Ilha de Bolama

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A ilha de Bolama localiza-se no arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau.

É a ilha mais próxima do território continental da Guiné-Bissau, e é o nome da principal cidade, capital da região de Bolama. A sua população era de 10.014 (est. 2008). A ilha é rodeada por manguezal.

História[editar | editar código-fonte]

Ainda que visitada amiúde pelos povos locais, a ilha estava desabitada quando colonos britânicos a ocuparam em 1792. Após uma série de incidentes, estes abandonaram a ilha em 1794. Uma nova tentativa de colonização britânica teve lugar em 1814, mas foi de efémera duração.

Portugal reclamou Bolama em 1830 e iniciou-se um conflito diplomático pela sua posse. Em 1860 os britânicos declararam a ilha, que chamaram "Rio Bolama",[carece de fontes?] como parte de Serra Leoa mas, a 21 de abril de 1870, uma comissão de arbitragem internacional presidida pelo então presidente dos Estados Unidos, general Ulysses S. Grant (1869-1877), concedeu a posse de Bolama a Portugal, sendo-lhe a soberania restituída a 1 de outubro desse mesmo ano.

Mais tarde, após uma ação militar portuguesa que ficou conhecida historicamente como o "desastre de Bolol" (1879), Bolama assumiu oficialmente o estatuto de primeira capital da Guiné portuguesa, condição que manteve até à sua transferência para Bissau (9 de dezembro de 1941), povoação fundada em 1687 por forças portuguesas como um centro portuário e comercial fortificado. A transferência de capital foi determinada devido à escassez de água doce em Bolama.

Após a independência da Guiné-Bissau uma planta de processamento de fruta foi construída em Bolama, com a ajuda de capital neerlandês. Entretanto, devido à escassez de água doce na ilha, não pode ser ampliada e foi forçada a encerrar portas.

As atrações da ilha incluem praias de areia e o antigo Palácio do Governador, Palácio de Bolama. Está classificada pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

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