Enemy at the Gates

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Disambig grey.svg Nota: "Círculo de Fogo" redireciona para este artigo. Para o filme com Idris Elba, veja Pacific Rim.
Enemy at the Gates
No Brasil Círculo de Fogo
Em Portugal Inimigo às Portas
Estados Unidos EUA ·  Irlanda ·  França ·
 Alemanha ·  Reino Unido
2001 •  cor •  131 min 
Direção Jean-Jacques Annaud
Produção Jean-Jacques Annaud
John D. Schofield
Roteiro Jean-Jacques Annaud
Alain Godard
Baseado em Enemy at the Gates: The Battle for Stalingrad, de William Craig
Elenco Jude Law
Ed Harris
Rachel Weisz
Joseph Fiennes
Bob Hoskins
Género ação
guerra
drama
ficção histórica
Música James Horner
Cinematografia Robert Fraisse
Edição Noëlle Boisson
Humphrey Dixon
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento Estados Unidos 16 de março de 2001
Idioma inglês
russo
alemão
Orçamento US$ 68 milhões de dólares[1]
Receita US$ 97 milhões[1]

Enemy at the Gates (bra: Círculo de Fogo[2]; prt: Inimigo às Portas[3]) é um filme franco[4]-teuto[3]-irlando[3]-britano[3]-estadunidense[3] de 2001 dirigido por Jean-Jacques Annaud, com roteiro de Alain Godard e do próprio Annaud, baseado no livro Enemy at the Gates: The Battle for Stalingrad, de William Craig, embora alguns críticos não o considerem uma adaptação.[5]

O filme conta a história do confronto de dois franco-atiradores durante a Batalha de Stalingrado de 1942 a 1943.

Enemy at the Gates foi um fracasso de público e crítica, sendo também muito mal avaliado por historiadores.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Durante a Batalha de Stalingrado, o Exército Vermelho precisava desesperadamente de um herói, alguém que pudesse encorajar os soviéticos a repelir o invasor nazista. Eis que chega à cidade em chamas Vasily Zaitsev (Jude Law), aparentemente um a mais no meio de tantos soldados enviados àquele inferno chamado Stalingrado.

A escassez de armamento e suprimentos era escandalosa - tanto que Vasili não recebeu um fuzil ao chegar, e ainda teve de ouvir às descabidas instruções de oficiais que diziam "O soldado que estiver sem fuzil, segue o que tem. Quando o soldado que estiver com o fuzil for morto, o de trás pega o fuzil e atira!". Tendo recebido um carregador com cinco balas, Vasili acaba sobrevivendo a um fracassado ataque contra posições alemãs fortemente armadas.

Escondendo-se dentro de um chafariz, ele acha um fuzil - e mata cinco alemães com a pouca munição de que dispunha. A seu lado, também escondido, está o comissário político Danilov (Joseph Fiennes), que decide tomar Vasili como herói nacional. Os feitos de Vasili são orgulhosamente divulgados pela Rádio Moscou, e sua fama espalha-se até alcançar os alemães, que decidem mandar seu mais experimentado franco-atirador, o Major König (Ed Harris), com a missão de matar Vasily Zaitsev. Começa então o duelo entre ambos.

Vasili conhece e apaixona-se por uma jovem recruta, chamada Tania (Rachel Weisz) - o que provoca uma crise de ciúmes em Danilov.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

No site agregador Rotten Tomatoes, o filme tem um índice de aprovação de 54% e uma nota média de 5,7/10.[6] Embora a ação do filme tenha sido elogiado, os personagens e o romance da história foram criticados como "sem graça".[7]

Historicamente falando, o filme não é muito acurado. O embate entre Vassili Zaitsev e o major alemão Erwin König, embora descrito em detalhes no livro Enemy at the Gates: The Battle for Stalingrad (de William Craig, lançado em 1973), nunca aconteceu.[8] Vários aspectos da batalha também não são verídicos, com muitos mitos sobre o exército vermelho sendo representados. Por exemplo, o filme mostra o exército soviético sofrendo com falta de armamentos (um problema que já havia sido sanado em 1942).[9] Enemy at the Gates também mostra uma versão errada da "Ordem número 227", com não havendo relatos de que unidades com metralhadoras ficavam na retaguarda matando os militares que recuavam. Em 1944, essa ordem já tinha sido praticamente abandonada.[10] Durante a Batalha de Stalingrado, o 62º Corpo de Exército foi, entre as forças soviéticas, o que mais sofreu com execuções e prisões de pessoas que recuaram ou mostraram covardice em batalha. Foram, ao todo, 203 prisões, com 49 militares sendo executados após o combate e outros 139 sendo mandados para batalhões penais.[11]

Referências

  1. a b «Enemy at the Gates». Box Office Mojo. IMDB. Consultado em 10 de julho de 2018 
  2. «Círculo de Fogo». Brasil: CinePlayers. Consultado em 8 de fevereiro de 2019 
  3. a b c d e «Inimigo às Portas». Portugal: CineCartaz. Consultado em 8 de fevereiro de 2019 
  4. «Enemy at the Gates (2001)». British Film Institute. Consultado em 8 de fevereiro de 2019 
  5. Peter Travers. «Enemy at the Gates». Rollingstone.com. Consultado em 8 de março de 2020 
  6. «Enemy at the Gates Movie Reviews». Rotten Tomatoes. Flixster. Consultado em 9 de setembro de 2014 
  7. «Enemy at the Gates: Reviews». Metacritic. CBS Interactive. Consultado em 9 de setembro de 2014 
  8. Nieuwint, Joris (25 de setembro de 2015). «The Many Movie Mistakes Of Enemy At The Gates». WAR HISTORY ONLINE. Consultado em 10 de setembro de 2018 
  9. Beevor, Antony (2007). Stalingrad. [S.l.]: Penguin UK. p. 249. ISBN 9780141926100 
  10. «ПРИКАЗ О РАСФОРМИРОВАНИИ ОТДЕЛЬНЫХ ЗАГРАДИТЕЛЬНЫХ ОТРЯДОВ». bdsa.ru. Consultado em 9 de março de 2019 
  11. Reese, Roger (2011). Why Stalin's Soldiers Fought: The Red Army's Military Effectiveness in World War II. [S.l.]: University Press of Kansas. 164 páginas. ISBN 9780700617760 
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