Festival de Águas Claras

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Logo da 1ª edição do Festival de Águas Claras, em 1975.

O Festival de Águas Claras[1] foi uma série de 4 (quatro) edições de evento musical, ocorridos em uma fazenda chamada na época, 'Fazenda Santa Virgínia' e localizada na divisa entre Reginópolis e Iacanga, municípios do interior de São Paulo.

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Realizados em 1975, 1981, 1983 e 1984, cada edição do festival acontecia durante três dias e levou ao palco quase todos os musicos que representavam culturalmente a geração alternativa do período.

Antonio Checchin Junior, o Leivinha, filho do Sr Antonio Checchin proprietário da fazenda, inicialmente pretendia realizar na fazenda um misto de peça teatral, musicais e números circenses a ser apresentado entre os próprios amigos e artistas. A idéia desenvolveu-se e crescia espontâneamente, de modo que grupos de amigos eram convidados simultaneamente por outros grupos resultando em um número de participantes que caracterizou evento. Anos depois Leivinha refletia que o Festival de Águas Claras foi similar a "uma grande quermesse brasileira"[2], comentário acertivo! Se apresentaram artistas de circo, teatro e os músicos do rock 'n' roll como Raul Seixas e Apokalypsis, à MPB como João Gilberto, Egberto Gismonti ao regionalismo como Luiz Gonzaga.

O Festival de Águas Claras é o grande sinalizador do fim da época do movimento hippie, beatnick, a era Flower Power. Uma grande reunião de pessoas alternativas e em harmonia, tendo o lema Paz e o Amor, vivenciando momentos de harmonia plena ao som dos mais expressivos nomes musicais da época e de mesma tendência. As pessoas respiravam e curtiam os ultimos suspiros desta fase social.

Despretensioso. Em tempos de ditadura, tabus e preconceitos, sua realização épica expressa o pensamento e comportamento, de uma geração que teve receita ideal para contestar pacificamente, sugerir, praticar e mudar caminhos equivocados de uma época, corrigir posturas, expandir a fraternidade social. Foi o maior evento desta tendência na época, na América Latina, em números e importância.

Leivinha atualmente mora em Mato Grosso e é advogado.

Iacanga e o Festival de Águas Claras À época das edições de Águas Claras, Reginópolis e Iacanga, assim como outros municípios do entorno, eram pequenas. Povo simples de número populacional baixo. Não entendiam exatamente o que era o festival, as pessoas que surgiam e andavam numerosas por suas ruas, cabeludos, coloridos, sorridentes. Até hoje muitas pessoas daquela região se refere ao Festival de Águas Claras como a 'festa dos hippies'. Do incontável público das quatro edições, vindos de todos os cantos do país e da América Latina, apenas uma pessoa firmou morada na pacata cidade. A paulistana Rosa Cheixas participou do Festival de Águas Claras em 1983, tendo depois ido viajar pelo país vendendo artesanato por 1 ano, resolveu passar mais uma vez pela cidade que abrigou aquele agradável evento; mesmo porque imaginava encontrar muitos outros jovens que participaram também. Contudo, na sua passagem constatou que ao contrário do que presumia, não ficara absolutamente ninguém nos arredores da fazenda. Ela estava no começo da primeira gestação, pretendia seguir por Mato Grosso através da linha ferroviária que havia em Bauru. Nesta busca de amigos pela região passaram-se muitos dias, e com o avanço da gestação, aceita o convite de um vereador da cidade e de sua família, de que permanecessem na cidade mais um tempo. Então ela e o companheiro aceitaram o gesto carinhoso, ambos combinando que a permanência aconteceria apenas até o bebê nascer. Mas aí nasceu o primeiro, o segundo filho e após o nascimento da filha caçula eles estavam ambientados e familiarizados com as pessoas e a vida na pacata Iacanga. Resolveram esperar as crianças ficarem um pouco maiores e, por fim ela e os filhos adotaram a cidade. Só por volta de 2005 Rosa resolve começar a usar a internet, onde inicia uma busca pela história do Festival de Águas Claras, já que as pessoas da cidade nada tinham a lhe contar. Usando o nick name de 'Sétima Lua', Rosa começa a encontrar pessoas que participaram e tinham histórias para contar e outras que alem das histórias tinham imagen gravadas. Aí então ela começa a documentar zelosamente, nas redes sociais e em blog, toda a história do Festival de Águas Claras. Das conversas entre os internautas nasce em todos então, o desejo de rever Iacanga, abraçarem uns aos outros, as felizes pessoas que participaram deste momento. Em 2011 então, é realizado em Iacanga o primeiro 'Encontro do Festival de Águas Claras'.

Em Julho de 2016 Rosa Cheixas, a Sétima Lua, ganha um concurso literário, o '50 anos do movimento hippie - baseado na estrada', com o tema 'Festival de Águas Claras', trabalho distribuído pelos espaços culturais do país.

Participantes da edição de 1975[editar | editar código-fonte]

Participantes da edição de 1981 / 4,5 e 6 de setembro[editar | editar código-fonte]

Participantes da edição de 1983 / 2, 3, 4 e 5 de junho[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. «Festival de Águas Claras». aguasclarasfestival.blogspot.com. Consultado em 2016-06-05. 
  2. «Festival de Águas Claras». aguasclarasfestival.blogspot.com. Consultado em 2016-06-05.