Guerra dos Mascates (livro)

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Guerra dos Mascates
Autor (es) Brasil José de Alencar
Idioma português brasileiro
País Brasil Brasil
Género Romance
Linha temporal 1710-1701
Localização espacial Pernambuco
Editora B. L. Garnier
Formato 2 volumes
Lançamento Vol. I 1873, Vol. II 1874 (1a. edição)
Cronologia
Último
Alfarrábios
Ao Correr da Pena
Próximo

Guerra dos Mascates é um romance em dois volumes do escritor brasileiro José de Alencar. O livro entrou no prelo em 1871, como se vê na página de rosto, mas apenas em 1873 foi publicado e segundo o próprio Alencar: "ainda assim desacompanhado do outro tomo, que lhe serve de parelha", que foi publicado em 1874.[1]

Sobre[editar | editar código-fonte]

Romance histórico situado no episódio de mesmo nome, ocorrido em Pernambuco, em 1710-1711, foi escrito em 1870, após a desilusão do autor com a política. Foi publicado em dois volumes: o primeiro, em 1873; o segundo, em 1874. Para esse romance em que a mesquinharia dos motivos políticos ganha relevo, Alencar redigiu três notas de apresentação ou comentários: duas para o primeiro e uma para o segundo volume. Em todas, adverte contra a tentação dos leitores de "ver personagens contemporâneos disfarçados nessas figuras do século passado" – ou seja, desperta e renova a atenção do leitor para aquilo que justamente finge repudiar.[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • O livro A luta opôs as famílias proprietárias de engenhos do interior, que viam com desconfiança a prosperidade de Recife, aos habitantes de Recife, onde residiam os "mascates", como eram designados os comerciantes portugueses,  resultando forte animosidade. Para fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania, os recifenses solicitaram e obtiveram do reino a jurisdição própria da sua vila. Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se apoderaram de Recife, depondo o governador e nomeando para o cargo o bispo de Olinda. A disputa era uma mistura de poder econômico e poder político, pois que os comerciantes do Recife pretendiam fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania. Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados, conservado Recife, sua autonomia. Os recifenses solicitaram e obtiveram da Coroa liberdade de jurisdição para sua cidade, então uma simples vila portuária.
  • Personagens: -Vidal Rebelo - Sebastião de Castro Caldas Barbosa (governador que apoiava os mascates) - casal protagonista: é Vidal Rebelo, filho de mercador e partidário do Recife e D. Leonor Barbalho, aristocrata olindense - Lisardo, o poeta de rimas pobres - Nuno, o cavaleiro petiço e magriço - D. Severa - Miguel Viana - governador desastrado D. Sebastião de Castro - Carlos de Enéia (antigo secretário do governador) - Capitão-mor, Pedro Ribeiro da Silva - Bernardo Vieira de Melo e seu pai, o coronel Leonardo Bezerra Cavalcanti, invadiram o Recife - bispo Manuel Álvares da Costa - Felix José de Mendonça (novo governador) - um dos chefes da rebelião era o proprietário de engenho Bernardo Vieira de Melo
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Referências

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Nota: Em Portugal, Miguel Real lançou um livro com um título homónimo, um romance baseado neste acontecimento histórico. O livro foi publicado em 2011 pela Dom Quixote, uma editora do grupo Leya, com sede em Alfragide.