Avenida Rio Branco (Juiz de Fora)

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Avenida Barão do Rio Branco
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
Trecho da Avenida Barão do Rio Branco no Centro de Juiz de Fora, em uma manhã de domingo.
Tipo Avenida
Inauguração 1836 (182 anos)
Extensão 6,4 km - trecho reto com 5,8 km (3º maior trecho reto do Brasil)
Início Interseção da Rua Paracatu - Bairro Santa Terezinha
Cruzamentos As principais: Av. Presidente Itamar Franco; Rua Halfeld; Av. Getúlio Vargas; Av. dos Andradas; Av. Brasil
Fim Praça Carrefour - bairro Cruzeiro do Sul
Lugares que atravessa Centro, Santa Teresinha, Manuel Honório, Alto dos Passos, Bom Pastor e Cruzeiro do Sul

Avenida Barão do Rio Branco, bem conhecido como Avenida Rio Branco, é um logradouro do município de Juiz de Fora, Brasil. Principal via de circulação da cidade, foi projetada em 1836 como alternativa ao Caminho Novo, sendo denominada Estrada do Paraibuna (ou Estrada Nova) e posteriormente Rua Principal e Rua Direita, até receber a nomenclatura atual.[1] É considerada a terceira maior avenida em linha reta do Brasil[2] após a Avenida Teotônio Segurado em Palmas e a Avenida Caxangá em Recife.

A avenida possui 184 postes de concreto circular de 11,5 metros, com duas luminárias de uma lâmpada cada.[3] O sistema de iluminação anterior, instalado na década de 1980, utilizava 109 postes de 20 metros.[3] À época, o nível de luminosidade foi bom, mas passou a ser interferido pelas árvores, que mudaram de porte.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Em 1836 o engenheiro alemão Henrique Halfeld construiu a Estrada do Paraibuna como parte de um projeto para criar uma via alternativa ao Caminho Novo e ligar Vila Rica (atual Ouro Preto) ao Rio de Janeiro. A estrada acabou por desempenhar um papel importante no desenvolvimento local, desviando o núcleo original do povoamento (que surgira em torno da velha fazenda do juiz de fora) e tornando-se o centro do poder político e administrativo do nascente município.[2][4]

Projeto urbanístico[editar | editar código-fonte]

A Estrada do Paraibuna foi o eixo que orientou o desenvolvimento de Juiz de Fora. Num traçado transversal e paralelo à estrada projetada por Halfeld, foram abertas as primeiras ruas do povoado, em terras que pertenceram ao tenente Antônio Dias Tostes e que hoje compreendem a região central da cidade.[5]

Por determinação da Lei Provincial de 31 de maio de 1850, é criado o município de Santo Antônio do Paraibuna. A câmara municipal é instalada em 1853 numa construção adquirida de Halfeld, próximo ao largo onde seria construído pouco depois o Jardim Municipal (atual Parque Halfeld).[5]

A vila é elevada à categoria de cidade em 1856, enquanto prossegue o desenvolvimento urbano em torno do centro do poder. Em 1860, com a Estrada do Paraibuna já renomeada para Rua Direita, a câmara encomenda um plano para "desenhar a cidade tal qual ela se acha edificada" e "traçar o plano da mesma tal qual deve ser para o futuro edificada", incluindo o projeto de que "as ruas perpendiculares à rua Direita fossem abertas até a serra adjacente à cidade" (no caso o Morro do Imperador).[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Avenida Rio Branco". ACESSA.com
  2. a b "Avenida Rio Branco". DescubraMinas
  3. a b c «Avenida Rio Branco - Região do Mergulhão recebe novo sistema de iluminação». Secretaria de Obras. Prefeitura de Juiz de Fora. 13 de março de 2012. Consultado em 15 de março de 2012. Ao todo a Rio Branco está recebendo 184 novos postes de concreto circular, de 11,5 metros, com duas luminárias por poste fixadas em suporte, contendo uma lâmpada em cada unidade. O novo sistema substitui os atuais 109 postes, instalados na década de 1980. À época, os equipamentos, com aproximadamente 20 metros de altura, proporcionaram um bom nível de luminosidade. No entanto, com o passar dos anos, as árvores ganharam um porte tal que interferem na iluminação da via. 
  4. "História - Juiz de Fora". Idas Brasil
  5. a b c "Juiz de Fora". As Minas Gerais