Hugo Ball

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Hugo Ball
Nascimento 22 de fevereiro de 1886
Pirmasens
Morte 14 de setembro de 1927 (41 anos)
Collina d'Oro, Sant'Abbondio
Cidadania Alemanha
Cônjuge Emmy Hennings
Ocupação tradutor, poeta, encenador
Movimento estético dadaísmo
Causa da morte cancro do estômago
Assinatura
Hugo Ball Signature.jpg

Hugo Ball (Pirmasens, 22 de Fevereiro de 1886Montagnola, 19 de Setembro de 1927) foi um poeta , escritor e filósofo alemão. Foi um dos principais artistas do Dadaísmo e escreveu o Manifesto Dadaísta, sendo considerado por muitos teóricos o inventor da poesia fonética.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Com 24 anos, Hugo Ball ingressou no Max Reinhardt School of Dramatic Art, estava empregado como director de cena no Munich Chamber Theater e ainda colaborava na revista ”Revolution”.

No “Café dês Westens” em Berlim, Ball juntava-se com um grupo de poetas para discutir ideias. Após o início da Primeira Grande Guerra, ele e sua mulher Emmy Hennings, emigraram para a Suíça. Ball empregou-se como pianista e Emmy Hennings como declamadora.

Em Fevereiro de 1916, Hugo Ball foi o fundador do Cabaret Voltaire na Spiegelgasse em Zurique, onde conheceu vários artistas como Hans Arp, Marcel Janco e Tristan Tzara, liderando o movimento dadaísta nesta cidade até 1917.

O seu objectivo era o de mostrar ao mundo que existiam pessoas com ideais diferentes dos da sociedade em geral. O filósofo e romancista protestou “contra o humilhante facto de haver uma guerra no século XX”, fazendo-o questionar-se acerca dos valores tradicionais.[1]

A arte[editar | editar código-fonte]

Uma marca indiscutível deste artista são os poemas sonoros (poemas sem palavras), tais como "Gadji Beri Bimba" e "Karawane" (1917), poema em alemão com palavras sem sentido, metáfora da insignificância do homem frente à barbárie. Sua poesia interagia com um novo formato de teatro, a performance, da qual foi um precursor.[2]

A sua obra é constituída, nomeadamente, por “Tenderenda, der Phantast” (romance não publicado escrito no período dada), “Cristicism of German Intelligence”, 1919 (análise do estado de espírito do povo alemão) e por “Flucht aus der Zeit” (excertos do seu diário do período dadaísta).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências