A Viuvinha

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A Viuvinha
Autor(es) José de Alencar
Idioma português brasileiro
País  Brasil
Género Romance
Localização espacial Rio de Janeiro (cidade) de 1844
Formato Folhetim
Lançamento 1857 (1a. edição)
Cronologia
O Guarani
Lucíola
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A Viuvinha

José Martiniano de Alencar (Messejana1 de maio de 1829 — Rio de Janeiro12 de dezembro de 1877) foi um escritor e político brasileiro. É notável como escritor por ter sido o fundador do romance de temática nacional, e por ser o patrono da cadeira fundada por Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras. Na carreira política, foi notória a sua tenaz defesa da escravidão no Brasil quando ministro da Justiça do segundo reinado.

Filho ilegítimo do padre e mais tarde senador José Martiniano Pereira de Alencar e de sua prima D. Ana Josefina de Alencar,era irmão do barão de Alencar, sobrinho de Tristão Gonçalves, neto de Bárbara de Alencar e primo em segundo grau do barão de Exu. Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e no Diário do Rio de Janeiro. Casou-se com Georgiana Augusta Cochrane (1846-1913), sendo pai do embaixador Augusto Cochrane de Alencar.

Estilo[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser considerado escrito no formato de carta, o autor da missiva não somente conta a história em terceira pessoa - não tendo participação nos eventos - como ainda exerce a função de narrador onisciente e onipresente.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: cincominutos contém revelações sobre o enredo.

Mais um romance urbano escrito por José de Alencar, em 1860.

Assim como em Cinco Minutos, o narrador (que é o mesmo) conta a história como se estivesse escrevendo uma carta para a sua prima: D.

Jorge é um rapaz que passou a vida inteira curtindo a vida e gastando o dinheiro de seu pai.

Um belo dia,conhece e se apaixona por Carolina, uma jovem moça recatada que vive com a sua mãe.

Essa paixão o faz abandonar a boemia, porém já é tarde demais, porque tantas loucuras e insanidades o transformaram em um homem endividado e pobre.

Ele descobre a sua real situação na véspera do seu casamento com Carolina. Chocado, ele resolve tomar uma atitude polêmica.

Após o casamento, ele (que havia dado um sedativo a esposa) espera a moça adormecer para sair e simular seu suicídio. Passa então a viver com o nome de Carlos.

Ele queria morrer para o mundo e viver sob outra identidade para que pudesse pagar sua dívida e voltar para a amada.

Nesta bela obra de José de Alencar não falta o mistério antes do tão esperado final feliz. Jorge/Carlos precisa saber se a sua esposa ainda o ama, então, arquiteta um plano e todos os dias passa a espioná-la.

Em um dado momento, escreve uma carta de amor para ela e marca um encontro para que possa falar do seu amor. Carolina sem saber que se trata do seu marido, fica com o coração divido, mas mesmo assim vai ao encontro.

Durante a conversa ele fala do seu amor, porém ela diz que ainda ama seu marido. Diante de tal prova de amor, Jorge se revela para a esposa e os dois se abraçam e se beijam. O final feliz é uma característica do Romantismo, os personagens sofrem, mas no final recebem o tão esperado prêmio.

Foram cinco anos de miséria e trabalho árduo, mas que no fim valeram a pena, pois foi com o trabalho que pôde pagar suas dívidas e voltar para Carolina, que nunca deixou de esperá-lo e amá-lo.

Como curiosidade, o livro faz referência a uma outra obra escrita por José de Alencar: Cinco Minutos.

No final do livro, o narrador conta para a prima que ouviu esta história de sua esposa Carlota. O narrador e Carlota (protagonistas de Cinco Minutos) são vizinhos de Jorge e Carolina

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Carolina: forma junto com Jorge o casal protagonista de A Viuvinha, é jovem, perfil suave e delicado, olhos negros e brilhantes, cílios longos, tranças que realçavam sua fronte pura, rica e apaixonada.
  • Jorge: jovem que já foi muito rico e agora se mostrara simples nos atos e na existência.
  • Dona Maria: mãe de Carolina, boa senhora de idade, viúva que se sentia solitária.
  • Sr. Almeida: negociante, ex-tutor de Jorge, velho de têmpera antiga, calvo, com energia no caráter, vivacidade no olhar e porte firme.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • A viuvinha, disponível no Google Book para donwload