Rubem Alves

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Rubem Alves
Data de nascimento 15 de setembro de 1933
Local de nascimento Boa Esperança,  Minas Gerais
Nacionalidade  brasileiro
Data de morte 19 de julho de 2014 (80 anos)
Local de morte Campinas,  São Paulo
Ocupação educador e teólogo
Religião Protestantismo
Movimento Teologia da Libertação
Influências Bíblia Sagrada, Friedrich Nietzsche, Fernando Pessoa, Adélia Prado, Rubina Figueroa
Prêmios Medalha Carlos Gomes
Prêmio Jabuti
Prêmio FNLIJ
Página oficial www.rubemalves.com.br

Rubem Azevedo Alves (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933Campinas, 19 de julho de 2014) foi um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros religiosos, educacionais , existenciais e infantis.[1] É considerado um dos maiores pedagogos brasileiros de todos os tempos, um dos fundadores da Teologia da Libertação e intelectual polivalente nos debates sociais no Brasil[2] . Foi professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Carreira[editar | editar código-fonte]

Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito e criou vários grupos de pesquisa[3] . Tinha um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

Com formação eclética, transita pelas áreas de teologia, psicanálise, sociologia, filosofia e educação. Após ter lecionado em universidades, tinha um restaurante (a culinária foi uma de suas paixões e tema de alguns de seus textos), viveu em Campinas , onde mantinha um grupo, chamado Canoeiros, que se encontra semanalmente para leitura de poesias.

Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser. É algo como um contraponto à visão atual de homo globalizadus que busca satisfazer desejos, muitas vezes além de suas reais necessidades.

"Ensinar" é descrito por Alves como um ato de alegria, um ofício que deve ser exercido com paixão e arte. É como a vida de um palhaço que entra no picadeiro todos os dias com a missão renovada de divertir. Ensinar é fazer aquele momento único e especial. Ridendo dicere severum: rindo, dizer coisas sérias[4] Mostrando que esta, na verdade é a forma mais eficaz e verdadeira de transmitir conhecimento. Agindo como um mago e não como um mágico. Não como alguém que ilude e sim como quem acredita e faz crer, que deve fazer acontecer.

Em alguns de seus textos, cita passagens da Bíblia, valendo-se de metáforas. No site A Casa de Rubem Alves encontram-se releituras e discussões de suas obras.

Foi cidadão honorário de Campinas onde recebeu a Medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.

Teologia[editar | editar código-fonte]

Autor do livro Da Esperança (Teologia da Esperança Humana), Rubem Alves é tido por muitos estudiosos como uma das mais relevantes personalidades no cenário teológico brasileiro; o fundador da reflexão sobre uma teologia libertadora, que em breve seria chamada de Teologia da Libertação.[5] Via no Humanismo um messianismo restaurador e assim, desde os anos 60 participou do movimento latino-americano de renovação da teologia.

Sua posição liberal logo lhe trouxe graves problemas em seu relacionamento com o protestantismo histórico e especificamente presbiteriano. Foi questionado desde cedo por suas ideias e teve de abandonar o pastorado, tendo antes abandonado suas convicções doutrinárias ortodoxas.

Foi dessa experiência que surgiu o livro Protestantismo e Repressão, que busca elucidar os labirintos do cotidiano histórico deste movimento religioso. Escreveu ainda um livro em inglês que falava do futuro da humanidade, Filhos do Amanhã, onde tratou de como um futuro libertador dependia de categorias que a ciência ocidental havia desprezado.

Lançou ainda um livro chamado Variações sobre a vida e a morte, onde trata de construir uma teologia poética, preocupada com o corpo, com a vida em sua dimensão real.

Foi proibido de falar nos púlpitos da Igreja Presbiteriana do Brasil, o que não o impediu de ser convidado para pregar na Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 2003, por ocasião das comemorações pela Reforma Protestante.

Morte[editar | editar código-fonte]

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Rubem Azevedo Alves faleceu em 19 de julho de 2014, em Campinas, por falência múltipla de órgãos.[6] O corpo foi velado no plenário da Câmara Municipal de Campinas, no interior paulista, cidade onde o escritor mineiro morava. Como pedido, seu corpo foi cremado em Guarulhos e as cinzas espalhadas sob um ipê amarelo.[7]

Obra[editar | editar código-fonte]

Teologia[editar | editar código-fonte]

Da Esperança
Creio na Ressurreição do corpo
Variações sobre a vida e a morte
Poesia, Profecia e Magia
Pai Nosso
O Poeta, o Guerreiro e o Profeta

Filosofia da religião[editar | editar código-fonte]

O Enigma da Religião
O que é Religião?
Protestantismo e Repressão
Dogmatismo e Tolerância
O Suspiro dos Oprimidos
Perguntaram-me se acredito em Deus

Meditações/crônicas[editar | editar código-fonte]

Tempus Fugit
O Retorno e Terno
O Quarto do Mistério
Sobre o tempo e a eterna idade
As contas de vidro e o fio de nylon
Desfiz 75 Anos
Ostra feliz não faz pérola
Transparências da Eternidade
Concerto para corpo e alma
O Sapo que Virou Príncipe

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gandhi: A magia dos gestos poéticos

Filosofia da ciência e da educação[editar | editar código-fonte]

Conversas com quem gosta de ensinar
Histórias de quem gosta de ensinar
A alegria de ensinar
Por uma educação romântica
Entre a ciência e a sapiência
Filosofia da Ciência
Fomos maus alunos
A Pedagogia dos caracóis
A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir
O Livro sem Fim

Literatura infanto-juvenil[editar | editar código-fonte]

A árvore e a aranha
A história dos três porquinhos
A libélula e a tartaruga
A menina, a gaiola e a bicicleta
A menina e o pássaro encantado
A operação de Lili
A pipa e a flor
A volta do pássaro encantado
Como nasceu a alegria
Estórias de bichos
O patinho que não aprendeu a voar
Os morangos
O Velho que Acordou Menino|}

O amor que acende a lua

Referências

  1. Portal Cultura (JPG) Portalcultura.com.br.
  2. Morreu escritor brasileiro Rubem Alves aos 80 anos Expresso das Ilhas (20 de julho de 2014). Visitado em 6 de agosto de 2014.
  3. Rubem Alves será cremado nesta tarde em Guarulhos (SP) Rádio CBN (20 de julho de 2014). Visitado em 21 de julho de 2014.
  4. Alves 2002 p. 42
  5. FONTANA, Júlio. (setembro/outubro 2006). "A filosofia da ciência de Rubem Alves" (PDF). Ciberteologia - Revista de Teologia & Cultura 2 (7): 11. São Paulo: Paulinas. ISSN 1809-2888. Visitado em 16 de junho de 2012.
  6. do G1 Campinas e Região (19/07/2014). Escritor e educador Rubem Alves morre em Campinas aos 80 anos. Visitado em 19 de julho de 2014.
  7. Agência Brasil Beta (31/07/2014). Corpo de Rubem Alves será cremado em Guarulhos. Visitado em 20 de julho de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Rubem Alves

Livros: A Pipa e a Flor - A Pipa e a Flor (teatro) - A volta do pássaro encantado - Lista de publicações de Rubem Alves - O Quarto do Mistério - O patinho que não aprendeu a voar - Por uma educação romântica - Tempus Fugit

Ver também: Teologia - Psicanálise - Educação - Adélia Prado - Nietzsche - Fernando Pessoa

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