Egas Moniz, o Aio

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Egas Moniz IV de Ribadouro
Rico -homem/ Senhor
Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família - Painel de Azulejo na Estação de São Bento (Porto)
Senhor da Casa de Riba Douro
Reinado c.1107-1146
Predecessor Monio Ermiges
Sucessor Lourenço Viegas
PortugueseFlag1185.svg
Mordomo-mor do Reino de Portugal
Reinado 1136-1146
Predecessor Ermígio Moniz
Sucessor Fernão Peres de Soverosa O Cativo
Tenente régio
Reinado Lamego: 1102-1111
Sucessor Fernão Fernandes
Cônjuge Dórdia Pais de Azevedo
Teresa Afonso de Celanova
Descendência Lourenço Viegas
Afonso Viegas
Dórdia Viegas
Soeiro Viegas
Elvira Viegas
Urraca Viegas
Nome completo
Egas Moniz de Riba Douro
Nascimento 1080
Morte 1146
Enterro Mosteiro de Paço de Sousa, Penafiel, Porto
Pai Monio Ermiges de Ribadouro
Mãe Ouroana

Egas Moniz IV de Riba Douro, dito «o Aio» (1080 - 1146) foi um rico-homem portucalense, da linhagem dos Riba Douro, uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho condal do século XII, a quem Henrique de Borgonha, conde de Portucale confiou a educação do filho, Afonso Henriques, tarefa essa que lhe deu o cognome pelo qual é conhecido.

História e lenda[editar | editar código-fonte]

O Condado Portucalense era nominalmente dependente de Leão e Castela, então regidos pela Rainha D. Urraca. Por morte desta em 1127, sucede-lhe no trono Afonso VII, o qual adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem dos demais reinos, incluindo entre eles também o Condado Portucalense, que há muito demonstrava tendências autonomistas. Em 1128, Afonso Henriques, então com vinte anos, foi feito chefe dos Barões, que temiam a influência galega sobre Portucale e, forçado a batalhar contra as forças de sua mãe, Teresa de Leão, vence-as nos campos de São Mamede e assume a liderança política do condado, desejando lutar pela independência do Condado e alargar as fronteiras.

Pouco depois, Afonso VII vai por cerco a Guimarães, então sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a seu primo Afonso Henriques; Egas Moniz dirigiu-se ao imperador, comunicando-lhe que o primo aceitava a submissão.

Contudo, depois de deslocar a sua capital para Coimbra (1131), Afonso Henriques sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII; faz-lhe guerra e invade a Galiza, travando-se a batalha de Cerneja (1137), da qual saem vitoriosos os portucalenses.

Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado por seu Aio, Egas Moniz, segundo reza a lenda, ao saber do sucedido, deslocou-se a Toledo, a capital imperial, descalço e com um baraço ao pescoço. Acompanhado da sua esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes. Diz-se que o imperador, comovido com tanta honra, o perdoou e mandou em paz de volta a Portucale. Esta parte da vida de Egas Moniz é recontada por Camões no Canto III dos Lusíadas (estrofes 35-40).

Existe um cenotáfio historiado no Mosteiro de Paço de Sousa (monumento que integra a Rota do Românico do Vale do Sousa), do qual foi padroeiro, referido tradicionalmente como "Túmulo de Egas Moniz", O Aio.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Monio Ermiges (10501107) e de Ouroana (1060 -?)[1].

O primeiro casamento foi com D. Dórdia Pais de Azevedo (1080 - ca. 1124)[1], filha de Paio Godins de Azevedo, de quem teve:

O segundo casamento foi com a Condessa Teresa Afonso [1](m.c.1171), filha de Afonso Nunes de Celanova[1], de quem teve:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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