Coluna (Minas Gerais)

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Município de Coluna
Vista panorâmica de parte da cidade de Coluna, com a serra da Coluninha ao fundo

Vista panorâmica de parte da cidade de Coluna, com a serra da Coluninha ao fundo
Bandeira de Coluna
Brasão de Coluna
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 20 de setembro de 1890 (128 anos)
Emancipação 12 de dezembro de 1953 (64 anos)
Gentílico colunense
Padroeiro(a) Santo Antônio
CEP 39770-000
Prefeito(a) Sady Ribeiro Damas[1] (PT do B)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Coluna
Localização de Coluna em Minas Gerais
Coluna está localizado em: Brasil
Coluna
Localização de Coluna no Brasil
18° 14' 02" S 42° 50' 24" O18° 14' 02" S 42° 50' 24" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2008 [2]
Microrregião Guanhães IBGE/2008 [2]
Região
intermediária

Governador Valadares IBGE/2017[3]

Região
imediata

Guanhães IBGE/2017[3]

Municípios limítrofes São José do Jacuri (SE), Rio Vermelho (O), Itamarandiba (N), Frei Lagonegro (NE), Paulistas (SO) e São João Evangelista (S)[4]
Distância até a capital 361 km
Características geográficas
Área 347,610 km² [5]
População 8 907 hab. (MG: 387º) –  estimativa IBGE/2018[6]
Densidade 25,62 hab./km²
Altitude 691 m
Clima Tropical (Aw)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,583 baixo PNUD/2010[7]
PIB R$ 36 883,972 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 3 858,56 IBGE/2008[8]
Página oficial
Prefeitura www.coluna.mg.gov.br

Coluna é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Seu nome deriva de uma serra existente na região, a “Serra da Coluninha”. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 8 907[6] habitantes.

O município possui várias comunidades rurais (denominadas “córregos” na região), como exemplos podemos citar: Córrego São Pedro, Córrego dos Borges, Córrego do Itimirim, Córrego do Jácome, etc; que são geralmente delimitados por limites naturais, como: montanhas, rios ou matas.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros moradores da região, Manoel Gonçalves Prudente (também conhecido como Manoel Pena) e sua esposa Delfina Maria da Conceição, doaram parte de suas terras para a formação de um povoado, no ano de 1885. Este recebeu o nome de Santo Antônio da Coluna.

No mesmo ano de 1885, no dia 15 de agosto, foi erguido um cruzeiro no centro do povoado, pelo bispo Dom João Antônio dos Santos. No local foi erguida uma capela que hoje constitui a Igreja Matriz Santo Antônio de Coluna, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Em meados de 1889, várias famílias se mudaram para a área, desenvolvendo a região. Os responsáveis por este crescimento foram Francisco Gomes Lisboa, Joaquim Marques da Fonseca, Herculano da Silva Torres, Teófilo Pereira de Oliveira, Joaquim Gomes de Oliveira e o já citado Manoel Pena.

No ano seguinte, o povoado foi elevado a condição de distrito, pelo decreto estadual nº 192, de 20 de setembro de 1890 e pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891.

No ano de 1923, o nome do distrito foi reduzido para Coluna, por meio da lei estadual nº 843, de 7 de setembro deste ano. Além disso, o distrito, então pertencente ao município de Peçanha, foi transferido para o município de São João Evangelista.

Com o decreto-lei estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Coluna adquiriu parte do distrito de São José do Jacuri, pertencente ao município de Peçanha. A divisão territorial atual data de 1960.

Em 1953, com o desenvolvimento da região, foi criado o município de Coluna.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está localizado na sub-bacia hidrográfica do rio Suaçuí Grande, sendo esta, por sua vez, localizada na bacia hidrográfica do rio Doce.[9] O sistema hidrográfico colunense abrange apenas alguns córregos e riachos, dos quais podemos citar:

  • O córrego do Jácome e o Matinada, que têm suas nascentes a poucos quilômetros da cidade de Coluna, correndo paralelamente até que o Jácome se una ao Matinada, indo este desaguar no rio Suaçuí Grande, que é um limite natural entre os municípios de Coluna e Paulistas.[9]
  • O rio Japão, que nasce na parte oeste do município, na comunidade do Bomfim, a 6 quilômetros da cidade, e corre para o sul, indo desaguar no rio Suaçuí Grande.
  • O córrego São Joaquim, que nasce a 6 quilômetros da cidade de Coluna, desaguando no rio Matinada, já dentro da cidade.
  • O córrego São Pedro, que nasce na comunidade do Bomfim, e corre para o oeste, desaguando no rio Cocais, já no limite com o município de Rio Vermelho.
  • Entre outros rios de menor importância podemos citar: São Matheus, São José, Piaus, entre outros, os quais também deságuam no rio Suaçuí Grande.[10]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Paisagem com a serra da Coluninha ao fundo

Todas os anos, no município, acontece um evento chamado “Festa de Colunenses Ausentes e Amigos de Coluna”. Tal acontecimento atrai a atenção da maior parte dos moradores da região e de municípios vizinhos. O evento teve duração de quatro dias até o ano de 2016. A partir de 2017, o evento passou a ter duração de cinco dias, sendo realizado no mês de julho, geralmente na penúltima semana do mês. Na festa os visitantes e os cidadãos colunenses podem contar com shows, barracas diversas, torneios de sinuca, peteca e etc. Também na quarta-feira que antecede o início da festa acontece uma admirada cavalgada.

Alguns pontos turísticos são a Igreja Matriz; a Casa de Cultura Mata Virgem, no Córrego do Japão e o cruzeiro, erguido em um morro próximo da praça central de Coluna. O município oferece atrativos naturais como a Serra da Coluninha, com aproximadamente 700 metros de altitude, sendo local de uma incrível vista panorâmica da região. Podemos citar também as cachoeiras da Fumaça e Pitangueiras, situadas no Rio Suaçuí. Nas proximidades da cidade, um local bastante visitado é a Cachoeira Santa Joana, já no município de Itamarandiba.

Economia[editar | editar código-fonte]

Na agricultura, destaca-se principalmente o alho, fonte de renda para o município. O café, o feijão, a cana-de-açúcar e o milho também são produzidos. São famosos também os queijos e doces fabricados em Coluna. Recentemente, tem sido desenvolvida a fabricação de tapetes arraiolos na região.

O principal acesso à cidade se dá pela rodovia MG-117.

Referências

  1. «Eleições 2016 — Coluna/MG». Consultado em 29 de julho de 2018. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 31 de outubro de 2017. 
  4. «Mapa dos municípios da região do Vale do Rio Doce (MG)». brasilchannel.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2018. 
  5. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  6. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 12 de setembro de 2018. 
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  9. a b «Bacia hidrográfica do rio Suaçuí Grande». www.cbhsuacui.org.br. Consultado em 17 de agosto de 2018. 
  10. Casa de Cultura ‘Mata Virgem’. Consultada em 13 de agosto de 2018

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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