Guaraci Silveira

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Guaraci Silveira
Nascimento 27 de setembro de 1893
Franca
Morte 5 de agosto de 1953 (59 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação político

Guaraci Silveira (Franca, 27 de setembro de 1893São Paulo, 5 de agosto de 1953) foi um político brasileiro. Exerceu o mandato de deputado federal constituinte por São Paulo em 1934 e 1946.[1]

Filho de Ana Sousa Silveira e do capitão Zeferino Carlos da Silveira, Guaraci Silveira herdou a vocação política do seu pai. Já que Zeferino exerceu o cargo de vereador em São Simão (São Paulo).

Em maio de 1933, foi eleito deputado no Estado de São Paulo. Durante esse período, participou da defesa do processo de separação entre Igreja e Estado.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Franca (SP), Guaraci é filho de Ana de Sousa Silveira e do capitão Zeferino Carlos da Silveira. Vereador em São Simão, São Paulo, no ano de 1889, seu pai foi perseguido pelo Império por proteger a ideologia republicana. Já seu avô paterno, Luis Antônio da Silveira, intendente do outro no município de Taubaté, São Paulo, foi revolucionário em 1842.[1]

Vida católica[editar | editar código-fonte]

Muito ligado a Igreja, sua vida profissional começou em 1912, quando lecionou no colégio católico Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas (SP). Até 1914 continuou lecionando enquanto completava o curso ginasial como autodidata. No mesmo ano, frequentou o Colégio São Joaquim, em Lorena (SP), no qual participou do semanário católico. Foi em 1915 que se tornou ministro metodista. Durante treze anos atuou nas cidades de Piracicaba, Santa Rita, Ribeirão Preto, Bauru, entre outras. Já dentro da Igreja Metodista, foi ordenado diácono e presbítero em 1920. Foi só em 1926 que atingiu seu auge dentro da igreja, se tornando presidente. Enquanto ficou no cargo, defendeu a necessidade de autonomia da igreja brasileira, conquistada em 1930. Até 1934 ocupou também os cargos de redator nas revistas: Expositor Cristão e Revista de Ensino Religioso para Adultos da Confederação das Igrejas Evangélicas do Brasil.

Atuou no 8.º Batalhão de Caçadores de São Paulo e no Batalhão 14 de julho na Revolução de 1932, se tornando o primeiro brasileiro a servir como capitão-capelão em tropas brasileiras.

Entrada na política em 1933[editar | editar código-fonte]

Guaraci foi eleito deputado da Assembleia Nacional Constituinte pelo Partido Socialista de São Paulo, em novembro de 1933. Carregando seus ideais católicos para a vida política, defendeu o divórcio e a separação entre Igreja e Estado nas reuniões da Assembleia.[1] Após a promulgação da nova constituição em 1934, Guaraci teve seu mandato estendido até 1935. No entanto, ao final do mesmo, decidiu por deixar sua vida política de lado, e voltar para a Igreja e imprensa, trabalhando em alguns jornais em São Paulo.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Em 1935, deixa a Câmara dos Deputados e se torna orientador da Coligação dos Independentes, que era voltada para evitar a aproximação dos trabalhadores ao comunismo.

Em 1937, se torna presidente do Concílio Regional do Centro e é convidado pelo governo do Estado de São Paulo para liderar uma campanha educativa sobre as leis trabalhistas.

Em 1938, deixa a secretaria geral das missões da Igreja, cargo que ocupava desde 1930. Ele volta para a revista Expositor Cristão, na qual ocupa seu antigo cargo de redator. É aposentado do cargo de ministro do Evangelho e incumbido pelo governo de promover as leis trabalhistas nas escolas e para os trabalhadores.

Em 1940, se torna o diretor do Departamento Estadual do Trabalho, em Taubaté (SP).

Em 1942, deixa o cargo, e também sai da revista Expositor Cristão.

Em 1944, participa das primeiras articulações na criação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), fundado no ano seguinte.

Em 1945, assume o cargo de diretor do Departamento Nacional do Trabalho, em Sorocaba (SP). No mesmo ano, após a deposição do presidente Getúlio Vargas, é preso por ordem militar. Já solto, se elege a deputado pelo PTB.

Em 1946, é empossado em fevereiro, ao mesmo tempo que integra a comissão responsável por organizar o projeto da nova constituição. É o autor dos itens: liberdade do cidadão em não matar em guerra, com a condição de que aceitasse cargos que ameaçassem sua vida; a obrigação das empresas e indústrias agrícolas de fornecer estudo para os filhos de seus trabalhadores onde não houvesse escolas públicas; e a revalidação do casamento religioso. Integra a Subcomissão da Família, Educação e Cultura.

Em 1948, exercendo o mandato ordinário, vota contra a cassação dos mandatos dos políticos comunistas, pelo fato de que o Partido Comunista Brasileiro - Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1947 - já havia sido suspendido do registro. No mesmo ano, participou das acusações de insanidade mental e falta de decoro proferidas ao então deputado do PTB, Edmundo Barreto Pinto, que foi desligado de seu partido e teve seu mandato cassado. Guaraci ainda formou a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados, e liderou a criação do Partido Republicano Trabalhista (PRT).

Em 1950, se torna presidente do PRT, se tornando um defensor dos trabalhadores, defendendo seus interesses.

Em 1951, conclui seu mandato e encerra de vez sua vida política, não mais retornando a Câmara dos Deputados.

Em 5 de agosto de 1953, Guaraci Silveira falece na cidade de São Paulo, aos 59 anos.

Referências

  1. a b c «Guaraci Silveira - CPDOC». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 31 de outubro de 2017 
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