Peçanha

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Município de Peçanha
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 7 de janeiro de 1881 (138 anos)[1]
Gentílico peçanhense[2]
Padroeiro(a) Santo Antônio[3]
CEP 39700-000 a 39702-999[4]
Prefeito(a) Eustaquio de Carvalho Braga (PSB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Peçanha
Localização de Peçanha em Minas Gerais
Peçanha está localizado em: Brasil
Peçanha
Localização de Peçanha no Brasil
18° 32' 56" S 42° 33' 25" O18° 32' 56" S 42° 33' 25" O
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária

Governador Valadares IBGE/2017[5]

Região imediata

Guanhães IBGE/2017[5]

Municípios limítrofes Sardoá, Coroaci, São João Evangelista, Cantagalo, São Pedro do Suaçuí, Santa Maria do Suaçuí, Divinolândia de Minas, Virginópolis e Virgolândia
Distância até a capital 310 km
Características geográficas
Área 996,646 km² [2]
Distritos Peçanha (sede) e Santa Teresa do Bonito[6]
População 17 545 hab. estatísticas IBGE/2018[2]
Densidade 17,6 hab./km²
Altitude 780 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,627 médio PNUD/2010[7]
PIB R$ 194 445,47 mil IBGE/2016[8]
PIB per capita R$ 10 890,86 IBGE/2016[8]

Peçanha é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce e sua população estimada em 2018 era de 17 545 habitantes.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1752, uma expedição comandada por João Peçanha Falcão partiu da Vila do Príncipe, hoje cidade do Serro, à procura de ouro. Descendo pelo Rio Suassuí em direção ao Rio Doce, a expedição subiu até a nascente do Rio Suassuí Pequeno, encontrando aí vestígios de ouro numa encosta da Serra Negra, entre os Morros da Bomba e Paneleiro, a 780 metros de altura. No local formou-se um povoado com curioso traçado, onde se construiu uma igreja que foi denominada Igreja de Santo Antônio. As denominações primitivas do povoado eram Santo Antônio do Peçanha, Santo Antônio do Descoberto do Peçanha e Rio Doce. A vila foi elevada a cidade em 13 de Setembro de 1881, com o nome de Suaçui, desmembrando-se do município do Serro. Em 1887, voltou a chamar-se Santo Antônio do Peçanha. Em 1911 assumiu o nome de Peçanha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Peçanha localiza-se na região leste do estado de Minas Gerais, a 310 km de Belo Horizonte. Suas coordenadas geográficas são: 18°33'S e 42°33'W

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[9] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Governador Valadares e Imediata de Guanhães.[5] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Peçanha, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.[10]

Relevo[editar | editar código-fonte]

A zona urbana da cidade apresenta relevo acidentado, com declividades acentuadas. Uma escarpa coberta por mata virgem circunda o centro urbano. No topo há uma chapada de onde se tem uma ampla visão do horizonte em ângulo de praticamente 360°, sendo possível vislumbrar, à noite, os reflexos das luzes das cidades de menor altitude, tais como Belo Horizonte, a exatos 310 km de distância, e Governador Valadares, a 110 km. A cidade, por ter um formato parecido com uma 'panela', tem seus habitantes conhecidos carinhosamente como 'paneleiros'.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O município apresenta vegetação arbórea e herbácea nativa típica de clima tropical de média altitude. Pastos formados para a alimentação de gado bovino e, mais recentemente, umas das maiores plantações de eucalipto para celulose do Estado de Minas Gerais tomaram considerável espaço da antiga floresta, a Mata do Peçanha, que ocupava 80% da área do município.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Rio Suaçuí Pequeno, que nasce no município, e o Rio Suaçuí, que corta parte do município, contribuem para a formação da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

Economia[editar | editar código-fonte]

A base econômica do município é a agropecuária, o comércio e a indústria de transformação e beneficiamento de produtos agrícolas. Em Peçanha se produz, além de madeira de reflorestamento para variados fins, feijão, mandioca, milho, arroz, amendoim, batata-doce, café e cana-de-açúcar, bem como queijos do tipo Serro, entre outros.

Comércio[editar | editar código-fonte]

O comércio da cidade tem como base lojas de vestuário, estabelecimentos alimentícios, lanchonetes e produtos agropecuários.

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

É significativa a agropecuária na cidade, destacando-se a criação de gado leiteiro, a indústria de laticínios, tais como queijos, manteiga, requeijão, iogurte, parmesão e leite.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A festa do padroeiro da cidade, Santo Antônio (13 de junho) mostra um folclore rico, com a apresentação da "Marujada", "Cablocos", "Bonecos Gigantes" Banda de Música, Lira Paroquial Treze de Junho e crianças brincando nos "Cavalinhos de Jacá".

O carnaval de Peçanha reúne tradicionais blocos carnavalescos, tal como o Bloco dos Sujos, em que as pessoas apresentam as mais variadas fantasias. Uma grande parte dos foliões ficam em blocos como A Liga, Bicho Maluco Beleza e o Tá Bombando. Em 2007 a Escola de Samba Liberdade voltou a desfilar na ladeira, deslumbrando com paetês e plumas os olhos do povo; uma rica cultura a ser preservada. E com a notória hospitalidade dos habitantes da cidade, o carnaval de Peçanha fica cada vez mais conhecido, atraindo, assim, inúmeros turistas. Em 2012 o carnaval da cidade conseguiu a inédita classificação como 2º melhor carnaval do interior de Minas Gerais, ficando atrás apenas de Diamantina.

Grupos étnicos[editar | editar código-fonte]

A população de Peçanha compõe-se de pessoas que se auto-denominam como: brancos (43,6%), pardos (37,2%), negros (18,0%), indígenas (0,3%) e amarelos (0,2%). Pode ser considerada, assim, uma cidade multirracial.

Saúde[editar | editar código-fonte]

O Hospital Santo Antônio, doado pelo falecido banqueiro peçanhense João do Nascimento Pires, já foi modelo de excelência em atendimento na área da saúde pública regional. Nos dias de hoje, passa por uma reforma que garantirá à população a excelência que atingira no passado. A cidade foi contemplada em 2010 com a inauguração do Centro de Saúde da Mulher, localizado no bairro Bomba.

Educação[editar | editar código-fonte]

A rede de ensino de Peçanha compõe-se das seguintes escolas:

  • Escola Estadual "Deputado Sady da Cunha";
  • Escola Estadual "Senador Simão da Cunha";
  • Escola Estadual "Dr. Antônio da Cunha Pereira";
  • Ginásio Municipal, onde funciona, atualmente, uma instituição de ensino superior;
  • Escola Municipal Pré-Escolar "Sagrada Face".
  • Escola particular "Instituto Educacional Bravieira"

A cidade conta ainda com mais 29 escolas municipais localizadas na zona rural.

Lazer[editar | editar código-fonte]

Parques e praças[editar | editar código-fonte]

  • Parque municipal da cidade, denominado Parque da Mãe D'Água, que conta com árvores centenárias e duas fontes de água, e em cujo interior foi construído uma arena para a prática do futebol, circundada por bela mata;
  • Praça do Fórum Desembargador Forjaz de Lacerda, com fonte luminosa;
  • Praça Getúlio Vargas, onde se situa a igreja Matriz;
  • Praça do coreto, de nome Praça Dr. Antônio Augusto da Cunha Pereira, situada no alto da Avenida dos Bragas, onde tradicionalmente acontece a montagem de palcos para shows artísticos e para as comemorações de carnaval e passagem de ano;
  • Largo do Rosário, localizado em parte alta, que oferece vista panorâmica da cidade.

Estádios[editar | editar código-fonte]

O Estádio Municipal Juarez Vieira da Silva encontra-se localizado no interior do tradicional Parque da Mãe D'Água, circundado por árvores centenárias, destacando-se o pau-brasil.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

A BR-120 e a MG-314 são as principais rodovias que ligam Peçanha à capital mineira, Belo Horizonte, e a Governador Valadares. Peçanha conta também com uma linha circular de transporte coletivo urbano.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no topo da chapada um campo de pouso para pequenas aeronaves, sem iluminação, de terra batida compacta, que possui cerca de 1.000 metros lineares. Não há linhas aéreas regulares que tenham como destino o município.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Peçanha - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 4 de julho de 2019 
  2. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Peçanha». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  3. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 5. Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 4 de julho de 2019 
  4. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 4 de julho de 2019 
  5. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 4 de julho de 2019 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Peçanha - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  7. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 4 de julho de 2019. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014 
  8. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 4 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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