Domingos Meirelles

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Domingos João Meirelles (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1940) é um escritor e jornalista brasileiro.

Filho de imigrantes portugueses, nasceu e cresceu no bairro carioca do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em março de 1965, após trabalhar durante dois anos como vendedor de máquinas de escrever, pediu uma vaga de estagiário no jornal Última Hora. Passados seis meses, foi contratado como repórter permanecendo no jornal até 1968, quando se transferiu para a Editora Abril onde permaneceu até 1972.

De volta ao Rio de Janeiro o jornalista teve uma breve passagem pelas redações de O Jornal, Jornal da Tarde e O Globo. Em 1976, transferiu-se para O Estado de São Paulo, no qual foi repórter especial durante 10 anos.

Fez sua estreia na Rede Globo de Televisão em dezembro de 1985, no Jornal Nacional. Produziu também reportagens para o Fantástico e Globo Repórter.

Em 1996 transferiu-se para o SBT, onde integrou a equipe do programa SBT Repórter. Foi contratado pela Record em 2000 para apresentar o jornalístico Câmera Record, mas deixou a emissora antes da estreia do programa.

Em agosto de 2000, retornou para a Rede Globo a convite de Marluce Dias, então diretora-geral da emissora, para substituir o jornalista Marcelo Rezende na condução do programa Linha Direta que ficou no ar até o dia 6 de dezembro de 2007. Ainda contratado pela Rede Globo, ficou afastado da TV até 2014, quando fechou contrato com a Record para apresentar o Repórter Record Investigação.[1][2] O primeiro programa foi ao ar em 28 de abril de 2014[3] e foi produzido até julho de 2016, quando a emissora decidiu acabar com a atração, mesmo tendo trazido vários prêmios para a Record[4]. Em dezembro de 2016 o contrato de Domingos Meirelles com a Record chegou ao fim e o experiente jornalista deixou a emissora depois de dois anos[5].

Em setembro de 2014, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)[6].

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua carreira Meirelles conquistou mais de 30 prêmios entre os quais se destacam dois Prêmios Esso, três Wladimir Herzog de Direitos Humanos, e o Prêmio Rei de Espanha de Televisão, maior premiação jornalística dos povos de língua portuguesa e espanhola.

Em 1994, foi condecorado pelo Exército com a Medalha do Pacificador.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro o distinguiu, em 2006, com a Ordem do Mérito Policial, no grau oficial.

Foi ainda agraciado com medalha e diploma pela Academia de Artes e Ciências Televisivas, como apresentador do programa Linha Direta, sendo um dos finalistas do Emmy Internacional de 2007, na categoria documentário.

Em 2008, Linha Direta voltaria a ser outra vez finalista do Emmy.

Recebeu ainda os títulos de Cidadão Carioca da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e o de professor honoris causa da Faculdade de Minas (FAMINAS), em 2007.

Foi agraciado com o Prêmio Gamacom da Universidade Gama Filho (1999), e com o Prêmio Personalidade Jornalística de 2008, da Universidade Veiga de Almeida.

Em 2011, recebeu a Medalha Miguel Costa, da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Recebeu ainda doze placas de prata por palestras realizadas em diferentes instituições de ensino como a Universidade Estácio de Sá, Escola Superior de Guerra, e Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Participou, nos últimos anos, de dezenas de Cursos e Seminários, entre os quais se destaca o VIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, promovido em outubro de 2008 pela Universidade da Força Aérea (UNIFA), para exame e discussão das diretrizes do novo Plano Nacional de Defesa (PND).

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Repórteres (obra coletiva)
  • As Noites das Grandes Fogueiras. Uma História da Coluna Prestes (Prêmio Jabuti/Melhor Reportagem de 1996)
  • 1930. Os Órfãos da Revolução. Ganhou o Jabuti de 2006, na categoria Ciências Humanas.
  • As Guerras do Gaúchos: A História dos conflitos " (obra coletiva), que recebeu o Prêmio Especial de Literatura Açorianos de 2009.

Trabalha atualmente em três projetos simultâneos: um livro sobre o making of das suas principais reportagens, outro sobre o levante da Força Pública de São Paulo, em 1924, e o terceiro sobre a máquina de guerra construída pelos paulistas durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro (1975/1981), assessor de imprensa da OAB/RJ, e presidente da Cooperativa dos Profissionais de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro (Coopim), entre 1982 e 1986.

Exerceu ainda a função de editor do antigo Boletim ABI - atual Jornal da ABI -, órgão oficial da [Associação Brasileira de Imprensa]. Ocupa, desde 2004, a Diretoria Econômico-Financeira da entidade.

Em 2012 foi eleito, por aclamação, para a cadeira número dois do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. É um dos cinco historiadores civis que participam da instituição.

Participa ainda de cursos livres sobre jornalismo investigativo, jornalismo literário, técnicas de redação, e estruturas narrativas para mídia impressa e TV. Realiza palestras sobre história contemporânea e gerenciamento de crise.

Referências