Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil

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Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil
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Classificação Protestante
Orientação Calvinista
Política Presbiteriana
Área geográfica Brasil Brasil
Origem 11 de fevereiro de 1940 (78 anos)
Separado de Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
Congregações 77 (2018) [1]
Membros 3.578 (2006) [2]
Site oficial www.ipcb.org.br/index/

A Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil (IPCB) é uma denominação presbiteriana reformada, fundada em 1940 pelos membros da Liga Conservadora dissidente da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), que acusou a denominação de apoiar o Liberalismo teológico e Aniquilacionismo.[2][3] É atualmente a terceira maior denominação reformada no Brasil, logo após a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB)[4] e a IPIB.[5], conservando posicionamentos tradicionais do presbiterianismo.


História[editar | editar código-fonte]

A Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil surgiu em 11 de fevereiro de 1940, quando, após dois anos de debates e discussões internas sobre questões doutrinárias, a 2ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo desligou-se da federação eclesiástica a que pertencia para tornar-se Igreja Presbiteriana Conservadora de São Paulo. A questão versava principalmente sobre a doutrina das "Penas Eternas" ou do "Sofrimento Eterno dos Ímpios".

Manifesto às Igrejas Evangélicas[editar | editar código-fonte]

No "Manifesto às Igrejas Evangélicas", que publicou em "O Presbiteriano Conservador", logo após a separação, afirmou:

Criação do 1º Presbitério[editar | editar código-fonte]

Embora sem o propósito de provocar adesões, conforme o "Manifesto", algumas igrejas que tinham a mesma convicção, juntamente com um pequeno número de pastores, também se desligaram da federação e juntos organizaram, em 27 de junho de 1940, o 1° Presbitério da nova federação eclesiástica, composto de 11 igrejas e 5 ministros.

A Igreja Hoje[editar | editar código-fonte]

Ano Igrejas e congregações Membros
1940 11 741
2000 44 3.243
2006 52 3.578[2]

A IPCB é constituída hoje de 77 frentes de trabalho eclesiástico: 64 igrejas locais; 5 congregações presbiteriais e 8 congregações do Departamento Missionário. A denominação está, assim, presente em 10 estados da federação.[1]

A Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil constitui-se, a partir de 2017, em 8 Presbitérios (Bandeirante, Brasil-Central, Centro-Sul, Guarulhos, Oeste Paulista, Paraná, Paulistano e Piratininga) e dois Sínodos (Sudeste e Centro-Oeste) e organizou sua Assembléia Geral em 19 de julho de 2009, sendo eleito presidente o Rev. Clodoaldo de Souza Caldas.

Doutrina[editar | editar código-fonte]

A IPCB é uma denominação reformada, portanto, crê que a Bíblia é a única regra de fé e prática, fonte de toda doutrina ensinada na igreja. Todavia, a IPCB subscreve os Símbolos de Westminster (Confissão de Fé de Westminster (CFW), Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster), que considera ser exposição fiel das Sagradas Escrituras. Tais confissões são modificáveis, caso a igreja perceba erros em suas declarações e não são vistas como sagradas ou inspiradas por Deus.[6]

Entre as doutrinas expressas na CFW estão as doutrinas da: Trindade; Diofisismo; Predestinação; Graça Comum; Divina Providência; Queda e Pecado original; Depravação Total; Vocação eficaz; Expiação eficaz; Eleição Incondicional; Perseverança dos santos; Justificação pela fé; Ordo salutis reformada; Dois sacramentos (Batismo e Eucaristia) e a Guarda do Domingo como "sábado cristão".

Além disso, a CFW expressa uma visão positiva da Lei de Deus, afirmando que, embora não seja possível que os homens a cumpram integralmente, ela é o padrão que revela o caráter de Deus e deve ser observada por todos os cristãos. O Evangelho não anula a Lei. Assim, embora o homem não possa ser salvo por cumprir a Lei, ele deve obedecê-la por ser a revelação da vontade de Deus para os homens.

A CFW também afirma que todo poder é instituído por Deus, e portanto os cristãos devem obedecer aos magistrados. Todavia, não pode o poder político interferir na igreja, seus sacramentos, cultos e ordens.

A Confissão se opõe à bigamia, define casamento como relação apenas possível entre homem e mulher e só admite divórcio em caso de adultério e deserção irremediáveis.

O sistema de governo presbiteriano é também definido na Confissão, regulando-se por sínodos e concílios.[7]

A IPCB não admite a Ordenação Feminina e, portanto, somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos. Desde sua fundação é uma igreja Antimaçônica, cessacionista, rege o culto pelo Princípio Regulador do Culto e não pratica a Salmodia Exclusiva. A denominação também se opõe à prática de bater palmas durante a liturgia.[8][2]

Jornal, Seminário e Departamento Missionário[editar | editar código-fonte]

A igreja publica seu jornal "O Presbiteriano Conservador" desde a sua fundação, em 1940, e tem seu Seminário, desde 1953, em São Bernardo do Campo.

Em 1983, fundou seu Departamento Missionário, através do qual tem podido expandir seu ministério de pregação e implantação de igrejas em vários pontos pioneiros, como nos estados de Rondônia, Acre, Bahia e entre os índios terenos, no Mato Grosso do Sul.

Relações Inter eclesiásticas[editar | editar código-fonte]

A Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil não participa de nenhuma organização ecumênica a nível nacional ou internacional além de organizações estritamente fundamentalistas. É uma das igrejas fundadoras do Concílio Internacional de Igrejas Cristãs, da Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs e da Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil.[2]

Igreja Presbiteriana do Brasil[editar | editar código-fonte]

Logo após sua organização, a IPCB contatou a IPB para informar sobre sua fundação.[2]

Em 1946, foi elaborado um plano de unificação com a IPB, todavia o plano não se concretizou.[9]

Atualmente, não existe comunhão oficial entre a IPB e a IPCB. Entretanto, em 2010, a última foi formalmente convidada a enviar delegados para a reunião do Supremo Concílio da primeira, o que representa um sinal de reaproximação.[10]

O que historicamente separava as duas denominações era a visão contrária à maçonaria pelos membros da IPCB, que, a partir de 2006, foi também oficializada pela IPB. A partir de então, a IPB reconheceu a incompatibilidade entre a maçonaria e a fé cristã.[11]

A nível local, já existe grande integração e cooperação entre as igrejas federadas às duas denominações, sendo comum a recepção de membros entre as duas igrejas, bem como de pastores e pregadores de uma e outra denominação.[12][13][14]

Existem também ações de cooperação missionária conjunta entre membros das duas igrejas. A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) da IPB assumiu, em 2010, uma congregação no Japão, formada por imigrantes brasileiros oriundos da IPCB, após o Departamento Missionário desta última não ter mais podido atender aos seus membros naquele país.[15]

Referências

  1. a b «Estatísticas da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil em 2018». Consultado em 18 de abril de 2018. 
  2. a b c d e f «Igreja Presbiteriana Conservadora, estatísticas» (PDF). Consultado em 7 de Agosto de 2017. 
  3. «Jornal JCNET: Igreja Presbiteriana Conservadora». Consultado em 18 de abril de 2018. 
  4. «Estatísticas da Igreja Presbiteriana do Brasil em 2016». Consultado em 18 de abril de 2018. 
  5. «Estatísticas da Igreja Presbiteriana Independente». Consultado em 18 de abril de 2018. 
  6. «Reformiert Online:Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil». Consultado em 7 de Agosto de 2017. 
  7. «Monergismo: Confissão de Fé de Westminster». Consultado em 3 de Agosto de 2017. 
  8. «As influências do Culto do Antigo Testamento na Liturgia.». Consultado em 7 de Agosto de 2017. 
  9. «Brasil Presbiteriano: Edição, Ano 51, Número 665, Página 5» (PDF). Consultado em 3 de Agosto de 2017. 
  10. «Relações Inter eclesiásticas da Igreja Presbiteriana do Brasil» (PDF). Consultado em 3 de Agosto de 2017. 
  11. «Igreja Presbiteriana do Brasil e a Maçonaria». Consultado em 8 de Agosto de 2017. 
  12. «Igreja Presbiteriana do Brasil em Rio Preto recebe membros vindos da Igreja Presbiteriana Conservadora». Consultado em 8 de Agosto de 2017. 
  13. «Reverendo Moysés Moreira Lopes, pastor da Igreja Presbiteriana Conservadora, recebido como pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil». Consultado em 8 de Agosto de 2017. 
  14. «Relatório da Secretaria Executiva da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre jubilação do Reverendo Moysés Moreira Lopes, pastor vindo da Igreja Presbiteriana Conservadora». Consultado em 8 de Agosto de 2017. 
  15. «Agência Presbiteriana de Missões Transculturais da Igreja Presbiteriana do Brasil assume congregação missionária formada por memb ros da Igreja Presbiteriana Conservadora» (PDF). Consultado em 8 de Agosto de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]