O Jesuíta

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O O Jesuíta foi a última obra escrita por José de Alencar como dramaturgo, tida como a peça maldita. Foi escrita em 1861, por encomenda do renomado teatrólogo João Caetano.

Apresentado pela história da literatura brasileira como representante do Romantismo indianista, José de Alencar produziu obras que se caracterizam por evidenciar elementos do seu nacionalismo, ao retratarem a natureza e o índio como símbolos da identidade brasileira. A defesa de uma identidade nacional pelo ilustre escritor cearense não se construiu, entretanto, apenas através de seus famosos romances indianistas, mas também por meio das peças teatrais que escreveu, sendo O Jesuíta, de 1861, uma das mais polêmicas e menos conhecidas do escritor.


Sobre o autor[editar | editar código-fonte]

O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, em 1829. Antes de iniciar sua vida literária, foi advogado, jornalista, deputado e até ministro da justiça. Sua primeira obra, aos 26 anos, foi “Cinco Minutos”.

Pode-se considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das características indianista, psicólogo, regional e histórico.

Dono de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances famosos que abordavam o cotidiano, como é o caso de “Diva”, “Lucíola” e “A Viuvinha”. Assim como também foram de sua autoria os romances regionalistas: “O Sertanejo”, “O Gaúcho” e “Til”. Já no romance indianista, “Ubirajara”, "Iracema" e “O Guarani”, obtiveram grande destaque na literatura brasileira.

Apesar de ser mais conhecido por suas obras literárias, o escritor brasileiro fez também algumas peças de teatro: “Nas Asas de um Anjo”, “O Demônio Familiar” e escreveu “O Jesuíta”.

Faleceu aos 48 anos, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O drama histórico é dividido em quatro atos, celebrando o nativismo e o projeto de emancipação do país, é ambientado no Rio de Janeiro, em 1759. A peça recria o ambiente político que antecedeu a expulsão dos jesuítas, ocorrida no mesmo ano, apresentando o protagonista e a Ordem como os mais capazes para implantar o projeto de Nação do Brasil.

Encenada em 18 de setembro de 1875, e somente então publicada, foi um fracasso de público, tendo sido o princípio da ferrenha contenda literária entre Alencar e seu jovem crítico, Joaquim Nabuco.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • DR. SAMUEL, médico italiano.
  • CONDE DE BOBADELA, governador do Rio de Janeiro.
  • ESTÊVÃO DE MENDONÇA, pupilo de Samuel.
  • FR. PEDRO DA LUZ, feitor dos Jesuítas.
  • JOSÉ BASÍLIO DA GAMA, noviço da Companhia.
  • D. JUAN DE ALCALÁ, aventureiro espanhol.
  • MIGUEL CORREIA, alferes.
  • GARCIA, índio.
  • DANIEL, cigano.
  • D. CONSTANÇA DE CASTRO, filha natural do Conde.
  • INÊS, caseira de Samuel.


Referências

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  1. José de Alencar, SuaPesquisa, 25 de setembro de 2017
  2. O Jesuíta, Wikisource, 25 de setembro de 2017
  3. O Jesuíta: drama em quatro actos, Senado Federal, 25 de setembro de 2017
  4. O Jesuíta de José de Alencar, Vestibular1, 25 de setembro de 2017
  5. Eliane Cristina Deckmann Fleck e Mauro Dillmann Tavares , Um Apóstolo da Independência do Brasil: O projeto de Estado-Nação em O Jesuíta de José de Alencar, p. 2, Revista do Programa de Pós-Graduação em História, 2017