Muzambinho

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Muzambinho
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de São José
Igreja Matriz de São José
Símbolos
Bandeira de Muzambinho
Bandeira
Brasão de armas de Muzambinho
Brasão de armas
Hino
Gentílico muzambinhense
Localização
Localização de Muzambinho em Minas Gerais
Localização de Muzambinho em Minas Gerais
Muzambinho está localizado em: Brasil
Muzambinho
Localização de Muzambinho no Brasil
Mapa de Muzambinho
Coordenadas 21° 22' 33" S 46° 31' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária[1] Varginha
Região imediata[1] Guaxupé
Municípios limítrofes Juruaia (N), Monte Belo (L), Cabo Verde (SE), Caconde - SP (S), Tapiratiba - SP (SO), Guaxupé (O)
Distância até a capital 447 km
História
Fundação 12 de novembro de 1878 (141 anos)
Aniversário 30 de novembro
Administração
Distritos
Prefeito(a) Sérgio Arlindo Cerávolo Paoliello (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 409,036 km²
População total (Estimativa IBGE/2017[4]) 21 026 hab.
Densidade 51,4 hab./km²
Clima tropical de altitude (Cwb)
Altitude 1.100 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 37890-000 a 37899-999[2]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,740 alto
PIB (IBGE/2015[6]) R$ 396 486,63 mil
PIB per capita (IBGE/2015[6]) R$ 18 865,04
Outras informações
Padroeiro(a) São José[7]
www.muzambinho.mg.gov.br (Prefeitura)
camaramuzambinho.mg.gov.br (Câmara)

Muzambinho é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais, localizado na região sul de Minas Gerais. A sua população estimada em 2017 era de 21.026 habitantes.[4] A área é de 414,0 km² e a densidade demográfica de 51,4 hab/km².

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição, o nome da cidade se origina da palavra mocambo ou mocambinho, isto é, moradia utilizada pelos negros escravos fugitivos. A região teria sido habitada, antigamente, por negros que deram início ao povoado, desenvolvido graças à boa qualidade das terras para a agricultura. Com a formação do arraial, o povoado ficou conhecido pelo nome de "São José da Boa Vista", outra denominação "São José da Boa Vista do Cabo Verde".

Coronel Cesário Cecílio de Assis Coimbra

Em 8 de outubro de 1860, Cesário Cecílio de Assis Coimbra[nota 1] e o padre Próspero Paoliello [nota 2], em companhia de outros membros da sociedade, elevaram o povoado à categoria de distrito.

O "Almanaque Sul Mineiro" para o ano de 1874, pág. 390, aponta, também, como um dos fundadores, Antônio Joaquim Pereira de Magalhães.

O distrito tornou-se vila aos 12 de novembro de 1878, constituindo termo com as freguesias de Dores de Guaxupé e Santa Bárbara de Canoas (atual Guaranésia).

Tornou-se cidade e comarca em 30 de novembro de 1880, com o nome de Muzambinho. A Câmara Municipal) foi instalada em 1881, assumindo Cesário Cecílio de Assis Coimbra como seu primeiro presidente, empossado pelo então presidente da câmara municipal de Cabo Verde, o cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa tenente-coronel Luís Antônio de Morais Navarro[nota 3].

Barão de Cabo VerdeTte. Cel. Luiz Antonio de Morais Navarro
Coronel Francisco Navarro de Moraes Salles

Foi sucedido, nas legislaturas seguintes (1894 a 1904), pelo cel. Francisco Navarro de Moraes Salles[nota 4].

Atualmente, com a atuação do Setor e Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, o município conseguiu tombar mais de 30 imóveis, para fins de preservação.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 409,036 km², sendo que 4,7 km² constituem a zona urbana e os 404,336 km² restantes constituem a zona rural. Situa-se a 21° 22' 33" de latitude sul e 46° 31' 33" de longitude oeste e está a uma distância de 447 quilômetros da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Cabo Verde, a sudeste; Juruaia , a norte; Tapiratiba, a sudoeste; Caconde, a sul; Monte Belo, a leste; e Guaxupé, a oeste. [8][9]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[10] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Varginha e Imediata de Guaxupé .[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de São Sebastião do Paraíso, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Relevo na zona rural do município.

O relevo do município de Muzambinho é predominantemente ondulado. Em aproximadamente 69% do território muzambinhense há o predomínio de áreas onduladas, enquanto cerca de 23% é coberto por mares de morros e terrenos montanhosos e os 8% restantes são lugares planos. A altitude máxima encontra-se no Morro do Cristo redentor, que chega aos 1 250 metros, enquanto que a altitude mínima está no leito do rio Muzambo, com 860 metros. Já o ponto central da cidade está a 1100 m.[11][12][13]

O principal rio que passa por Muzambinho é o Rio Muzambo, porém o território municipal é banhado por vários pequenos rios e córregos, sendo o principal o Ribeirão Muzambinho , fazendo parte da Bacia do Rio Grande.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima muzambinhense é caracterizado, segundo o IBGE, como Clima tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen),[15] tendo temperatura média anual de 21,3ºC °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos e com temperaturas elevadas.[16][17] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média em torno dos 24 °C, sendo a média máxima de 28,4 °C e a mínima de 18, 1 °C. E o mês mais frio, julho, com uma média histórica de 17 °C, sendo 25,2 °C e 8,9 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1 600 mm, concentrados nos meses de primavera e verão. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o verão têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural do município, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda mais a qualidade do ar.[18]

Tempestade acompanhada por um arco-íris em Muzambinho.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município, tem uma média anual de 2,98 raios por quilômetro quadrado.[19]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

vegetação nativa pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica). Em 2011, as reservas remanescentes de Mata Atlântica ocupavam 1.042 hectares, o que representa apenas 2,5 % da área total do município.[22]

Principais bairros rurais[editar | editar código-fonte]

  • Palmeia
  • Barra Bonita
  • Três Barras
  • Patrimônio
  • Bom Retiro
  • Ponte Preta
  • São Mateus
  • Campestre
  • São Domingos

Economia[editar | editar código-fonte]

Avenida Américo Luz no centro da cidade
Índices (1999)
  • Desenvolvimento humano:0,75
  • PIB: R$ 70.076.000
  • Renda per capita R$ 3.312,03
  • Consumo anual de energia elétrica: 1.7493.729 kW - (CEMIG)

A economia do município é baseada na agricultura, pecuária, artesanato. O principal produto, assim como em todo o sul de minas, é o café. A cidade é famosa também pela produção de doce de leite.

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino básico, fundamental e médio
  • Escola Estadual Coronel José Martins
  • Escola Estadual Cesário Coimbra
  • Colegio Estadual Professor Salatiel de Almeida.
  • Colégio Lyceu - Anglo.
  • Colégio Delta- Sistema COC de ensino.
  • Colégio Objetivo Muzambinho - Ensino infantil e Fundamental.
Ensino superior
  • Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia do Sul de Minas - Campus Muzambinho, fundada em 1950.
  • Escola Superior de Educação Física de Muzambinho, fundada em 1971.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Avô materno do 19º presidente do Brasil, Carlos Luz
  2. Em 1861 o padre Próspero se tornaria o primeiro vigário da paróquia local
  3. Futuro barão de Cabo Verde
  4. Filho de Luís Antônio de Morais Navarro e cuja filha, Eponina Magalhães Navarro se casaria com Camilo de Lélis Paoliello, sobrinho-neto paterno do pe. Próspero Paoliello e sobrinho materno de Cesário Cecílio de Assis Coimbra

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. a b «Estimativa Populacional 2017». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 22 de março de 2018 
  5. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 11 de junho de 2015 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 22 mar. 2018 
  7. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 7. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  8. Francielli Vieira Silva de PAULA 1 ; Beatriz Soares dos SANTOS 2 FERRAZ 3; Renê Lepiani DIAS 4. «MAPEAMENTO DO USO DA TERRA DO MUNICÍPIO DE MUZAMBINHO-MG POR MEIO DE GEOTECNOLOGIAS» (PDF). Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais. 4 páginas. Consultado em 16 de janeiro de 2019 
  9. Prefeitura de Muzambinho. «Dados estatísticos de Muzambinho». Consultado em 16 de janeiro de 2019 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 25 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017 
  11. Blibioteca do IBGE. «SF-23-V-D-I-1 (Nova Resende)». Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  12. Blibioteca do IBGE. «SF-23-V-C-III-4 (Guaxupé)». Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  13. Blibioteca do IBGE. «SF-23-V-D-I-3 (Monte Belo)». Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  14. Francielli Vieira Silva DE PAULA¹; Alice Penna Gonçalves FERRAZ²; Renê Lepiani DIAS³. «CARACTERIZAÇÃO E MAPEAMENTO DOS ATRIBUTOS FÍSICO-NATURAIS DO MUNICÍPIO DE MUZAMBINHO-MG» (PDF). Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais Campus Muzambinho. 3 páginas. Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  15. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. «World Map of the Köppen-Geiger climate classification». Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  16. Portal Brasil (6 de janeiro de 2010). «Clima». Consultado em 13 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  17. Biblioteca IBGE. «Brasil - Climas». Consultado em 13 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  18. Carlos Fernando Lemos (9 de fevereiro de 2008). «Relatório de queimadas no Brasil e no estado de Minas Gerais - ano base: 2007». Universidade Federal de Viçosa (UFV). Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  19. Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) (2010). «Densidade de Raios por Município» (PDF). Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Consultado em 13 de agosto de 2018 
  20. Somar Meteorologia. «Climatologia de Muzambinho -MG». Jornal do Tempo. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  21. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais Campus Muzambinho (IFSULDEMINAS). «Boletim Climático» (PDF). Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  22. SOS Mata Atlântica. «Mata Atlântica» (PDF). Consultado em 16 de janeiro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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