Dagomir Marquezi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Dagomir Marquezi
Nome completo Dagomir Marquezi
Nascimento 7 de março de 1953 (64 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Jornalista, Escritor, Roteirista e Colunista
Principais trabalhos
Gênero literário ficção/policial, comunicação, ensaios

Dagomir Marquezi (São Paulo, 7 de março de 1953) é um escritor, roteirista e jornalista brasileiro[1]. Como ficcionista já escreveu para uma ampla gama de mídias: folhetins, telenovelas, radioteatros, histórias em quadrinhos, fotonovelas, musicais de TV, programas infantis, etc. Na imprensa destaca-se principalmente no chamado jornalismo gonzo e na militância à causa dos direitos animais[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Dagomir nasceu no bairro do Cambuci, zona central de São Paulo, numa casa de classe média baixa. Estudou no Ginásio Vocacional Oswaldo Aranha onde a ideia de se tornar um escritor foi bastante influenciada por um de seus professores, o dramaturgo Jorge Andrade. Depois de uma frustrada passagem pela Escola de Ciências Sociais da FFCHL da Universidade de São Paulo, acabou fazendo o curso de jornalismo da Fundação Armando Álvares Penteado a partir de 1978.

Sua iniciação na imprensa profissional aconteceu no Jornal Movimento, onde se dedicou particularmente às páginas culturais. Em seguida passou a colaborar com a revista IstoÉ, Jornal da República, Meio & Mensagem e revista Homem. Em 1980 escreveu seu primeiro roteiro (para o curta-metragem O Grotão, dirigido por Flávio Del Carlo e estrelado por João Signorelli e Iara Jamra), e seu primeiro livro, Auika! (sobre cultura pop). Em 1983 tornou-se o comentarista de cinema da revista Veja.

Em 1985 juntou-se aos escritores Lauro César Muniz e Mário Prata no trabalho de escrever a novela Um Sonho a Mais para a Rede Globo de televisão. No ano de 1986 participou do jornal O Estado de S. Paulo, onde sua coluna "Recado Ecológico" transformou-se num porta-voz da luta pelo fim da caça à baleia no litoral brasileiro.

No ano seguinte largou o jornalismo para ser o co-autor com Mário Prata e Reinaldo Moraes da telenovela Helena, baseada em romance de Machado de Assis. Com o final da telenovela, foi chamado para escrever na mesma Rede Manchete o musical semanal Milk-Shake, apresentado por Angélica. Em parceria com Ricardo Soares escreveu a adaptação para TV de O Diário de um Mago, baseado no romance de Paulo Coelho, mas a emissora já estava no fim, e a minissérie não foi produzida.

Em 1993 voltou à TV como roteirista da série infantil TV Colosso para a Globo. No ano seguinte foi contratado pela SBT para redigir o programa Clube da Angélica, onde encaixaria a mini-novela satírica Tempestade de Lágrimas. Em 1996 escreveu a série Memória Band para a TV Bandeirantes.

Setembro de 1997 marcou o início dos quase dez anos de Dagomir Marquezi como contratado da Editora Abril. Começou na revista VIP, onde publicou o perfil do escritor Hélio do Soveral, que lhe renderia um Prêmio Abril em 1998, e depois transferiu-se para a edição brasileira de Playboy.

Nessas publicações Dagomir passou a desenvolver seu estilo gonzo. Fingiu ser um saxofonista da banda Jota Quest, foi exibido por um dia no Zoológico de Bauru SP, fantasiou-se de Elvis Presley numa convenção de fãs.

Desde 1997 escreve a coluna "ZAP" para a revista Info Exame, onde trata dos aspectos humanos da informática. Durante esse tempo escreveu também para as revistas Superinteressante, Exame, Revista da Web, Placar[2], e Quatro Rodas. Em 2004 ganhou o primeiro prêmio do Concurso de Dramaturgia da Funarte (gênero adulto, região sudeste) com a peça Intervalo. Em 2007 deixou de ser exclusivo da Abril e voltou a ser um escritor free-lancer, e passou a escrever também para a revista Época.

Em 2008 colaborou no roteiro de Dores & Amores, comédia romântica dirigida por Ricardo Pinto e Silva, baseada no romance Dores, Amores & Assemelhados, de Claudia Tajes, e em sua peça Intervalo.

Em 14 de setembro de 2009, faz a primeira leitura pública de sua peça teatral A Capa, no projeto Letras em Cena, no MASP. No elenco: Marisa Orth, Bianca Tadini, Gerson Steves, Luzia Meneghini, Fabio Neppo, Thiago Catelani e Tadeu Pinheiro.

Lançou o roteiro do filme Dores & Amores em julho de 2010, durante o III Festival de Cinema de Paulínia. O livro, co-escrito por Dagomir, Ricardo Pinto e Silva e Patrícia Müller, é integrante da Coleção Aplauso, publicação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ensaios[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Dagomir Marquezi». Sociedade Vegetariana Brasileira. Consultado em 22 de abril de 2013 
  2. Placar Magazine (fevereiro de 2010). «Mortos Vivos». Google books. Consultado em 22 de abril de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]