Ângelo Machado

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Ângelo Machado
Nascimento 22 de maio de 1934 (83 anos)
Belo Horizonte, Minas Gerais
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação Médico, entomólogo, ambientalista e escritor
Prémios Prémio Jabuti 1993

Prêmio José Reis de Divulgação Científica (1995)

Ângelo Barbosa Monteiro Machado (Belo Horizonte, 22 de maio de 1934) é um médico, professor, entomológo e escritor brasileiro.

Como médico criou o Laboratório de Neurobiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais e conjuntamente com sua esposa Conceição Ribeiro da Silva Machado (Passagem de Mariana, 16 de setembro de 1936 — Belo Horizonte, 23 de agosto de 2007) foi responsável também pela criação do Centro de Microscopia Eletrônica do mesmo instituto.[carece de fontes?]

Como entomologista descreveu cerca de 100 espécies de libélulas. Como homenagem de outros pesquisadores, seu nome foi incorporado a 55 organismos, entre libélulas, borboletas, abelhas, besouros, aranhas e até um fungo. Em 2016 a revista científica Zootaxa dedicou-lhe um número especial comemorativo de seus 80 anos.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ângelo Machado graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1958, porém nunca exerceu a profissão, dedicando-se ao ensino e à pesquisa na área de neurobiologia. Em 1963, ainda na UFMG, obteve o título de doutor em Medicina e no período de 1965 a 1967 fez pós-doutorado na Northwestern University, Chicago, EUA.[carece de fontes?]

De volta à UFMG, trabalhou durante muitos anos pesquisando a glândula pineal e o sistema nervoso autônomo, área na qual fez uma de suas descobertas mais relevantes: a formação das vesículas sinápticas de noradrenalina, a partir do retículo endoplasmático liso, nos terminais axônicos.[carece de fontes?]

Também escreveu um livro didático bastante utilizado no ensino de graduação de Medicina, "Neuroanatomia funcional".[carece de fontes?]

Aposentou-se em 1987 como professor titular de Neuroanatomia e submeteu-se a novo concurso para docência, tornando-se professor adjunto de Entomologia. Assim, seu passatempo, o estudo de insetos, tornou-se profissão, o que o levou a iniciar um novo hobby: escrever livros para crianças nos quais a temática era a biologia. Essa atividade que lhe rendeu um Prêmio Jabuti em 1993 na categoria de Literatura Infantil. Eventualmente escreveu livros para adolescentes e adultos, como Os fugitivos da esquadra de Cabral (em 2000) e Manual de sobrevivência em festas e recepções com bufê escasso (1998).[3]

Em 2015 doou sua coleção pessoal de 35 mil libélulas catalogadas para a UFMG.[4]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de maio de 2015 recebeu o prêmio Bom Exemplo, que destaca a personalidade do ano em Minas Gerais.[5][6][7]

Obras literárias[editar | editar código-fonte]

Ângelo Machado tem uma vasta produção literária em que predominam os livros escritos para os públicos infantil e juvenil.[3]

Literatura científica[editar | editar código-fonte]

  • Neuroanatomia Funcional

Literatura infantojuvenil[editar | editar código-fonte]

  • A barba do velho da barba
  • O boto e seus amigos
  • O casamento da ararinha-azul: uma história de amor
  • Chapéuzinho Vermelho e o lobo-guará
  • O dilema do bicho-pau[8]
  • Douradinho, douradão, rio abaixo, rio acima
  • O esquilo esquecido
  • Estraladabão-tão-tão, o trovão
  • A festa de aniversário da Aline
  • Os fugitivos da esquadra de Cabral
  • Gente tem, bicho também: dente
  • Gente tem, bicho também: língua
  • Gente tem, bicho também: garganta
  • Gente tem, bicho também: nariz
  • Gente tem, bicho também: olho
  • O livro do pé
  • Manual de sobrevivência em festas e recepções com bufê escasso
  • O menino e a rã
  • O menino e o rio
  • A outra perna do Saci
  • O ovo azul
  • Que bicho fez o buraco?
  • Que bicho será que a cobra comeu?
  • Que bicho será que botou o ovo?
  • Que bicho será que fez a coisa?
  • O rei careca
  • Será mesmo que é bicho?
  • O tesouro do rei
  • O tesouro do quilombo
  • O velho da montanha: uma aventura amazônica
  • A viagem de Tamar, a tartaruga verde do mar
  • O vô e o vento
  • A mula com cabeça

Referências

  1. «Senhor das libélulas — Ciência Hoje». cienciahoje.uol.com.br. Consultado em 4 de março de 2016 
  2. Pinto, Ângelo Parise; Monné, Marcela L.; Paulson, Dennis R.; Takiya, Daniela M.; Calor, Adolfo R.; Duarte, Marcelo; Salles, Frederico F.; Nihei, Silvio S. (2016). «FOREWORD: EDITORS' INTRODUCTION». Zootaxa (em inglês). 4078 (1): 6–7. ISSN 1175-5334. doi:10.11646/zootaxa.4078.1.3 
  3. a b «Os dois lados de Ângelo Machado» (PDF). Casa da Ciência/UFRJ. Consultado em 2 de novembro de 2016 
  4. «Angelo Machado doa à UFMG maior coleção de libélulas da América do Sul». Notícias da UFMG. 30 de junho de 2015. Consultado em 30 de junho de 2015 
  5. «noticia». www.fdc.org.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  6. «José Israel Vargas, Angelo Machado e Clélio Campolina são agraciados com o Prêmio Bom Exemplo - Notícias da UFMG». UFMG 
  7. «Site oficial da Globo». Rede Globo. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  8. «FNLIJ - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - O dilema do bicho-pau». www.fnlij.org.br. Consultado em 15 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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