Dácia Ripense

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Provincia Dacia Ripensis
Δακία Παραποτάμια
Dácia Ripense
Província do(a) Império Romano
SPQR (laurier).svg
c. 283 – 586 No coats of arms.svg

SPQR: Símbolo do Império ROmano of Dácia Ripense

SPQR: Símbolo do Império ROmano

Location of Dácia Ripense
Norte dos Bálcãs, incluindo a Dácia Ripense, no século VI
Capital: Raciária (atualmente na província de Vidin, Bulgária)
História
 -  Evacuação da Dácia Trajana, criação da Dácia Aureliana 271
 -  Partição da Dácia Aureliana antes de 285
 -  Conquista pelos hunos
 -  Devastada pela invasão dos ávaros 586

A Dácia Ripense (em latim: Dacia Ripensis) ou Dácia Parapotâmia (em grego clássico: Δακία Παραποτάμια,[1] lit. "Dácia às margens [do Danúbio])[2] foi o nome de uma província romana (parte da Dácia Aureliana) foi criada pelo imperador Aureliano por volta de 283,[3] ao sul do rio Danúbio, após ele retirar suas tropas da Dácia Trajana.

História[editar | editar código-fonte]

Não se sabe ao certo se foi Aureliano ou o imperador Diocleciano que substituiu a Dácia Aureliana por duas províncias diferentes,[3] porém em 285 já existiam duas – a Dácia Mediterrânea, com sua capital em Sérdica, e a Dácia Ripense, com sua capital em Raciária. Posteriormente, estas duas Dácias, juntamente com a Dardânia, a Mésia Inferior e a Prevalitana, vieram a formar a Diocese da Dácia.

Raciária foi instituída como capital da Dácia Ripense (até então era uma colônia fundada por Trajano, localizada no território da Mésia Superior) e servia tanto como sede do governador militar (ou duque) e como base militar da legião XIII Gemina.[4]

De acordo com Prisco, a província da Dácia Ripense floresceu durante os séculos IV e V. Durante o início da década de 440, no entanto, os hunos capturaram a província (antes disso, havia ocorridos outros conflitos entre os romanos e os hunos, nos quais os últimos conquistaram Castro de Marte por meios ardilosos[5]). Embora a província tenha se recuperado no breve período que se seguiu ao domínio huno, ela acabou por ser arrasada pelos ávaros em 586.[4]

Uma descrição mais específica afirma que Aureliano teria desenvolvido a Dácia Ripense ao longo de uma faixa do Danúbio situada entre a Mésia Superior e a Mésia Inferior.[6]

Sedes episcopais[editar | editar código-fonte]

Entre as antigas sedes episcopais da província romana da Dácia Ripense listadas no Anuário Pontifício como sedes titulares estão:[7]

Naturais da província[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hiérocles, Sinecdemo, 655.1. Procópio, no entanto, em Sobre os Edifícios, 4.5.11, a chama de Ῥιπησία, Ripēsía.
  2. Loring 1890, p. 330.
  3. a b Bury 1923, p. 135: "The date must be A.D. 283, and it is obvious that Aurelian set up the boundary stones, one of which Gaianus restored. There were, then, two Dacias when Diocletian came to the throne and, therefore, Mr. Fillow has inferred that we should read in our List: Dacia <Dacia>, that is presumably Dacia Ripensis and Dacia Mediterranea. Aurelian's Dacia mediterranea might have included Dardania, and Dardania, Mr. Fillow thinks, was split off as a distinct province by Diocletian."
  4. a b Jones 1988, p. 231: "When founded as a colony by Trajan, Ratiaria was within Moesia Superior: when Aurelian withdrew from the old Dacia north of the Danube and established a new province of the same name on the south (Dacia Ripensis), Ratiaria became the capital. As such it was the seat of the military governor (dux), and the base of the legion XIII Gemina. It flourished in the fourth and fifth centuries, and according to the historian Priscus was μεγίστη καί πολυάνθρωπος ("very great and with numerous inhabitants") when it was captured by the Huns in the early 440s. It appears to have recovered from this sack, but was finally destroyed by the Avars in 586, though the name survives in the modern Arcar."
  5. Maenchen-Helfen 1955, p. 389: "What the Romans could not anticipate was that the Huns would take Castra Martis in Dacia Ripensis by treachery."
  6. Hind 1984, p. 191: "The emperor Aurelian formed two provinces of Moesia Superior and Inferior. In fact, Dacia Ripensis was formed out of a stretch of the Danube between Moesia Superior and Inferior, while Dacia Mediterranea was the old inland Balkan region of Dardania."
  7. Annuario Pontificio 2013 (Libreria Editrice Vaticana 2013 ISBN 978-88-209-9070-1), "Sedi titolari", pp. 819-1013
  8. Eutrópio (9.13.1) afirma que ele nasceu na Dácia Ripense; a História Augusta (Aurelianus 3.1) afirma que ele teria nascido em Sirmio ou na Dácia Ripense, embora também considere que ele tenha se originado na Mésia (Aurelianus 3.2); Aurélio Vítor (Epitome de Caesaribus, 35.1) alega que ele teria nascido entre a Dácia e a Macedônia.
  9. Mackay 1999: "Lactantius and the Epitome de Caesaribus state that the emperor Maximus was of peasant origin. His birthplace is unknown but his mother's brother, the emperor Galerius, was born in Dacia Ripensis, part of the former province of Moesia Superior (Epit. de Caes. 41.14)."

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bury, J. B. (1923). «The Provincial List of Verona». The Journal of Roman Studies. 13: 127–51 
  • Hind, J. G. F. (1984). «Whatever Happened to the 'Agri Decumates'?». Britannia. 15: 187–92 
  • Jones, C. P. (1988). «An Epigram from Ratiaria». The Johns Hopkins University Press. The American Journal of Philology. 109 (2): 231–38 
  • Loring, William (1890). «A New Portion of the Edict of Diocletian from Megalopolis». The Journal of Hellenic Studies. 11: 299–342 
  • Mackay, Christopher S. (1999). «Lactantius and the Succession to Diocletian». Classical Philology. 94 (2): 198–209 
  • Maenchen-Helfen, Otto J. (1955). «The Date of Ammianus Marcellinus' Last Books». The American Journal of Philology. 76 (4): 384–99