David Platt

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David Platt
David Platt
Platt durante a partida entre West Ham
e Manchester City, em 2010.
Informações pessoais
Nome completo David Andrew Platt
Data de nasc. 10 de junho de 1966 (50 anos)
Local de nasc. Oldham,  Reino Unido
Nacionalidade Inglês
Altura 1,78 m[1]
Informações profissionais
Período em atividade Como jogador: 1985–2001 (16 anos)
Como treinador: 1998–presente (17 anos)
Equipa atual Índia Pune City
Posição Treinador (Ex-meia-atacante)
Clubes de juventude
1982–1985 Inglaterra Manchester United
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985–1988
1988–1991
1991–1992
1992–1993
1993–1995
1995–1998
1999–2001
Inglaterra Crewe Alexandra
Inglaterra Aston Villa
Itália Bari
Itália Juventus
Itália Sampdoria
Inglaterra Arsenal
Inglaterra Nottingham Forest
134 (56)
121 (50)
29 (11)
16 (3)
55 (17)
88 (13)
5 (1)
Seleção nacional
1988
1989–1996
1989-1996
Flag of England.svg Inglaterra Sub-21
Flag of England.svg Inglaterra B
Flag of England.svg Inglaterra
3 (0)
3 (0)
62 (27)
Times/Equipas que treinou
1998–1999
1999–2001
2001–2004
2010–2013
2015–
Itália Sampdoria
Inglaterra Nottingham Forest (jogador-treinador)
Flag of England.svg Inglaterra Sub-21
Inglaterra Manchester City (auxiliar-técnico)
Índia Pune City
6
103
23

David Andrew Platt (Oldham, 10 de junho de 1966) é um ex-futebolista e treinador de futebol inglês. Atualmente trabalha como técnico do Pune City.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Rejeição no United e passagens por Crewe e Aston Villa[editar | editar código-fonte]

Torcedor fanático do Manchester United na infância, Platt garantiu que seria jogador dos Red Devils no futuro. Os primeiros passos foram nas categorias de base do time, onde ingressou aos 16 anos.

Aprovado pelos treinadores da base, ele começou a traçar sua estreia no elenco principal. Em 1984, assinou o primeiro contrato profissional, estando à disposição do treinador Ron Atkinson, mas este não gostou do que viu, afirmou que Platt era fraco e tinha poucos recursos. Pediu, ainda, a dispensa do meia-atacante.

Em fevereiro de 1985, assinou sem custos com o Crewe Alexandra[1], chegando no clube no dia seguinte. Nos "Railwaymen", o meia-atacante selou a "vingança" contra Atkinson: marcando gols e fazendo assistências.

O Crewe ficou pequeno demais para Platt, já valorizado e cotado para atuar na Seleção Inglesa. O Aston Villa, então na Segunda Divisão, desbancou o Liverpool na disputa pelo jogador, pagou 200 mil libras[1] para tirar Platt do Crewe e, na primeira temporada, o meia-atacante ajudou os Villains a subirem para a Primeira Divisão.

A passagem no futebol italiano[editar | editar código-fonte]

Em 1991, quando ainda jogava no Aston Villa, Platt foi perguntado se queria voltar para o Manchester United. Ele negou, dizendo que deixaria o Villa apenas para jogar em um clube fora da Inglaterra. No verão do mesmo ano, foi contratado pelo Bari, que desembolsou 5,5 milhões de libras para contar com ele. Apesar do rebaixamento do clube barês[2], Platt jogou o suficiente para despertar o interesse da tradicional Juventus, que levou o meia para Turim em 1992[1]. Antes, o jogador havia recebido 2 ligações de Roberto Mancini, que tentou convencer Platt a jogar na Sampdoria. A passagem de Platt na Vecchia Signora não rendeu o esperado: na temporada 1992-93, o meia-atacante disputou apenas 16 partidas e marcou 3 gols[1].

Em julho de 1993, a Sampdoria pagou 5,2 milhões de libras para contratar Platt. O então técnico blucerchiato, o sueco Sven-Göran Eriksson, alegou que estava montando um time forte para a temporada. Platt teve uma temporada bem-sucedida em 1993-94, conquistando a Copa da Itália.

Volta à Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Apesar do sucesso na Itália, Platt não encontrava-se totalmente satisfeito. Queria brilhar em uma equipe grande em seu país natal. Solicitou a seus empresários que procurassem Arsenal e Liverpool, descartando o Manchester United, clube que ele torcia na infância e que o dispensou das categorias de base, da disputa. Os Gunners superaram os Reds na disputa pela contratação do jogador e anunciaram sua contratação em 1995.

Finalmente, o sucesso em terras inglesas estava realizado: Platt ganharia a FA Cup e a Premier League. O destaque seria o reencontro do meia com o United, que o havia rejeitado na década de 80. Ele marcaria o gol da vitória, selando definitivamente a "vingança" contra os Red Devils.

Jogador-treinador e final de carreira[editar | editar código-fonte]

No auge, Platt deixou o Arsenal em 1998. Ele recebeu proposta do Middlesbrough, que foi aceita pelos Gunners, mas ele não chegou a assinar o contrato[3]. Pouco depois, ele solicitou um projeto à Sampdoria, onde seria técnico e jogador mesmo tempo. Os italianos aceitaram a proposta, mas a segunda passagem pelo clube genovês não foi bem-sucedida quanto a primeira: não entrou em campo nenhuma vez, e ainda viu a Samp cair para a Série B.

De volta à Inglaterra, assinou com o Nottingham Forest, e novamente acumularia dupla função. A aventura durou 3 anos (1996-2001), com apenas 5 partidas disputadas, marcando 1 gol, contra o Crystal Palace[4]. Desapontado com a má repercussão de seu trabalho no Forest, decidiu encerrar a carreira de jogador em 2001, aos 35 anos.

Seleção Inglesa[editar | editar código-fonte]

Com a Seleção Inglesa, Platt estreou em 1989, contra a Itália, e foi incluído por Bobby Robson na lista de convocados para a Copa de 1990, a única Copa do meia-atacante na carreira, sediada justamente em território italiano. Na competição, destacou-se ao marcar três gols, sendo um deles, marcado contra a Bélgica, uma "pintura": Platt mandaria um voleio certeiro no gol de Michel Preud'Homme, nos últimos minutos da prorrogação.

Participou ainda da Eurocopa de 1992, mas não teve êxito, caindo juntamente com seus companheiros na fase de grupos[5]. Falhou também na tentativa de classificar o English Team para a Copa de 1994.

A última competição de Platt com a camisa inglesa foi a Eurocopa de 1996, aos 30 anos de idade. Não conseguiu marcar nenhum gol e viu as chances de conquistar um título importante pelo English Team ruírem com a eliminação frente à futura campeã Alemanha nos pênaltis (embora tivesse convertido sua cobrança, assim como na Copa de 1990). Esta foi a última partida de Platt pela Seleção, onde atuou em 62 jogos e marcou 27 gols. Em apenas 7 partidas (foi titular em 55), Platt iniciou o jogo no banco de reservas[6].

Carreiras de treinador e colunista[editar | editar código-fonte]

Além de ter trabalhado como jogador e treinador por Sampdoria e Nottingham Forest, Platt comandou a Seleção Sub-21 da Inglaterra, exercendo o cargo por 3 anos.

Depois de seis anos longe do futebol (foi colunista da revista FourFourTwo), Platt voltaria às manchetes ao ser contratado pelo Manchester City, sendo inicialmente auxiliar-técnico de Roberto Mancini, seu companheiro na época de Sampdoria[7]. Em maio de 2015, foi contratado pelo Pune City[8].

Referências

  1. a b c d e David Platt Estatísticas da carreira no Soccerbase
  2. «Goal.com's Top 50 English Players: David Platt (34)». Goal.com. Consultado em 24 de fevereiro de 2012. 
  3. Metcalf, Rupert (8 de agosto de 1997). «pounds 1.5m Platt ponders Boro move». The Independent (London [s.n.]). 
  4. «Crystal Palace 2-3 Nottm Forest» BBC [S.l.] 28 de agosto de 2000. Consultado em 16 de fevereiro de 2010. 
  5. «England v Sweden 17 June 1992». Englandfootballonline.com. 11 de novembro de 2005. Consultado em 24 de fevereiro de 2012. 
  6. «David Platt England statistics». Englandfootballonline.com. Consultado em 24 de fevereiro de 2012. 
  7. «Platt quits Man City». ESPN. 14 de maio de 2013. Consultado em 14 de maio de 2013. 
  8. Suchindran, Aravind (27 de maio de 2015). «Platt in the City». Pune Mirror [S.l.: s.n.] Consultado em 27 de maio de 2015.