Tigre-de-java

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Como ler uma caixa taxonómicaTigre-de-java
Panthera tigris sondaica 01.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta  (1970s) (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. tigris
Subespécie: P. t. sondaica
Nome trinomial
Panthera tigris sondaica
Temminck, 1844
Distribuição geográfica
Ilha de Java, na Indonésia
Ilha de Java, na Indonésia

O tigre-de-java (Panthera tigris sondaica) era uma subespécie de tigre que habitava a ilha de Java, na Indonésia. [carece de fontes?]

Características[editar | editar código-fonte]

Tal como o tigre-de-sumatra, apresentava uma pelagem mais escura em relação aos tigres do continente, tendo um aspecto mais delgado. Possuía listras mais finas, mais próximas umas das outras e mais numerosas.

Pesava entre 80 a 130 quilos, sendo a segunda menor subespécie de tigre, só perdendo para o tigre-de-bali e pesando menos da metade do tigre-siberiano. [carece de fontes?] Seu corpo possuía até 2,40 metros de comprimento total (incluindo a cauda).

Extinção[editar | editar código-fonte]

Na ilha Java foram encontrados fósseis de tigres primitivos (Panthera tigris trinilensis), de 1,2 milhões de anos atrás.

Porém os modernos tigres-de-java não descendiam destes, e sim de uma onda migratória vinda do Sudeste Asiático, ocorrida entre o final do Pleistoceno e começo do Holoceno. Até o final do século XIX foram abundantes na ilha, quando a população humana começou a crescer em Java e como resultado as áreas de florestas foram sendo destruídas para dar lugar a plantações e cidades. Além disso os tigres passaram a ser caçados por sua pele, por esporte e para defender os rebanhos dos fazendeiros, e suas presas tradicionais também tiveram seus números reduzidos.

Como resultado, o tigre passou a competir com outros predadores da ilha como os leopardos e cães selvagens. Em um período de menos de 100 anos, o tigre-de-java passou de ser considerado uma peste a um animal em perigo.

Na década de 1950 a população total de tigres estava reduzida a entre 20 a 25 indivíduos espalhados por toda a ilha, tendo sido extintos em 1960 do Parque Nacional de Ujung Kulon, famosa reserva natural de Java, aonde sobrevivem os últimos rinocerontes da ilha.

O último bastião dos tigres em Java foi uma área remota e montanhosa do sudeste da ilha chamada Meru-Betiri, que em 1972 passou a ser protegido. No mesmo ano houve o último registro visual de tigres na zona, e em 1979 foram vistos pela última vez umas pegadas que poderiam corresponder a três indivíduos diferentes.

Desde então não tem havido mais evidências confiáveis da existência do grande felino em Java, apesar da existência de alguns supostos registros visuais em Meru-Betiri que provavelmente correspondem na realidade a leopardos. [carece de fontes?]

Em cativeiro[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que houve tigres-de-java nos zoológicos de Roterdã, Berlim e em várias cidades da Indonésia, porém todas as evidências se extinguiram durante a Segunda Guerra Mundial. As reservas criadas em Java a partir dos anos 1940 eram demasiadamente pequenas para sustentar uma população viável de tigre e portanto foram incapazes de salvá-los. [carece de fontes?]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [1] - Site em inglês serve como fonte confiável para pesquisa.

Ver também[editar | editar código-fonte]