Confederação Brasileira de Xadrez

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Confederação Brasileira de Xadrez
(CBX)
Tipo Desportiva
Enxadristica
Fundação 6 de novembro de 1924 (96 anos)
Profissão Enxadrista
Sede Espírito Santo (estado) Santa Maria de Jetibá.
Línguas oficiais português e inglês.
Filiação FIDE
Presidente AI Máximo Igor Macedo[1]
Organização vice-presidentes:
AI Antonio Bento
(técnico)
Charles Moura Netto
(financeiro)
MF Marcos Hazin Asfora
(relações exteriores)
AN Julio Lapertosa Viana
(projetos de xadrez educacional)
Maximo Macedo
(administrativo)
Antigo nome Federação Brasileira de Xadrez
Sítio oficial Site oficial

A Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) é a entidade máxima do xadrez no Brasil que regulamenta e organiza as competições oficiais de xadrez no país. Surgiu em 6 de novembro de 1924 como Federação Brasileira de Xadrez. É filiada à Federação Internacional de Xadrez (FIDE).[2] Darcy Lima foi o presidente até o final de 2020.[3]

A CBX é uma associação privada cuja principal atividade econômica é a produção e promoção de eventos esportivos. A ela respondem as Federações estaduais, responsáveis pelos campeonatos em cada Unidade da Federação. À CBF cabe definir e publicar, através de seu Boletim Informativo Diário (BID) os nomes dos atletas dos plantéis profissionais que estão legalmente aptos e autorizados a atuar em partidas oficiais de xadrez, bem como os titulados.

História[editar | editar código-fonte]

A história do xadrez no Brasil é longa, os primeiros campeonatos nacionais já eram disputados em 1927. O primeiro campeão foi João de Souza Mendes Junior, ele venceu o campeonato que foi disputado no Rio de Janeiro. Além de enxadrista, Mendes também era médico otorrinolaringologista, médico sanitarista do Instituto Oswaldo Cruz. Mendes disputou diversos campeonatos de xadrez e foi um importante jogador pra a história do xadrez no Brasil.[4] O primeiro campeonato feminino de xadrez foi disputado em 1960 e a vencedora foi Dora de Castro Rúbio. O torneio ocorreu na cidade de Brusque e foi lá que Dora se consagrou a primeira mulher a ganhar um torneio de xadrez nacional no Brasil.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Alguns exadristas notórios (como o MI Roberto Molina][5]) e dirigentes de federações regionais de xadrez têm criticado a atuação da CBX e revelado ter dificuldades de relacionamento, devido a entidade não manter uma posição profissional.

  • Desrespeito a Lei Pelé[6]. A CBX não atende as normas da Lei 9.615 de 24 de março de 1998, baseada nos princípios da Constituição. Criada com o intuito de dar mais transparência e profissionalismo ao esporte nacional, a Lei Pelé estabelece um marco. A CBX, pelo contrário, não é transparente em suas atividades financeira e administrativa, e sequer responde e-mails sobre o assunto. Em seu site e seus comunicados não é possível obter tais informações.
  • Desrespeito à autonomia das federações regionais, impõe restrições de organização de torneios FIDE e dificulta a apresentação de documentos e pagamento de taxas. Alguns líderes de federações têm sofrido exclusão de participação e até direito à voto, por desentendimentos com membros da CBX. Por exemplo, o presidente da Federação de Xadrez do Paraná, Paulo Virgilio Rios Rodriguez, que também é vice-presidente técnico da chapa Restauração, foi até o local da eleição a presidência da CBX, em 2020, mas acabou impossibilitado de votar e só conseguiu assistir a votação após uma longa discussão.[7] O presidente da Federação de Xadrez do Paraná também se desentendeu com a CBX sendo excluído de decisões importantes sobre o xadrez no Brasil e não teve seus e-mails respondidos até a gestão de Darcy Lima. Também acontece da CBX tornar federações irregulares sem fornecer qualquer justificativa aos jogadores, membros ou a comunidade.
  • Alvo de diversos processos movidos por enxadristas. Por exemplo, o Processo nº 0000044-85.2019.8.08.0056, no qual foi concedida a Medida Liminar em favor de Roberto Molina contra a CBX para a participação do requerente na final do 85º Campeonato Brasileiro Absoluto de Xadrez[8]
  • Não existe um Superior Tribunal Desportivo do Xadrez como a Lei Pelé exige. Os critérios e punições são definidos arbitrariamente pelo presidente da CBX que concentra em seu cargo todo o poder de investigar, informar, punir e regularizar. É possível haver perseguições, irregularidades, não havendo possibilidade de recursos, pois a decisão é monocrática.
  • Não há previsão de voto para os atletas da CBX. É necessário ao menos um terço para que a entidade possa receber recursos federais para o financiamento e promoção do esporte no país. Até então a CBX têm mantido o xadrez apenas com os recursos das taxas (anuidades dos membros).
  • Indiferença a e-mails recebidos. Jogadores profissionais e amadores, bem como presidentes de federações regionais de xadrez afirmam que a entidade não responde aos e-mails.
  • Sede de difícil acesso. Um dos pontos que têm desagradado os membros da CBX é o local da sede, que posiciona-se no interior do Estado do Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, e não em uma grande capital do país. É difícil encontrar a sede, por exemplo, para fazer reclamações ou propor projetos. Não há também identificação da sede, ocupando um ginásio em constante reforma.
  • Proibição da realização de torneios das federações que ingressam na Justiça contra a entidade, uma ação que, coíbe os membros de buscarem os seus direitos legais.[9]
  • Proibição de alteração de UF (Estado representativo) do jogador filiado que entrar na Justiça contra a CBX.[10][11]
  • Divulgação restrita das eleições à presidência. No ano de 2020 a publicação da disputa eleitoral não foi publicada em jornal de grande circulação, mas em jornal de circulação restrita no Rio de Janeiro, favorecendo a gestão no poder.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Máximo Igor Macedo é Eleito Presidente da CBX, Mas Disputa Continua [1]
  2. Tabuleiro de Xadrez. «Presidentes da Confederação Brasileira de Xadrez». Consultado em 3 de maio de 2012. Arquivado do original em 22 de fevereiro de 2014 
  3. *FIDE. «Brazil / Confederação Brasileira de Xadrez» (em inglês). https://ratings.fide.com. Consultado em 14 de agosto de 2016 
  4. História do jogo de Xadrez no Brasil, [2]
  5. Absurdos da Confederação Brasileira de Xadrez!, Roberto Junio Brito Molina, 2020. link
  6. Lei Pelé - Lei 9615/98 | Lei nº 9.615, de 24 de Março de 1998 [3]
  7. LEITAO, R. O Relato de Quem Não Conseguiu Votar, 2020. [4]
  8. Processo nº 0000044-85.2019.8.08.0056 de Roberto Junio Brito Molina x Darcy Gustavo Machado Vieira Lima, JusBrasil link
  9. CBX News, 2020. Site. Atualizado. [5]
  10. Entrevista com o MI Roberto Molina, maio 2013. AI Mauro Amaral. [6]
  11. Ampliando conhecimentos, xadrez é difundido na rede pública de ensino do Acre [7]
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