Igreja Metodista do Brasil

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Igreja Metodista do Brasil
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Logotipo da Igreja Metodista
Classificação Protestante
Orientação Protestantismo clássico
Evangélica
Política Metodismo
Episcopal (como encargo de serviço especial),[1] Conexional (em seu sistema de organização),[2] Representativo (em seu sistema administrativo)[3] e Congregacional modificado (em sua eclesiologia local).[4]
Associações Concílio Mundial Metodista
CMI Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Origem 1867
Ramo de(o/a) Igreja Metodista Unida (EUA)
Separações 1934: Igreja Metodista Ortodoxa;[5]

1946: Igreja Evangélica do Avivamento Biblico;[6]

1953: Ministério Voz da Verdade;[7]

1967: Igreja Metodista Wesleyana.[8]

Congregações 1411 (2010) [9]
Membros 214.715 (2010) [9][10]

A Igreja Metodista no Brasil é uma denominação protestante metodista, sendo de orientação metodista e protestante clássica ou tradicional, fundada por missionários americanos em 1867, após uma fundação mal sucedida inicial em 1835. Ela cresceu firmemente desde então, tornando-se autônoma em 1930. É a maior denominação metodista do Brasil, com 214.715 membros em 2010, sendo ainda a décima sexta maior denominação protestante no país.[9][10]

História da Igreja Metodista do Brasil[editar | editar código-fonte]

Primeira missão metodista[editar | editar código-fonte]

Em 1835, o reverendo Foutain Elliot Pitts foi enviado pela Igreja Metodista Episcopal, dos Estados Unidos, com a missão de avaliar as possibilidades do estabelecimento de uma missão metodista nas terras brasileiras. Chegando ao país com uma carta de recomendação do então presidente americano Andrew Jackson, o reverendo Pitts desembarcou no Rio de Janeiro. Mais tarde, em 1836 e 1837, foram enviados o reverendo Justin Spaulding e reverendo Daniel Parish Kidder, com suas respectivas famílias, para comporem a missão. Porém, essa missão foi encerrada em 1841 por falta de recursos.[11]

Missão da Igreja Metodista Episcopal do Sul[editar | editar código-fonte]

Com a divisão causada nos Estados Unidos durante a Guerra Civil, a Igreja Metodista Episcopal também se dividiu: no sul, foi criada a a Igreja Metodista Episcopal do Sul e no Norte, os metodistas continuaram com o mesmo nome de antes da guerra.

Junius Estaham Newman foi o primeiro pastor a fixar-se permanentemente no Brasil. "J. E. Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil": essa foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil Americana, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os.

A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local.[12] Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro, Niterói, em agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara d'Oeste, província de São Paulo. Desde 1869, pregou aos colonos mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de Agosto, organizou o "Circuito de Santa Bárbara".

O primeiro salão de culto – antes era uma venda – foi uma pequena casa, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista é que ele pregava principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os "ouvintes" em uma única igreja, sem placa denominacional. Mas, depois, todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos eua. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país.

Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: reverendo John James Ranson. Dedicou-se ao aprendizado do português para proclamar as boas novas aos brasileiros, sendo o responsável pela criação da primeira publicação metodista no Brasil, o Methodista Catholico.

J. E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram entre 1879 e 1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O "Colégio Newman" é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

A autonomia da Igreja Metodista do Brasil[editar | editar código-fonte]

Percentual de metodistas por Estado no Brasil (2010)

O movimento pela autonomia começou por volta de 1910. Diversas manifestações surgiram entre a liderança clerical e leiga, que buscavam um episcopado mais próximo do país; anteriormente, os Bispos eram americanos e residiam fora do Brasil, uma constituição própria, regularização dos salários, anteriormente em dólares, e uma igreja mais nacional. [13] [14]

A Igreja Metodista tornou-se independente da Igreja Americana em 2 de Setembro de 1930, em São Paulo, na Igreja Metodista Central de São Paulo, onde a Comissão Constituinte se encontrou em nove sessões e onde a Constituição promulgada foi entregue às mãos de Guaracy Silveira. Elegeu-se o primeiro bispo da Igreja, chamado Willian Tarboux, que era americano. O primeiro bispo brasileiro metodista foi César Dacorso Filho, eleito em 1934.

Na década de 1970, foi ordenada sua primeira ministra. Em 2006, tinha 162 mil membros e 1266 pastores em 2006. Também naquele ano, decidiu retirar-se do Conselho Nacional de Igrejas (CONIC). Em 2010 era formada por 1411 (igrejas e congregações, e 214.715 membros.[9]

As regiões eclesiásticas no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, as Igrejas Metodistas estão organizadas em Regiões Eclesiásticas:

  • 1ª Região: Rio de Janeiro (Catete, Cascadura, Penha, Jacarépaguá, Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Realengo, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Valença, Volta Redonda, Barra Mansa, Resende,Itatiaia, Itaguaí, Muriqui, Itacuruça e Paraty).
  • 2ª Região: Rio Grande do Sul
  • 3ª Região: São Paulo (Região Metropolitana, litoral, Vale do Paraíba e região de Sorocaba)
  • 4ª Região: Minas Gerais e Espírito Santo
  • 5ª Região: Mato Grosso do Sul, Interior de SP, Triângulo Mineiro mais duas cidades do Sul de Minas Gerais (Poços de Caldas e Campestre).
  • 6ª Região: Santa Catarina e Paraná
  • 7ª Região: Rio de Janeiro (Niterói, São Gonçalo, Itaocara, Pádua, Araruama. Cabo Frio, Macaé, Três Rios, Petrópolis e Teresópolis).
  • 8ª Região: Distrito Federal ,Goias , Mato Grosso e Tocantins.
  • REMA: Região Missionária da Amazônia
  • REMNE: Região Missionária do Nordeste

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  2. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 38
  3. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  4. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 160-161
  5. «Igrmandade Metodista Ortodoxa - Quem somos». Consultado em 31 de agosto de 2016 
  6. «IEAB - Igreja Evangélica do Avivamento Bíblico - Quem somos». Consultado em 31 de agosto de 2016. Arquivado do original em 4 de março de 2017 
  7. «Disco História: Voz da Verdade». Consultado em 31 de agosto de 2016 
  8. «Wesleyana Host - Sobre». Consultado em 31 de agosto de 2016 
  9. a b c d «Estatísticas da Igreja Metodista do Brasil em 2010». 2010. Consultado em 1 de novembro de 2018 
  10. a b Fautino Teixeira e Renata Menezes V. (2013). Religiões em movimento: o censo de 2010. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes. ISBN 978-85-326-4725-2 
  11. Helmut Renders, "A presença metodista no Brasil no século XIX", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.
  12. «Minutes of the Epicospal Methodist church» (PDF). Emory University 
  13. Rui de Souza Josgrilberg, "O movimento da Autonomia", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.
  14. Kennedy,, , James L. (1928). ,. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil.. São Paulo: Imprensa Metodista: [s.n.]