Vickers Wellington

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Vickers Wellington
Wellington em 1940
Descrição
Fabricante Vickers-Armstrongs (Aircraft) Ltd.
Primeiro voo 15 de junho de 1936
Entrada em serviço outubro de 1938
Missão bombardeiro, anti-submarino
Tripulação 6
Dimensões
Comprimento 19.69 m
Envergadura 26.27 m
Altura 5.31 m
Peso
Tara 8.435 kg
Peso bruto máximo 12.955 kg
Performance
Velocidade máxima 378 km/h
Tecto máximo 5.490 m
Armamento
Metralhadoras 6

O Vickers Wellington foi um bombardeiro médio britânico da Segunda Guerra Mundial. Foi o melhor bombardeiro bimotor da RAF durante a guerra, e suportou o peso dos bombardeios noturnos até a chegada dos quatrimotores, como o Avro Lancaster. O Wellington continuou atuando durante toda a guerra realizando outras tarefas, sobretudo como avião anti-submarino. Foi desenhado a partir de uma especificação de 1932 e entraria em serviço em 1938, sendo o único bombardeiro britânico que foi produzido durante todo o conflito. Era superior aos alemães em capacidade de carga de bombas e armamento defensivo, mas um pouco mais lento Dornier Do 17 (1800 kg de bombas) e Heinkel He 111 (2000 kg de bombas) e aos soviéticos Tupolev SB (600-1000 kg de bombas) e Ilyushin DB-3 (2500 kg de bombas). O Savoia-Marchetti SM.79 italiano era o único que era igualmente bem armado que o Wellington, além de ser mais rápido, mas por outro lado, levava bem menos bombas (O Wellington conseguia levar até 3000 kg de bombas, enquanto o SM.79 apenas 1500 kg.).

O Wellington foi popularmente conhecido como Wimpy pelos membros da RAF, pela personagem J. Wellington Wimpy das histórias de Popeye. O Wellington batizado como "B for Bertie" foi protagonista do filme de 1942 One of Our Aircraft Is Missing. Este foi um dos dois bombardeiros aos que lhe deu nome Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington, sendo o outro o Vickers Wellesley.

História operacional[editar | editar código-fonte]

O primeiro bombardeio da Royal Air Force na guerra foi protagonizado por Wellingtons dos esquadrões No. 9 e No. 149, junto com Bristol Blenheims, contra barcos alemães em Brunsbüttel em 4 de setembro de 1939. Durante este ataque, os dois Wellingtons converteram-se nos primeiros aviões a serem derrubados na fronte ocidental. Os esquadrões 9, 37 e 149 voltaram a atuar em 18 de dezembro desse ano numa missão contra barcos alemães em Schillig e Wilhelmshaven. Os caças da Luftwaffe acabaram com 12 dos bombardeiros e danificaram seriamente outros três; pondo de manifesto a vulnerabilidade dos aviões na hora de atacar caças, ao não ter os tanques de combustível selados nem suficiente armamento defensivo. O Wellington não tinha defesas contra os ataques que vinham desde cima e abaixo. Como consequência disto, os Wellingtons foram trasladados a operações noturnas e participaram no primeiro ataque noturno a Berlim, em 25 de agosto de 1940. No primeiro ataque de 1.000 aviões a Köln, em 30 de maio de 1942, 599 de 1.046 aeronaves eram Wellingtons (101 deles voados por tripulações polonesas).

Os Wellingtons realizaram 47.409 operações, lançando 41.823 toneladas de bombas e perdendo 1.332 aviões em ação.