Igreja Presbiteriana Unida do Brasil

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Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
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Orientação Calvinista
Ecumênica
Política Presbiteriana
Moderador Rev. José Roberto Cavalcante. Moderador do Conselho Coordenador 2020-2023
Área geográfica  Brasil
Fundador Igrejas e presbitérios reunidos em Atibaia-SP, oriundos da Igreja Presbiteriana do Brasil
Origem 1978 (43 anos)
Vitória, Espírito Santo
Separado de Igreja Presbiteriana do Brasil
Congregações 48 (estimativa de 2010)[1]
Membros 3.466 (estimativa de 2010)[1]
Site oficial ipu.org.br

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) é denominação evangélica brasileira, que pertence ao grupo das igrejas herdeiras da Reforma Protestante do Século XVI. Sua sede fica em Vitória (Espírito Santo).[2] É uma das várias denominações presbiterianas do Brasil, [1] que conta ainda com a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB)[3], Igreja Presbiteriana Independente do Brasil[4] (IPI), Igreja Presbiteriana Conservadora, Igreja Presbiteriana Renovada, dentre outras.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - IPU foi organizada em 10 de setembro de 1978, com o nome de Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP) na cidade de Atibaia - SP. Por decisão dos delegados presentes, a instalação efetiva da igreja ficou para o ano de 1979, na cidade de Vitória- ES que é, desde aquele época até os dias atuais, a sua sede administrativa.[5]. As razões de sua criação estão contidas nos seus documentos fundantes, que são: o Manifesto de Atibaia, o Pronunciamento Social da Igreja Presbiteriana do Brasil, (escrito em 1962 pelos Teólogos da Igreja Presbiteriana do Brasil), o Compromisso e o Relatório da Comissão de Fé e Ordem. Em julho de 1983, para poder se filiar ao Conselho Mundial de Igrejas, a FENIP alterou sua razão social para Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, adotando a sigla IPU.

Por conta do seu pensamento teológico, que incluía o compromisso social da Igreja, a abertura ao diálogo ecumênico e a defesa do ministério feminino, alguns dos seus líderes foram perseguidos dentro da denominação presbiteriana a qual pertenciam (IPB). Estes líderes afirmavam que havia uma postura conivente e de apoio à ditadura militar por parte da liderança da igreja, em especial pelo então presidente do Supremo Concílio. Por conta de suas posturas políticas, esses líderes sofreram perseguição, sendo alguns deles expulsos da igreja, enquanto outros optavam por deixar a denominação.[6]

A partir de 1976, alguns dos mais renomados presbíteros, professores e professoras, pastores e teólogos presbiterianos deram início ao movimento que culminou, em 1978, com a criação da FENIP. O processo de fundação da IPU foi antecedido por três encontros de presbiterianos: O primeiro em Vitória – ES, nas dependências da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, na Reforma de 1977; o segundo na Páscoa de 1978, em Belo Horizonte, nas dependências da Segunda Igreja Presbiteriana e o terceiro e último nas dependências da Igreja Presbiteriana de Atibaia, por ocasião do feriado da Independência de 1978, quando a Igreja foi oficialmente organizada.

Informações Eclesiásticas[editar | editar código-fonte]

A IPU é um dos mais recentes ramos do Presbiterianismo no Brasil. Em 2020, conforme suas estatísticas, era formada por 44 Igrejas filiadas e 2.350 membros distribuídos em oito presbitérios.[1]

Comunidades Cidades Nº Pastores Nº Membros
Presbitério

de Vitória

Igrejas: 9 Congregações:3 Cariacica, Colatina, Serra, Vila Velha, Vitória - ES 691
Presbitério

de São Paulo

Igrejas: 7 Congregações: Barueri, Guarulhos, Jandira, Osasco, São Paulo - SP 676
Presbitério

Rio Novo

Igrejas: 4

Congregações:-

Rio de Janeiro, Queimados - RJ 561
Presbitério

de Jundiaí

Igrejas: 4

Congregações:-

Atibaia, Indaiatuba e Jundiaí - SP 474
Presbitério

Erasmo Braga

Igrejas: 7 Congregações:4 Ananindeua - PA, Belo Horizonte - MG, Brasília - DF, Formosa – GO,

Pains - MG.

361
Presbitério Centro Norte do ES Igrejas: 3 Congregações: Colatina - ES 272
Presbitério

do Salvador

Igrejas: 6

Congregações:3

Aracaju - SE, Caetité, Feira de Santana, Tapiramutá, Governador Mangabeira, Muritiba, Salvador - BA 247
Presbitério Cidade do Rio de Janeiro Igrejas: 4

Congregações:-

Rio de Janeiro - RJ 184

Estrutura Organizacional[editar | editar código-fonte]

A IPU é uma igreja reformada que busca uma maior ênfase no papel das igrejas locais, visando incentivar a participação e comprometimento de seus membros. Ao contrário da Igreja Presbiteriana do Brasil e da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, não possui sínodos. As igrejas locais são jurisdicionadas a presbitérios e possuem autonomia administrativa, financeira, orçamentária e patrimonial. No entanto, a autonomia das igrejas locais não alcança os aspectos teológicos e eclesiológicos. Neste sentido, as igrejas devem se submeter ao governo da IPU, aos seus Princípios de Fé e Ordem (PFO) e cumpri-los integralmente. Há na IPU, ao contrário das demais igrejas presbiterianas, uma força na igreja local, um certo viés congregacionalista, haja vista que cada igreja local tem direito a quatro assentos na Assembleia Geral, ao passo que cada presbitério tem, apenas, dois assentos.[7]

O órgão máximo da IPU é a Assembleia Geral e, no seu interregno, a igreja é administrada por um Conselho Coordenador (CCIPU)[8] constituído de cinco membros titulares, além dos suplentes, eleitos em assembléia geral para um mandato de três anos. O Conselho Coordenador é formado por representantes de Presbitérios, jurídica e eclesiasticamente constituídos, escolhidos por um sistema de representação conciliar regional. Cada Igreja local escolhe em AGE, dentre seus pastores e presbíteros, seu representante pré-candidato ao Conselho Coordenador, e o encaminha ao seu Presbitério. Os Presbitérios ao receber os representantes pré-candidatos de cada Igreja, escolhem dentre eles, os seus candidatos ao CCIPU.

Doutrina e diferenças teológicas[editar | editar código-fonte]

Ordenação feminina[editar | editar código-fonte]

A IPU foi a primeira denominação presbiteriana, no Brasil, a ordenar pastoras. A decisão da IPIB de ordenar mulheres ao pastorado ocorreu em 1999, após as ordenações promovidas pela IPU.[9] Desde a sua fundação, em 1978, já trazia entre as diversas propostas de construção de uma igreja livre e contemporânea a ideia do ministério feminino. Os primeiros ministérios femininos ordenados na IPU foram o diaconato e o presbiterato. Embora fosse possível, eclesiologicamente, a presença feminina no pastorado só veio a acontecer treze anos após a fundação da IPU, em 1991, quando o Presbitério Erasmo Braga - PEB, acolheu a Reverenda Maria Luiza Rückert, esposa do Rev. Paulo Roberto Rückert, então pastor titular da Segunda Igreja Presbiteriana de BH. O casal Rückert, egresso da IECLB, possuía sólida formação pastoral e teológica. Posteriormente a família se mudou para Vitória-ES, cidade em que o Rev. Paulo Rückert pastoreou a Segunda Igreja Presbiteriana e ministrou aulas em vários seminários. Sua esposa, Revda. Maria Luíza, foi por cerca de 20 anos, capelã do Hospital Evangélico de Vila Velha. A primeira pastora formada em seminário mantido pela IPU e nela ordenada, foi a Revda. Sônia Gomes Mota, pastora adjunta do Presbitério do Salvador e Diretora Executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço, a CESE.

Ecumenismo[editar | editar código-fonte]

A IPU procura manter um relacionamento fraterno com todas as demais igrejas cristãs e mantém diálogo com religiões não cristãs pautado no respeito mútuo. Participa ativamente do Conselho Mundial de Igrejas, Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Mantém parceria oficial com a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB). Além disso, é a única denominação presbiteriana brasileira que mantém parceria com a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), apesar da denominação norte-americana ter aceito o casamento e a ordenação de seus membros, independentemente de sua orientação sexual.

Homossexualidade[editar | editar código-fonte]

Na década de 1990, o Rev. Nehemias Marien, Pastor da Igreja Presbiteriana Bethesda, em Copacabana, no Rio de Janeiro (filiada a IPU), tornou-se conhecido por promover bençãos a casais homossexuais em cerimônias religiosas. O pastor defendeu que a igreja poderia acolher homossexuais sem exigir deles mudança de comportamento quanto a sua prática sexual. [10][11][12] Todavia, a postura pastoral do Rev. Nehemias não foi endossada pela IPU, que se posicionou oficialmente contrária ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em 2014, após a decisão da Igreja Presbiteriana (EUA) de aceitar o casamento homossexual, a IPU declarou que a discussão sobre o casamento homossexual ainda não fora pautada na Assembleia da denominação. A denominação defende direitos civis de todas as pessoas, mas até que haja uma decisão de sua Assembleia Geral em sentido contrário, só realizará casamento entre um homem e uma mulher. A denominação decidiu, apesar desta divergência, manter normais os laços com a igreja norte-americana.[13]

Hino Oficial[editar | editar código-fonte]

A IPU adotou como seu hino oficial o cântico "Que Estou Fazendo Se Sou Cristão?"[14]. A letra retrata o compromisso cristão contra a injustiça e a opressão gerada pela desigualdade social. Seu autor é o Rev. João Dias de Araújo, e foi publicado no ano de 1967, durante o governo militar.[15] Há duas melodias oficialmente aceitas para esse poema. A primeira delas foi escrita pelo Maestro Wilson Faustini e a segunda, mais recente, escrita por Décio Emerique Lauretti.

O hino, em suas duas versões está presente em diversos hinários e cancioneiros protestantes: Hinos do Povo de Deus (nº 449), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Hinário para o Culto Cristão (nº 552), da Convenção Batista Brasileira; Cantai Todos os Povos (nº 297), da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.[16]

Logomarca[editar | editar código-fonte]

O símbolo atual da IPU foi aprovado pelo Conselho Coordenador em 23 de maio de 1993. É composto por diversos elementos que rememoram temáticas importantes da tradição cristã. Os três círculos que simbolizam um arco-íris representam a Aliança de Deus, o perdão e a reconciliação (Gn. 9.8-17). Sua três faixas representam a Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo). A Cruz Céltica é um ícone da Tradição Reformada e simboliza, por ser vazia, a morte e ressurreição de Jesus Cristo, e também o amor eterno e infinito de Deus, ou seja, não tem início ou fim, como o círculo. O barco, ou arca (Gn 6.14-16), simboliza a Igreja numa perspectiva ecumênica, enquanto as ondas relacionam-se ao mundo, no qual a Igreja vive e age.[17]

Pronunciamentos Oficiais[editar | editar código-fonte]

Desde 2011, a IPU tem emitido através de seu Conselho Coordenador, uma série de pronunciamentos às suas igrejas, presbitérios, demais igrejas cristãs e à sociedade brasileira em geral. O 15o. foi publicado em outubro de 2020 e denuncia o descaso do governo com os incêndios no Pantanal brasileiro, que tanto prejudicam a população, a flora e a fauna do Brasil Central.

Em 2016, a igreja mostrou apoio ao "aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato", porém, com fortes críticas ao "caráter midiático e teatral que os coordenadores da chamada Força Tarefa da Lava Jato têm dado antes, durante e após o cumprimento de cada fase da Lava Jato".[18] A IPU ainda se pronunciou a favor da reforma do sistema político brasileiro, contra a aprovação do texto original da PEC 55/16 do Senado Federal, e contra as propostas originais, defendidas pelo governo, das reformas trabalhista e previdenciária.[19] No ano seguinte, em 2017, subscreveu com as principais igrejas evangélicas históricas e a Aliança Cristã Evangélica Brasileira, documento contra a PEC 287/2016 que trata da Reforma da Previdência.[20]

Moderadores do Conselho Coordenador[editar | editar código-fonte]

Relação dos Moderadores da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil[editar | editar código-fonte]

Moderador Período
Jeferson Ferreira Nunes 1978-1979
Erb Carneiro 1979-1981
Enos Ribeiro de Barros 1981-1983
Celso Loula Dourado 1983-1985
Carlos Alberto C. da Cunha 1985-1987
Claude Emmanuel Labrunie 1987-1989
Mauro Leite Meneguelli 1989-1991
Gerson de A. Meyer 1991-1993
João Dias de Araújo 1993-1995
José de A. Valim Filho 1995-1997
Joaquim Beato 1997-1999
Josué da Silva Melo 1999-2001
Eser Técio Pacheco 2001-2003
Gerson Urban 2003-2005
Manoel de S. Miranda 2005-2008
Enoc Teixeira Wenceslau 2008-2011
Anita Wright Torres 2011-2014
Wertson Brasil de Souza 2014-2017
Anita Wright Torres

José Roberto Cavalcante

2017-2020

2020-2023

Missão Portugal[editar | editar código-fonte]

A IPU mantém desde 2016, com apoio da PCUSA, uma parceria com a Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, que permite o envio de missionários brasileiros para Portugal. A Reverenda Cacilene Nobre foi a primeira missionária enviada ao país, e tem desenvolvido o seu ministério na Igreja Presbiteriana de Setúbal.[21]

Alguns Pastores[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Jornal Traço de União, Ano XXIV, Nº 117». 1 de janeiro de 2011. p. 6. Consultado em 13 de outubro de 2020 
  2. «Contato». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 20 de abril de 2018 
  3. «Estatísticas da Igreja Presbiteriana do Brasil em 2016». Consultado em 18 de abril de 2018. Cópia arquivada em 19 de abril de 2018 
  4. «Estatísticas da Igreja Presbiteriana Independente». Consultado em 18 de abril de 2018. Arquivado do original em 1 de outubro de 2016 
  5. «Sobre a IPU». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 10 de abril de 2018. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2018 
  6. Vilela, Márcio. «O JUDICIÁRIO E A LEI DIVINA: João Dias de Araújo e as relações de trabalho na Igreja Presbiteriana do Brasil durante o regime civil e militar». Clio - Revista de Pesquisa Histórica UFPE. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 19 de abril de 2018 
  7. «Assembleia Geral». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 20 de abril de 2018 
  8. «Conselho Coordenador». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 20 de abril de 2018. Cópia arquivada em 21 de abril de 2018 
  9. «IPIB - Revista Alvorada: Lugar de mulher é no púlpito». www.ipib.org. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 14 de julho de 2018 
  10. Marcelo Natividade (2010). «Uma homossexualidade santificada? Etnografia de uma comunidade inclusiva pentecostal». Consultado em 31 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2018 
  11. Marcelo Natividade (2013). As novas guerras sexuais: diferença, poder religioso e identidades LGBT no Brasil. [S.l.: s.n.] 
  12. Miriam Laboissiere de Carvalho Ferreira (2016). «Homossexualidade e a Igreja Inclusiva no Estado de Goiás: Igreja Caminho da Inclusão – um estudo de caso» (PDF). Consultado em 31 de outubro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 1 de novembro de 2018 
  13. «Pronunciamento nº 06/2014 da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil». 2014. Consultado em 31 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2018 
  14. «Hino oficial da IPU». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 20 de abril de 2018. Cópia arquivada em 21 de abril de 2018 
  15. Luteranos, Portal. «Portal Luteranos | Que estou fazendo se sou cristão». Portal Luteranos. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 19 de abril de 2018 
  16. «"Que estou fazendo se sou cristão?" – Edição 298 | Revista Ultimato». www.ultimato.com.br. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2017 
  17. «Símbolos da IPU». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2018 
  18. «Pronunciamento nº 09/2016». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. 8 de março de 2016. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2018 
  19. «Pronunciamento nº 10/2016». Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. 30 de novembro de 2016. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2018 
  20. «Pronunciamento das Igrejas Evangélicas Históricas do Brasil e Aliança Evangélica sobre Reforma Previdenciária». www.metodista.org.br. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 19 de abril de 2018 
  21. «IEPP». www.iepp.org. Consultado em 19 de abril de 2018. Cópia arquivada em 19 de abril de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]