ATLANTIC HURRICANE SEASON (em inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Visitado em 2006-12-08.
  3. William M. Gray (07/04/2009). Mid-Season Forecast of Atlantic Seasonal Hurricane Activity and U.S. Landfall Strike Probability for 2009 (PDF) (em Inglês) Universidade do Estado do Colorado. Visitado em 07/04/2009.
  4. Government Weather Officials Predict Average 2009 Season (em Inglês) Washington Post (May 21, 2009).
  5. UKMO North Atlantic tropical storms seasonal forecast for 2009 (em Inglês).
  6. Franklin/Beven (28/05/2009). TROPICAL DEPRESSION ONE DISCUSSION NUMBER 1 (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 01/10/2009.
  7. Franklin and Beven (May 28, 2009). Tropical Depression One Discussion Number 1 (em Inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Visitado em 2009-05-28.
  8. Kimberlain and Franklin (May 29, 2009). Tropical Depression One Discussion Number 6 (em Inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Visitado em 2009-06-01.
  9. Jean H. Gallenne (1940). Tropical Disturbance of May 18-27, 1940 (em Inglês) American Meteorological Society Monthly Weather Review. Visitado em 2009-06-19.
  10. Pasch (11/08/2009). Tropical Depression TWO (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 19/08/2009.
  11. Beven (13/08/2009). Tropical Depression TWO (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 19/08/2009.
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  13. Blake (15/08/2009). Tropical Storm ANA (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 19/08/2009.
  14. Beven (15/08/2009). Tropical Storm ANA (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 19/08/2009.
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  24. Beven (24/08/2009). Tropical Storm BILL (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 30/09/2009.
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  26. Avila and Kimberlain (August 15, 2009). Tropical Weather Outlook 800 PM EDT August 15, 2009 (em Inglês) National Hurricane Center National Oceanic and Atmospheric Administration. Visitado em 2009-08-16.
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Ciclones tropicais da Temporada de furacões no Atlântico de 2009
Escala de Furacões de Saffir-Simpson
DT TS TT 1 2 3 4 5