China Miéville

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China Tom Miéville
China Miéville no festival internacional de ficção científica: Utopiales, em 2010.
Nascimento 6 de setembro de 1972 (45 anos)
Norwich  Reino Unido
Nacionalidade britânico
Ocupação Escritor e ativista político
Género literário Fantasia, Steampunk, Ficção estranha

China Tom Miéville FRSL, ( /ˈnə miˈvəl/; Norwich, 06 de setembro de 1972) é um autor de fantasia e roteirista de histórias em quadrinhos, professor e político inglês. Muitas vezes ele descreve seu trabalho como weird fiction (ficção estranha) e pertence a um grupo restrito de escritores às vezes denominado new weird.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Norwich e foi criado em Willesden, noroeste de Londres, e viveu na cidade desde a infância. Ele cresceu com a irmã Jemima e a mãe Claudia, tradutora, escritora e professora. Seus pais se separaram logo após seu nascimento e ele disse que "nunca conheceu de fato" o pai. Os pais escolheram o primeiro nome dele, China, de um dicionário, procurando um nome bonito. Em virtude do nascimento de sua mãe em Nova York, Miéville tem dupla cidadania americana e britânica.

Aos 18 anos, em 1990, ensinou inglês durante um ano no Egito, onde desenvolveu um interesse pela cultura árabe e pela política do Oriente Médio.

Miéville fez bacharelado em Antropologia Social na Faculdade de Clare, em Cambridge, graduando-se em 1994, fez mestrado e doutorado em Relações Internacionais na Faculdade de Economia de Londres, em 2001.[2] Hoje é professor de Escrita Criativa na Universidade de Warwick.[3]

Ele se tornou membro da Sociedade Real de Literatura em 2015.[4]

Influências[editar | editar código-fonte]

Seu trabalho tem sido categorizado como ficção científica, fantasia e como "surrealismo urbano".[5] Miéville listou como "heróis" literários: M. John Harrison, Michael de Larrabeiti, Michael Moorcock, Thomas M. Disch, Charles Williams, Tim Powers e J. G. Ballard; também frequentemente aponta como influênciasː H. P. Lovecraft, Mervyn Peake, Ursula K. Le Guin e Gene Wolfe.

Política[editar | editar código-fonte]

Ele tem posicionamento político de esquerda e já foi membro da Organização Internacional Socialista (Estados Unidos), também Já foi membro do Partido dos Trabalhadores Socialistas (Reino Unido) e em 2013 foi membro fundador do Partido Unidade de Esquerda (Reino Unido).

Se candidatou a Câmara dos Comuns do Reino Unido nas eleições gerais de 2001, pela "Aliança Socialista", sem sucesso, ganhou 459 votos, ou seja, 1,2%,[6] disputando em Regent's Park e Kensington North (distrito eleitoral de Londres).

Adaptações[editar | editar código-fonte]

  • The City and the City, (Série de TV, 2018). Seu livro The City & the City de 2009, (No Brasil: A Cidade e a Cidade, 2014), foi adaptado para a televisão em uma minissérie de 4 episódios pela BBC, no Reino Unido.[7]

Obras de Ficção[editar | editar código-fonte]

Série Bas-Lag[editar | editar código-fonte]

  • Perdido Street Station (2000) no Brasilː Estação Perdido (Boitempo Editorial, 2016)
  • The Scar (2002)
  • Iron Council (2004)

Outros Romances[editar | editar código-fonte]

  • King Rat (1998) no Brasilː Rei Rato (Editora Tarja, 2011)
  • Un Lun Dun (2007)
  • The City & the City (2009) no Brasilː A Cidade e a Cidade (Boitempo Editorial, 2014)
  • Kraken (2010)
  • Embassytown (2011)
  • Railsea (2012)

Novelas[editar | editar código-fonte]

  • The Tain (2002)
  • This Census-Taker (2016)[17]
  • The Last Days of New Paris (2016)

Contos[editar | editar código-fonte]

  • Looking for Jake (2005)
  • The Apology Chapbook (2013)
  • Three Moments of an Explosion: Stories (2015)

Livro de colorir infatil[editar | editar código-fonte]

  • The Worst Breakfast (2016) - (ilustrado por Zak Smith)

Livros de Quadrinhos (português brasileiro) ou Banda Desenhada (português europeu) [editar | editar código-fonte]

  • Hellblazer (1988) – No. 250 "Holiday Special": "Snow Had Fallen"
  • Dial H (2012–2013)
  • Justice League (2011) – #23.3 "Dial E #1: Dial Q for Qued"

Obras de Não-ficção[editar | editar código-fonte]

  • Between Equal Rights: A Marxist Theory of International Law, (Tese de Doutorado, 2005)
  • Red Planets: Marxism and Science Fiction (com Mark Bould; Wesleyan University Press, 2009)
  • Pathfinder Chronicles: Guide to the River Kingdoms (com Elaine Cunningham, Chris Pramas e Steve Kenson; Paizo Publishing, 2010)

Ensaio[editar | editar código-fonte]

  • London's Overthrow (2011)

Referências

  1. «Folha de S.Paulo - Livros - "New weird": Nova onda atualiza a literatura fantástica - 18/03/2006». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 11 de novembro de 2016. 
  2. «Joan Gordon -- Reveling in Genre: An Interview with China Miéville». www.depauw.edu (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2016. 
  3. «Renovador da literatura fantástica, China Miéville tem sua obra lançada no Brasil». O Globo. 18 de dezembro de 2014 
  4. «Royal Society of Literature  » Current RSL Fellows». rsliterature.org (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2016. 
  5. Hanks, By Robert. «The City and the City by China Miéville: review». Telegraph.co.uk (em inglês) 
  6. «RESULTS & CONSTITUENCIESː Regent's Park & Kensington North». news.bbc.co.uk (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2016. 
  7. https://www.imdb.com/title/tt7205264/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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